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Estudo nº 5 – Perdão e culpa

Semana de26 de abril 03 de maio

Comentário auxiliar elaborado pelo prof. Sikberto R. Marks

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

 

Perdão e culpa

 

           Este comentário tem por objetivo auxiliar na compreensão dos estudos diários relacionados a série de treze lições especiais semanais que abrangem de abril a junho. O tema geral desses estudos é “perdoados”. Trata-se de uma abordagem urgente, vital e necessária para os nossos dias em que cada vez mais impera a vingança em lugar da concórdia. Nosso sincero desejo é que todos tenham bom proveito por esses estudos, e que os comentários, de alguma forma, lhes sejam benéficos. Bem logo nos conheceremos!

 

  1. Introdução

 

           “‘Ninguém, Senhor’, disse ela. Declarou JESUS: ‘Eu também não te condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado’” (João 8:11, NVI).

 

           Todos aqueles que pecaram, se não foram perdoados, se não sentiram o alívio do desaparecimento da culpa, sofrem. Alguns sofrem terrivelmente, outros, não percebem seu sofrimento, pensam que a vida é assim mesmo. Esse mundo é de sofrimento, que é uma das conseqüências do pecado iniciado por Lúcifer. O mundo apela para as diversões, distrações, jogos, prazeres, etc., para disfarçar o senso de sofrimento. Mas há pessoas que sofrem tanto que jamais algo assim lhes livra da dor, apelam para as drogas, outra tiram sua vida, outras ainda, reagem com violência, transferindo sua dor a seus semelhantes. Enfim, o mundo sofre, seres humanos e natureza.

           O senso de culpa sem a perspectiva do perdão é algo terrível para a vida. Torna-se impossível viver em paz, e não há como ser feliz. Veja, muitos parecem felizes, mas, ao menor problema em suas vidas, ao serem, por exemplo, ofendidas, a sua falta de paz reage em suas mentes, e tornam-se violentas, outras se reprimem, outras sofrem caladas, e assim por diante. Só é feliz aquele que anda com DEUS, e que foi perdoado. Esse se sente em paz.

           Por outro lado, mesmo uma pessoa muito endurecida pelo sofrimento, pela determinação de permanecer em seu estado de sofrimento, ela pode sair dessa situação. Pode ser difícil, mas não é impossível. O perdão de JESUS é mais que uma terapia para libertar de traumas passados, é mais que um tratamento especializado para se descobrir a si mesmo. O perdão é o início de um processo de transformação por parte do Criador, aquele que mais entende o que somos, e o que seríamos se nunca tivéssemos pecado. Ele, O Criador, sabe para onde deve nos levar no processo de transformação. Ele tem, em Sua mente, a informação do nosso projeto original, ninguém mais pode fazer esse trabalho. Ele pode agir em nós de tal maneira que verdadeiramente sejamos libertados do pecado e da tortura do senso de culpa.

 

 

  1. O fator culpa

 

“Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado” (Rom. 3:9).

 

           De Romanos 3:9 a 18 aprendemos que todos são pecadores, nenhum ser humano é justo pois todos se extraviaram. Todos os seres humanos são maus, nos seus caminhos há destruição e miséria e desconhecem os caminhos da paz. Os pecadores não temem a DEUS. Essa é a nossa condição, todos se enquadram nessa descrição.

           Mas e aqueles que se arrependeram? Não seriam diferentes? Esses, entendemos sua situação no descrito por Paulo em Romanos cap. 7. Paulo apresenta ali duas naturezas num mesmo ser que se converteu. Enquanto permanece o processo de transformação essas duas naturezas existirão, estarão conflitando entre si. Uma está guerreando contra a outra (Rom. 7: 23). A nova natureza é espiritual, essa não se enquadra na descrição acima. Pelo contrário, ela é perfeita. Mas, ainda resta em nós a velha natureza. Essa é pecadora, e se enquadra perfeitamente na descrição de Romanos cap. 3 citado acima.

Na época Paulo disse que os judeus não levavam qualquer vantagem sobre os pagãos (citou os gregos), pois ambos estavam debaixo do pecado. Hoje poderíamos dizer que os adventistas não tem vantagem sobre os outros crentes, pelo que todos ainda estão debaixo do pecado. Não há igreja na Terra cujos membros não estejam enquadrados no conflito interno descrito por Paulo em Romanos 7. Aquela igreja que nega essa situação, ela está enganando seus membros, e prega algo parecido com o que satanás disse para Eva, lá no jardim do Éden: “é certo que não morrereis” (Gen. 3:4).

           O que os remanescentes possuem é a condição de duas naturezas em contraste. Os adventistas devem estar nessa situação, a mesma em que esteve Paulo, bem como os demais discípulos. Após o arrependimento e o perdão, decorre uma verdadeira guerra interior, em que a nova natureza enfrenta a velha natureza. Todo o Céu está empenhado nessa batalha, assim também satanás e seus agentes, tanto humanos quanto espirituais. As batalhas mais importantes nesse conflito entre o bem e o mal dão-se no interior dos indivíduos. A velha natureza de todos nós é má, e tem inclinação para o mal. Já a nova natureza é espiritual e santa, e não tem inclinação para o mal. A que vencer levará a pessoa consigo. É a mente da pessoa que decide qual vai vencer, isso depende das escolhas que a pessoa fizer em sua vida. Se, como diz a lição, o indivíduo olhar para a cruz, então é certo que ali vai ver JESUS, e será transformado pelo poder do Espírito Santo. Ele está sendo liberto do pecado, da inclinação do pecado para fazer pecar e da culpa. No dia em que for totalmente transformado, o dia da segunda vinda de JESUS, então sim, nele só restará a nova natureza e em estado completo. Já não será mais um pecador que se enquadre na descrição de Romanos cap. 3, nem da do cap. 7. Ele será um ser à semelhança de JESUS, seu Mestre.

 

 

  1. Viagem de culpa

 

A vida do ser humano é uma passagem de sentimentos de culpa. Todo ser humano que pratica erros, de alguma forma sofre por causa desses erros. Uns sofrem mais, outros menos, e há muitos que, por motivo de determinados tipos de erros, psicologicamente, nem sofrem, até sentem-se recompensados. Porém, mais cedo ou mais tarde, mesmo que apenas nos dias que antecedem o derramamento do fogo consumidor após terminado o milênio, o sentimento de culpa fará o seu trabalho terrível. Não importa quando, mas um dia a dor se manifestará. Logicamente, é bem mais interessante sentir dor agora, e por ela despertar para a necessidade do perdão que sentir dor quando for tarde demais.

Dentre as pessoas que mais sentem a dor psicológica da culpa estão os cristãos. Neles a consciência é mais sensível, eles tem o conhecimento do que é certo e do que é errado. Quando erram, sabem disso com mais clareza, e sua consciência lhes alerta da situação. Quando demoram a buscar o arrependimento, ou o sentimento de culpa aumenta, ou ele aos poucos desaparece. Se aumenta, a tortura mental também cresce, e a pessoa pode ter efeitos colaterais em sua saúde, no relacionamento com seus familiares e amigos. Aos poucos ele vai deixando de ser um bom cristão, para ser um sofredor, as vezes uma pessoa um tanto desajustada. Isso pode ser evitado se tão somente houver o arrependimento, para dar lugar ao perdão de seus pecados, e obter a liberdade da justificação. Quem nada deve, pode viver tranqüilo, pois está garantida a sua vida, e é amigo do Salvador, o rei do Universo.

Por sua vez, quando a consciência da culpa desaparece, a mente se cauterizou para aquele pecado, e a pessoa não vê mais necessidade de mudança de comportamento, nem de atitude. Seus pensamentos acostumaram-se com o pecado sem sentir culpa, portanto, para ele, tal ato não seria mais pecado, embora continue sendo. Essa é uma situação bem perigosa, é como alguém que possui uma doença grave, que ainda está em tempo de ser tratada, mas que não aceita o tratamento porque não admite estar doente. Sua situação só vai piorar, até se tornar irreversível.

Qual é então a vantagem dos que crêem em JESUS, e que, quando cometem pecado, evidentemente sofrem mais. Esse sofrimento maior decorre de sua situação de melhor conhecimento bíblico. Essas pessoas, para o Salvador são especiais. Elas Lhe pertencem. JESUS tem por elas uma ligação mais profunda. O mesmo ocorre da parte delas. Quando essa ligação se rompe, por causa de um pecado, ambos sofrem, o Salvador e a pessoa. Isso não é mau, pelo contrário, até é bom. O que deve ocorrer para interromper o sofrimento por causa da culpa é, o quanto antes, haver o arrependimento, confessando o seu pecado a DEUS e a quem mais for devido, livrando-se assim, de imediato, do sentimento de culpa. Esse é o melhor caminho, aliás, o único caminho, pelo qual tudo é posto em dia.

 

 

  1. O fator cruz

 

“A saber, que DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (II Cor. 5:19).

 

           Há nesse verso quatro momentos. Iremos refletir sobre cada um deles, em partes.

a)                       DEUS estava em CRISTO”: Eles estavam juntos na atividade de salvar a humanidade. Era, tanto um plano comum a eles quanto na execução, cada um deles desempenhou um papel decisivo e definido. O propósito deles era o mesmo, e havia plena concordância nesse propósito.

b)                      reconciliando consigo o mundo”: esse era o grande objetivo do plano do governo celeste. Os membros desse governo se uniram para propor um esforço conjunto no sentido de eles irem em direção dos que estavam rebelados contra esse governo, e propor reconciliação. Quem estava devendo era a humanidade, e que deveria tomar a iniciativa de retorno, mas quem de fato a tomou foi a parte que não tinha provocado o problema. A solução veio da parte mais sábia, ou inteiramente sábia. Essa é a natureza do amor, ele sempre age assim. O amor não espera para que aquele que o ofendeu venha pedir perdão, vai lá, e antes que o ofensor se dê conta, tenta resolver tudo para o bem de todos.

c)                       não imputando aos homens as suas transgressões”: Muito importante esse aspecto. DEUS, que tanto ama, não tem nenhum prazer em ver o transgressor morrer. Ele sente prazer em perdoar. Por isso, a providência do perdão já a havia tomado antes mesmo do pecado acontecer. Essa é a atitude normal de um pai ou de uma mãe em relação a seus filhos. O amor sempre age pela unidade, pela solução, pela reconciliação. A solução do pecado é o perdão, desde que alguém outro pague pelo mal cometido, que no caso, foi JESUS. Para isso, Ele mesmo Se ofereceu, e foi morto por todos nós.

d)                      e nos confiou a palavra da reconciliação”: Assim como Ele, desde sempre estava disposto a nos perdoar, da mesma maneira nós também devemos ter a mesma atitude. Ou seja, devemos estar predispostos a perdoar a nossos irmãos seja lá o que eles nos façam de mal, isso foi o que JESUS demonstrou na cruz. A nossa atitude deve ser orientada a todo momento pelo amor. Assim, os problemas que surgirem entre nós, não persistirão, sempre serão resolvidos. A sua solução nos dará experiência em perdoar e em solução de conflitos. Com o tempo, não serão as ofensas que crescerão, mas elas serão cada vez em menor número, e muitas delas de fato desaparecerão. Então, de certa forma, já estaremos vivendo um pouco da atmosfera do Céu. Esse é o verdadeiro espírito cristão de vida.

O fator amor é o que mais faz falta no mundo. Até mesmo entre os crentes ainda é muito escasso. É ele que leva as pessoas terem sentimentos bons umas pelas outras. Leva a terem desejos de permanente bom relacionamento, a uma forte vontade de não se ofenderem, de não responderem na mesma moeda, de não se nivelarem por baixo. Produz uma ética nobre, elevada a ponto da vingança deixar de existir como forma de resolução de problemas, e em seu lugar, forma-se, pelo trabalho do Espírito Santo, a prática da reconciliação por pressuposto. É assim que eles vivem nos mundos não caídos, ou seja, eles são tão amáveis uns para com os outros que jamais se ofendem. Por isso lá não acontecem atos pecaminosos. Com esse mesmo amor, o chamado “fator amor”, também podemos já nessa vida experimentar a beleza de como vivem os seres santos. Seremos, evidentemente muito mais felizes. Experimentemos, porque não?

 

  1. O fator amor

 

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a DEUS, mas em que Ele nos amou e enviou Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (I João 4:10).

Já nos referimos, no comentário do dia de ontem, um pouco sobre o fator amor. Ele é tão lindo, tão especial, tão puro e nobre, que devemos nos aprofundar mais nele. Estudemos também esse belíssimo verso em partes.

a)             Nisto consiste o amor”: O verso inicia com um anúncio, sobre o que é o amor, ou seja, qual é a sua essência. Portanto, como o amor é o princípio universal do governo celeste, a sua definição nos ajudará a entender como esse governo funciona, e nos ajudará a sabermos como nós devemos nos comportar para pertencer a esse governo, a sermos cidadãos desse reino.

b)             não em que nós tenhamos amado a DEUS”: aqui está uma realidade – nós éramos na verdade, consciente ou inconscientemente inimigos do Criador e Rei do Universo. Nós não o amávamos, pois, pelos nossos pais, escolhemos outro rei, um que é incapaz de criar e de nos sustentar. Embora essas incapacidades desse rei, ele foi o escolhido, isso que nossos pais já, no princípio, pela criação, pertenciam ao Rei Criador, totalmente capaz em seus atributos. Portanto, a situação aqui é bem reveladora, nós não amávamos a DEUS.

c)             mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho”: embora sendo inimigos de DEUS, Ele nunca havia deixado de nos amar. Esse, cremos, é o ponto central do governo de DEUS: Ele é incapaz de deixar de amar, pois Ele mesmo é o amor. Ele sempre ama, isso foi revelado na cruz do calvário. Não importa o que venhamos a fazer contra DEUS, Ele ainda assim, nos ama, e não menos que quando estávamos ao Seu lado. Mais do que isso, além de nos amar, sejam quais forem as condições em que a maldade possa afrontar a DEUS, além de sempre nos amar, ainda perdoa, como foi a declaração de JESUS durante o auge de Seu sofrimento. Isso tudo antes de nos darmos conta da nossa situação. Na verdade, nos percebemos pecadores porque Ele veio ser exemplo de um ser puro, e na comparação, nos demos conta de que somos realmente maus. Em tudo isso, agiu o amor de DEUS.

d)             como propiciação pelos nossos pecados”: O amor de DEUS foi tão grande que chegou ao ponto de enviar Seu Filho único para Ele Se substituir por nós, e assim, DEUS poderá ter de volta ao menos alguns dos que estavam se perdendo para sempre. Pela lógica, éramos nós, seres humanos pecadores, que deveríamos buscar o favor de DEUS pela nossa situação. Mas, um pecador, quando já não tem mais consciência de sua situação, jamais tomaria tal iniciativa. Quando pecador nem sequer admite mais a existência de Um DEUS, então a sua situação não mais melhorará por sua iniciativa. Portanto, não fosse DEUS nos buscar, nem nós O teríamos encontrado de alguma forma, nem teríamos capacidade de promover nossa salvação, o que deveria então ser por nossas obras. Isso jamais aconteceria. Nossa salvação é inteiramente uma iniciativa do amor de DEUS.

Assim também devemos nós ser. Nossa disposição deve ser tal que, em momento algum, pensemos algo mau em relação a quem quer que seja, mesmo em se tratando do pior dos assassinos, e mesmo que nos tenha causado um mal tão grande que se tornou irreversível. Essa é a natureza do amor, antes mesmo que haja a ofensa, o amor já está sempre predisposto à reconciliação e a conceder o perdão. Pode-se imaginar um reino onde só o amor determina como as pessoas se relacionam entre si? Deve ser o máximo!

 

 

  1. Paz com DEUS

 

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com DEUS por meio de nosso Senhor JESUS CRISTO” (Rom. 5:1).

A justificação, com certeza, é mediante a fé. O que quer dizer isso? Que nós já nascemos descendentes de pecadores, e nossa propensão é sermos também pecadores. E, de fato, ao longo da vida, cometemos pecados, ou seja, somos incapazes de amar 100%. Portanto, por ser essa a nossa situação, o que merecemos é morrer, pois somos culpados, não justos.

No entanto, como sabemos, ao aceitarmos, e isto é pela fé, ou seja, crendo em JESUS, que a Sua morte de fato nos livra da morte, podemos assim ser considerados justos. Para isso, é verdade, devemos ter sido perdoados. Então somos absolutamente justos, evidentemente enquanto não tenhamos pecado outra vez. Essa justificação é algo interessante: JESUS pagou tudo o que devíamos, mas nós devemos crer que Ele fez isso e que assim somos salvos. Esse crer, de certa forma, é aceitar o perdão d’Ele, ou seja, é nós mesmos nos perdoar. Enquanto uma pessoa não se perdoa, em parte é porque não tem fé no poder do sacrifício de JESUS e no perdão definitivo que Ele a ela concedeu.

Uma vez justificados, isso significa estar sem culpa, ou seja, ser puro, evidentemente estaremos em paz com DEUS. Não estamos mais em situação de inimizade com o nosso Criador. Isso causa uma agradável sensação de segurança que sente um cidadão que é amigo do Rei. Pois, uma vez perdoados, somos íntimos amigos do rei do Universo, podemo-nos sentir em paz e seguros. Essa seria a “paz e segurança” que o mundo procura por intermédio das armas e da violência, sob o comando de satanás. Por essa via nunca a encontrará. Pelo contrário, ruma em direção à repentina destruição.

A paz que temos com DEUS, estar bem com Ele, veio por meio de JESUS. Foi Ele que propiciou essa condição, não nós. Ter paz com DEUS é algo emocionante, pois nos sentimos bem. Essa situação melhora nossa qualidade de vida. A nossa saúde vai ficar melhor, nossas atividades profissionais e outras, serão melhor executadas, pois um homem ou uma mulher feliz produzem mais e melhor. O nosso semblante será mais agradável, estaremos facilmente sorridentes. O nosso humor será o de quem tem muitos amigos e gosta de todos eles, e não tem nenhum inimigo. Nos tornaremos pessoas que sabem cada vez melhor como perdoar, a serem éticos, a terem bons hábitos, a manterem bom relacionamento familiar e social, corteses enfim, e agregaremos a cada dia os frutos do amor em nosso modo de viver. Não é bom isso?

 

 

  1. Aplicação do estudo

 

No concílio do Céu, reuniu-se o governo do Universo para tratar de um gravíssimo problema recém ocorrido no planeta Terra. Não sabemos a que horas Adão e Eva caíram aqui, ou seja, que se transferiram de um reino para outro, e assim, entregaram o poder que lhes foi dado pelo Rei do Universo, para que administrassem esse planeta. Eles, num determinado momento daquele fatídico dia entregaram esse poder nas mãos de satanás. O inimigo de DEUS, que já havia sido expulso do Céu, agora adquirira direitos sobre a Terra, bem como, o direito de se fazer presente em determinadas circunstâncias diante de DEUS (foi o caso em que acusou Jó).

O concílio no Céu, devido a esse problema, deve ter ocorrido logo após a queda do mundo, por certo foi uma reunião emergencial. Aliás, quem pode imaginar o impacto terrível que a notícia provocou junto aos outros mundos criados? O concílio resolveu o problema da humanidade. Por certo, enquanto o governo celeste estava reunido, os seres inteligentes do resto do Universo estavam extremamente preocupados. Ao mesmo tempo, Adão e Eva estava experimentando suas primeiras horas de medo, vergonha, insegurança... Enquanto aqui na Terra o impacto foi terrível, no restante do Universo não foi muito diferente, situando-se mais no campo da preocupação. Os seres dos outros planetas e o nosso primeiro casal nem se haviam visitado ainda, e a civilização mascote da criação já se havia perdido. Todo ser inteligente estava agora experimentando os efeitos do pecado, tanto na Terra, os que mais sofriam, como os demais seres criados, inclusive a trindade. Daí o extremo nervosismo enquanto o concilio não terminava.

Finda a reunião, o governo do Universo reúne os súditos para anunciar o que seria feito. A terrível expectativa era, provavelmente, sobre que tipo de morte iria haver para Adão e Eva. Nunca antes na história do Universo houve alguma morte. Essa seria a primeira vez. Os momentos que antecediam o pronunciamento do santíssimo Senhor DEUS eram absolutamente solenes e angustiosos. Havia um aperto nos corações de todos os seres inteligentes criados. Qual seria a sentença sobre o recém criado casal?

Então, assim podemos imaginar, O Senhor DEUS pronuncia a decisão do concílio, com Sua impressionante e potente voz. Foi decidido que Seu Filho, membro da trindade, DEUS como Ele o Pai, iria viver no planeta Terra por algum tempo como um ser humano, seriam igual a um ser humano exceto no pecado, iria ensinar aos seres humanos o amor de DEUS, e iria morrer pelo ser humano.

O impacto de tal anúncio, inesperado a todos, inclusive a satanás, foi fulminante. Anjos choraram desconsoladamente, e não havia quem os pudesse acalmar. Sentiram mais profundamente o lado terrível do pecado: um problema atrás do outro, e cada vez ficava pior. Já não bastava a perda de Lúcifer e de um terço dos anjos, depois a perda de mais recente casal criado, para onde os anjos gostavam de ir fazer suas visitas, agora, JESUS vai morrer para que Adão e Eva e seus descendentes pudessem ter oportunidade de viver? Depois da rebelião de Lúcifer, essa foi a pior notícia para o universo. Até quando o pecado continuaria causando tragédias para o Universo? Quem poria um limite nessa saga tangida pelo ódio e pela irresponsabilidade, pelo incontido desejo de se fazer passar como DEUS? Por que isso não termina de uma vez? Ora, estamos chegando ‘no finalmente’! A nossa geração, nos nossos dias, verá o final da luta aqui na Terra, e verá a nuvem do Salvador, como prometido.

Na Terra, sofriam Adão e Eva, no Universo, esse foi o pior dia desde que houve criação. Antes da rebelião, ninguém fazia idéia do que era o mal, não tinham nem sequer conceito de maldade. Essa não foi a última notícia terrível que o Universo teve que suportar. Mas a história ainda revelaria coisas piores, como as freqüentes traições do povo escolhido, a ingratidão pelo amor de DEUS e Seus favores, e finalmente, o dia culminante do terror na Terra: o julgamento e a morte de JESUS. Esse dia foi terrível para o Universo, mas tornou-se o dia da nossa salvação. Como devemos ser gratos por JESUS ter suportado como homem nesse decisivo dia as culpas que sobre Ele acumulamos ao longo da história!

Que dor terrível todos os seres inteligentes sentiram, já por diversas vezes, desde que Lúcifer se revoltou contra o amor de DEUS. Essa é, de certa forma, a dor da solidariedade deles para conosco, que participamos diretamente dessa guerra, e que já estivemos do lado dos rebeldes. Houveram também alegrias quando aconteceram vitórias. A maior delas, por certo aconteceu quando CRISTO ressuscitou, quando Ele venceu a morte e a satanás. Quando Ele ratificou a estabilidade eterna da Lei de DEUS em forma de Dez Mandamentos. E há grande alegria no Céu quando um pecador se arrepende, e retorna para ser súdito do governo celeste, e se une aos seres inteligentes não caídos. Essa alegria devemos nós também sentir quando nos arrependemos e somos, portanto, perdoados. Desse momento em diante, devemos saber que estamos ao lado de uma multidão de seres servos de DEUS, espalhados por essa infinita criação, e que logo teremos o direito de vê-los e de falar com eles.

Ao sermos perdoados, que não haja mais motivos para medo ou sensação de culpa, mas para uma nova vida já aqui na Terra. Em breve, Ele, JESUS, aquele que morreu por nós, voltará para nos buscar. “Ora, vem senhor JESUS” (Apoc. 22:20).

 

 

escrito entre: 30/03/2003 a 11/04/2003

revisado em: 17/04/2003