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Estudo nº 4 – Como JESUS perdoou

Semana de19 a 26 de abril

Comentário auxiliar elaborado pelo prof. Sikberto R. Marks

 

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

 

Como JESUS perdoou

 

           Este comentário tem por objetivo auxiliar na compreensão dos estudos diários relacionados a série de treze lições especiais semanais que abrangem de abril a junho. O tema geral desses estudos é “perdoados”. Trata-se de uma abordagem urgente, vital e necessária para os nossos dias em que cada vez mais impera a vingança em lugar da concórdia. Nosso sincero desejo é que todos tenham bom proveito por esses estudos, e que os comentários, de alguma forma, lhes sejam benéficos. Bem logo nos conheceremos!

 

           “‘Ninguém, Senhor’ disse ela. Declarou JESUS: ‘Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado’” (João 8:11, NVI).

 

  1. Introdução

 

No estudo de sábado à tarde a lição debate a questão da justiça e do perdão. É proposta uma contradição: ou se faz justiça, ou se perdoa, mas nunca ambas as coisas ao mesmo tempo. Ou seja, havendo um crime, ou o infrator vai preso, ou é libertado da prisão, e nesse caso, incorre-se em mais um erro, pois esse perdão é ilegal. A rigor, o perdão, sob a ótica da lei, não poderia existir, mas sempre a execução da lei, seja qual for essa lei. A rigor, perdão é contrariar a lei, ou pior, é anular a lei, é instaurar a impunidade.

Quando Adão e Eva pecaram, DEUS os queria perdoar, por causa de Seu imenso amor, mas, Ele precisava também ser justo, por causa da Lei do Universo, que não pode ser violada sem as devidas conseqüências. Afetar a Lei de DEUS é o mesmo que afetar DEUS, e Ele não pode mudar, pois é perfeito. Aparentemente o único caminho seria executar a Lei, ou seja, permitir que Adão e Eva fossem para a morte eterna, em razão do pecado. Não haveria perdão, so pena de anular a Lei.

Mas DEUS, EM Seu amor, queria perdoar, e Ele já havia elaborado um plano para um caso assim. Então, bem mais tarde, aconteceu algo incrível, uma solução que só poderia advir pela sabedoria do amor. O amor, porque quer o bem de todos, esse é capaz de criar soluções onde parece impossível.

Quando em sua vida acontece algo que parece difícil, por exemplo, um crônico mau relacionamento familiar, isso pode ser resolvido gradativamente respondendo-se a uma pergunta: Qual é o caminho mais sábio para este caso? Sabedoria é a aplicação dos princípios do amor pare resolver problemas de outra maneira impossíveis. A sabedoria está acima da inteligência, e para ela não há questão difícil demais. A capacidade da sabedoria é a mesma da capacidade de DEUS, pois ela pertence a DEUS e vem de DEUS. Então, com essa pergunta, deve-se lembrar, de imediato do princípio fundamental do amor: “amar a DEUS sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Aí, então cabe uma oração, e logo DEUS entrará na questão, e as coisas mudarão de rumo, pelo poder infinito da sabedoria que vem do alto. Acima da potência das palavras, acima da força dos argumentos estão um simples gesto de amor. Não há coisa difícil demais para o amor resolver, DEUS é o amor.

Voltemos ao nosso assunto. O impasse criado pelo pecado de Adão e Eva parecia insolúvel. Mas DEUS o resolveu com a maestria do amor. Qual foi, nesse caso, o caminho mais sábio? A cruz. Ali aconteceu pela única vez na história do Universo a ação conjunta por um mesmo propósito, da justiça aliada ao perdão. Ambos conceitos contrários se aliaram, para salvar a humanidade. A justiça pôde aliar-se com a misericórdia porque, no mesmo instante, outro, um membro da trindade, estava pagando com a Sua vida o que a humanidade merecia. Na verdade, ali o amor suplantou a justiça sem anula-la, nem anular a Lei. O amor venceu, não a Lei nem a justiça, mas o causador do pecado e as conseqüências do pecado. Ali se provou que o amor não é outra coisa senão uma versão da Lei e da justiça, como o outro lado de uma moeda. Viu-se ali que o amor é tão poderoso que pode elaborar um plano para viabilizar o perdão, a ainda por cima, enaltecer a Lei, não anular a Lei. Ali se provou que, justos mesmos são aqueles que amam, e amam a ponto de promover a justiça mediante a misericórdia e o perdão, para que tudo volte outra vez sob o manto feliz do amor. O amor possibilita que todos outra vez se tornem justos, e que a Lei continue sendo cumprida, e que aqueles que deveria morrer, possam viver. Foi o amor que levou JESUS à cruz, e foi por amor que Ele morreu por nós, e será pelo amor de JESUS que nós teremos vida eterna com felicidade outra vez.

 

 

  1. O perdão do paralítico

 

O doentes, nos tempos de JESUS, eram vistos como pessoas que cometeram tantos pecados que DEUS as atingiu com juízos de castigos. As doenças seriam esses juízos. Quem inventou e difundiu esse desígnio terrível foram os doutores da Lei, em especial, os fariseus. Portanto, os doentes, além de sofrerem por causa de sua doença, ainda sofriam a tortura psicológica por pensarem em sua condenação pelos seus muitos pecados. No entanto, muitas vezes os fariseus eram mais pecadores que essas coitadas pessoas, porém, como não foram afetadas por alguma doença contágios, como a lepra por exemplo, se anunciavam como excelências de cumprimento da Lei. E o povo, indouto, não distinguia as verdadeiras explicações.

O paralítico, cuja história se encontra em Marcos 2, era um caso a parte. Pelo que diz o Espírito de Profecia, ficara paralítico devido a sua vida desregrada que levara nos bons tempos. Ele, de fato, causara a sua doença, no entanto, isso não era motivo para ser socialmente condenado. Pelo contrario, ele era merecedor de compaixão e misericórdia, para a cura espiritual que ele agora tanto desejava, e para a sua cura física.

Quando o paralítico foi trazido perante JESUS, ali também estavam os fariseus, os que o condenavam como pecador sob castigo de DEUS. Em frente a todos, JESUS perdoa os pecados do homem, coisa que ele mais queria. Isso lhe trouxe indescritível alívio, a ponto dele esquecer por momentos, que também desejava a cura física. Para ele, mais importante era a cura espiritual, que acabar de obter.

Formou-se então uma polêmica: ora, se DEUS condenara aquele homem ao sofrimento físico pelos seus muitos pecados, quem era aquele JESUS, um simples nazareno, para perdoar aquele criatura? Como pode um súdito perdoar o que o Rei condenara? Isso é blasfêmia, sem dúvida. Assim como uma pessoa comum não pode elaborar uma lei em lugar da assembléia legislativa e dizer que ela agora é válida para todo o país, assim também um cidadão comum não pode julgar os crimes de outros cidadãos, senão os juízes legalmente constituídos. Ora, mas quem era aquele cidadão comum, que se chamava JESUS, para perdoar pecados, ato que só cabia ao rei do Universo? Sob que autoridade Ele fazia isso? Um polêmico debate, não acha? E parecia lógico a eles, e assim diziam entre si, que só poderia perdoar Aquele que também tinha capacidade de curar os males derivados do pecado, e esse só poderia ser DEUS. O paralítico estava assim, diziam, porque pecou demais. Portanto, se seus pecados realmente foram perdoados, deveria ficar bom da paralisia, isso era obvio a qualquer um. Tudo isso estava correto.

Ao chegarem eles a esse pensamento, então estavam prontos para ver quem JESUS era, ou seja, estavam no ponto para Ele Se revelar a eles. Se então quisessem, a partir dessa demonstração, poderiam aceitá-Lo como Filho de DEUS, não mais como apenas um nazareno. Então Ele disse: “mas, para que saibais que o Filho do homem tem na Terra autoridade (direito) para perdoar pecados – disse ao paralítico – ‘Eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua cama, e vá para casa’” (Marcos. 2:10 e 11).

Estava, com esse milagre, associada a capacidade de criar, de curar, que só DEUS possuía, com a capacidade de perdoar, prerrogativa exclusiva de DEUS. O homem fora perdoado de fato, pois sua doença desapareceu. Portanto, aquele perdão fora autêntico, não havia dúvidas, pois o efeito estendeu-se também para a cura física. Ficou comprovado que Ele era DEUS. Mas, diante da comprovação inequívoca, eles, os líderes dos judeus, não O aceitaram, e tornaram-se ainda mais rebeldes, e se aproximaram de satanás, em vez de se tornarem discípulos de JESUS.

Nesse milagre precedido do perdão, JESUS Se manifestou, ao vivo, como O Salvador do mundo, aquele capaz de curar e de perdoar. Ele estava se apresentando como aqu’Ele que no futuro próximo iria morrer para viabilizar o perdão aos pecadores, perdão que nesse caso, em muitos outros fora antecipado por conta da futura morte de JESUS na cruz.

Uma Análise final. Como foi fácil para aquele homem obter tanto o perdão como a cura física. Ele nem chegara a pedir, era apenas o desejo de seu coração. Tendo chegado diante de JESUS, de imediato, foi perdoado, e logo a seguir, foi curado. Assim funciona o perdão de JESUS, é simples e fácil de ser obtido. Afinal, Ele veio à Terra justamente para criar condições fáceis ao perdão e à vida.

Assim como Ele perdoa fácil ao que deseja perdão, assim também nós devemos proceder. Veja que na cruz Ele perdoou até mesmo aqueles que não sabiam que precisavam do perdão. Perceba algo incrível: há, da parte de JESUS e do governo de DEUS, a disponibilidade de perdão a todos os seres humanos. Mesmo que eles não queiram esse perdão, ele está disponível. No momento em que alguém deseja ser perdoado, em que se arrepende e confessa, o perdão já é automático, pois está provisionado. Assim devemos ser nós também, sempre inteiramente dispostos a perdoar a todos os que nos ofendem, mesmo que eles não valorizem nem aceitem esse perdão. Da sua parte, deixe-os perdoados, você viverá melhor. Se da parte deles, por dominação do ódio, a questão não for resolvida, mantenha-os perdoados. Assim, ao menos a metade do problema estará resolvido, a parte de sua responsabilidade. Foi assim que JESUS procedeu na cruz.

 

 

  1. Perdão e auto-estima – I

 

O pecado causa diversos efeitos. Há os efeitos decorrentes da natureza do que foi feito. Por exemplo, se uma pessoa é ferida por outra, e com isso fica um defeito em seu corpo, esse efeito permanecerá. O pecado também causa problemas financeiros, de relacionamento com as pessoas, cria vícios maus, aos quais as pessoas se apegam. A lista de problemas, se nos debruçarmos sobre o assunto, poderia ser grande.

Mas há um efeito que estudaremos em particular. É de natureza psicológica. Ele gera uma incapacidade da pessoa gostar de si mesma. A pessoa então se desvaloriza, se minimiza, desconfia das suas capacidades, e, o que é pior, não acredita que possa ter solução de seus problemas. Ela nem acredita mais que possa ter o perdão de DEUS. Uma pessoa nesse estado, espiritualmente apenas vegeta. Ela espera a morte como um alívio. Sofre durante a sua vida, e faz pessoas sofrer. O seu humor as vezes é terrível. Muitos desses atiram-se a vícios para esquecer, uma maneira de suavizar o tempo de espera da morte. há casos de suicídio. São pessoas cuja produtividade de seu trabalho é bem afetado, e se reduz. Enfim, elas não se apreciam, nem tão pouco sente que um dia tudo poderia ser diferente. Aliás, não admitem que em questão de minutos tudo poderia começar a mudar. Elas não tem futuro, não acreditam num futuro promissor para si.

O que é isso? Essa é a escravidão de satanás. É onde quer levar todas as pessoas, se pudesse. Mas, JESUS, Ele sim, tem a solução. Há um trecho do Espírito de Profecia que esclarece bem a solução divina, e que, em particular, já me tem feito muito bem em diversas ocasiões. Por isso, o compartilho, de forma muito especial, esse texto. Gostaria que desse a ele particular atenção.

“Se vos entregastes a Deus, para fazer a Sua obra, não precisais estar ansiosos pelo dia de amanhã. Aquele de quem sois servo, conhece o fim desde o princípio. Os acontecimentos do amanhã, ocultos a vossos olhos, acham-se à vista dAquele que é onipotente.

“Quando tomamos em nossas mãos o manejo das coisas com que temos de lidar, e confiamos em nossa própria sabedoria quanto ao êxito, chamamos sobre nós um fardo que Deus não nos deu, e estamos a levá-lo sem Sua ajuda. Estamos tomando sobre nós mesmos a responsabilidade que pertence a Deus, pondo-nos, na verdade, assim, em Seu lugar. Podemos bem ter ansiedade e antecipar perigos e perdas; pois isto é certo sobrevir-nos. Mas quando deveras acreditamos que Deus nos ama, e nos quer fazer bem, cessamos de afligir-nos a respeito do futuro. Confiaremos em Deus assim como uma criança confia em um amoroso pai. Então desaparecerão nossas turbações e tormentos; pois nossa vontade fundir-se-á com a vontade de Deus.

“Cristo não nos deu promessa alguma de auxílio para quando levarmos hoje os fardos de amanhã. Disse Ele: "Minha graça te basta" (II Cor. 12:9); mas, como o maná dado no deserto, Sua graça é concedida diariamente, para a necessidade do dia. Como as multidões de Israel em sua vida de peregrinos, encontraremos manhã após manhã o pão do Céu para a provisão do dia.

“Um dia de cada vez nos pertence, e durante o mesmo cumpre-nos viver para Deus. Por esse dia devemos colocar na mão de Cristo, em solene serviço, todos os nossos desígnios e planos, depondo sobre Ele toda a nossa solicitude, pois tem cuidado de nós. "Eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais." Jer. 29:11. "Em vos converterdes e em repousardes, estaria a vossa salvação; no sossego e na confiança, estaria a vossa força." Isa. 30:15.

“Se buscardes o Senhor e vos converterdes cada dia; se, por vossa própria escolha espiritual, fordes livres e felizes em Deus; se, com satisfeito consentimento do coração a Seu gracioso convite, vierdes e tomardes o jugo de Cristo - o jugo da obediência e do serviço - todas as vossas murmurações emudecerão, remover-se-ão todas as vossas dificuldades, todos os desconcertantes problemas que ora vos defrontam se resolverão.” (O Maior Discurso de CRISTO, p. 100 e 101).

O que JESUS tem a dizer a essas pessoas é: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve." (Mat. 11:28-30) O essas pessoas sentirem o seu perdão, elas renovarão. Com o amor de bons irmãos, elas ingressarão numa nova vida. Devem ser levadas a atividade social nobre e pura. Precisam de companhia na qual se sintam aceitas. Jamais teremos o direito de criticar quem quer que seja, mas temos o dever de assistir as criaturas em sua restauração. Junto do perdão de JESUS, deve vir nossa assistência, colaboração e influência positiva. Essas pessoas precisam sentir que outras as amam, para que também aprendam a se amar.

 

 

  1. Perdão e auto-estima – II

 

O senso de culpa não é situação normal no reino de DEUS. Ali não há senso de culpa, ali não ocorre o pecado. O senso de culpa decorre da natureza maldosa que comete erros, ela se manifesta quando, por mensagens de um outro reino, o do amor, o indivíduo confronta esses erros com aa característica do reino do amor. Então sente-se inconformado com o que fez. Caso a pessoa não obtenha o perdão, o sentimento formado a partir do conhecimento do erro cometido torna-se algo terrível. A pessoa sabe que está errada e não consegue libertar-se dessa condição, ou seja, ele precisa desesperadamente de perdão. Enquanto não for perdoada, e enquanto não se sentir perdoada, sofrerá, e isso afetará sua auto-estima, pois se acusará por ser como é, se inferiorizará, e assim por diante. Chega um momento na vida que o melhor remédio é o perdão sincero da parte dos demais seres humanos, porque o perdão de DEUS está garantido. Sem esse perdão, como a tal pessoa está bastante comprometida com as coisas divinas, satanás a torna uma escrava deprimida pelo senso de culpa. Enquanto permanecer assim, é forte candidata para a perdição eterna. É uma pessoa que se despreza pelo que pensa ser.

Assim foi Pedro, no início do convívio com JESUS. Quando, numa pescaria, percebeu quem JESUS era, sentiu-se um desprezível e mau ser humano, um trapo. Foi então que disse: “Senhor, retira-te de mim porque sou pecador” (Luc. 5:8). Mas, mais tarde, ao sentir o amor de JESUS, por ele e por eles, já era outro Pedro, a ponto de, corajosamente, dizer estar pronto a ir com o Mestre para a prisão ou para a morte (Luc. 22:33). Mas ele ainda não estava completo. Precisava mais. Na hora da crise, negou o Mestre por três vezes. Então, vendo o olhar do Mestre, sem palavras, sentiu naquele olhar de amor que o Mestre o perdoara instantaneamente.

Mais tarde, o Mestre lhe repetia as três perguntas, se ele, Pedro o amava. O Mestre nunca tocou no assunto da negação. Eles estavam tratando a respeito do amor. E o que você acha, depois de um desentendimento, se as duas pessoas dizem uma a outra que se amam, ainda há necessidade de informar que se perdoaram? Não há. O perdão ocorreu sem palavras, quem não perdoa jamais diz: eu te amo. O perdão de JESUS a Pedro ocorreu sem palavras, foi naquele olhar de poucos segundos, logo após a terceira negação. Um olhar terno, um gesto de carinho, um afeto, corresponde a dizer: eu te perdôo. E quando ainda acrescenta que o ama, a reconciliação está declarada e firmada.

Pedro, a partir do perdão de JESUS tornou-se tão forte em sua auto-estima que, no primeiro dia do derramamento do Espírito Santo, aquele que antes negara a JESUS, fez um poderoso e corajoso discurso par milhares de pessoas. Foi o primeiro discurso após aqueles terríveis acontecimentos, que provocou medo em todos eles. Passaram a esconder-se. Mas, quando sentiram em plena intensidade o amor de JESUS pro eles, sentiram também que estavam perdoados, e assim sentiram mais, que JESUS de fato, estava com eles, na forma do Espírito Santo. Eles agora tornaram-se em pescadores de homens, como foi demonstrado na última pescaria (Luc. 5:6). Pelo poder de JESUS é que conseguiram 153 peixes, onde, um pouco antes, pelos seus esforços, não obtiveram nada. Então, confiantes em si, uma confiança fundamentada no poder de DEUS, não na capacidade deles, tornaram-se gigantes inabaláveis, e saíram ao mundo como poderosos pregadores, e pregaram este evangelho a toda nação, tribo e língua. É isso que vai se repetir em nossos dias, já está em andamento para quem tem percepção.

 

 

  1. A mulher adúltera

 

Aqui os judeus tentaram derrubar JESUS, elaborando uma cilada para Ele. Caíram eles mesmos na armadilha que prepararam, e ainda, embora tentando condenar uma mulher adúltera, a libertaram e saíram eles condenados. Tudo o que deveria acontecer, não aconteceu, mas aconteceu o que não deveria acontecer, em seus planos. Eles prepararam uma armadilha para a mulher e para JESUS. Ela foi levada a mais um adultério com um homem. Eles prepararam isso, para obter um flagrante. No momento exato, apareceram os especialistas da Lei, e prenderam a mulher, mas o cúmplice deles, saiu livre. Por certo deve ter recebido alguns elogios pelo serviço que fez.

Obtido o flagrante, agora, a toda pressa, pensando que JESUS não soubesse de nada – JESUS bem sabia a respeito da trama – levaram a mulher diante d’Ele. Pensavam: vamos ver o que Ele vai fazer, se vai condenar ou se vai perdoar. Se Ele condenasse, estaria realizando um ato contrário à Sua pregação, se absolvesse, estaria ferindo a Lei. Parecia um bom plano para pegar JESUS numa situação sem saída. Como ficaria o Seu ministério após ter determinado um apedrejamento? Mas eles esqueceram-se completamente que também era pecadores, e que haviam induzido a mulher em pecado. E nem se lembravam que alguns ilustres homens também já se haviam envolvido com mulheres adúlteras, talvez até mesmo com aquela que estavam querendo fosse apedrejada.

A cena foi tragi-cômica. A astuta armadilha voltou-se contra os astutos acusadores. Eles queriam o veredicto de JESUS: o que Ele diria? Seja o que fosse Ele dizer, seria logo acusado, e assim teriam um argumento para O condenar.

JESUS não falou uma palavra. Inclinou-se e escreveu no chão, com seu dedo. Eles não prestaram atenção no que Ele escrevia, pois, insistiram na resposta de JESUS. Estavam transtornados. Então JESUS Se levantou, e se referiu ao que Ele escrevia no chão. Disse: “Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra”.

JESUS estava escrevendo no chão os títulos dos pecados que eles mesmos haviam cometido, no chão para que fossem facilmente apagados, se desejassem perdão. Então eles se deram conta, e resolveram olhar para o que JESUS escrevia. Eram os pecados deles.

Ali estava uma mulher que carecia do perdão, mas ali estavam homens na mesma situação. Todos eram pecadores, todos estavam sob condenação. JESUS não estava indiscretamente contra-argumentando, em alta voz, os pecados deles. Apenas os colocou no chão, rabiscando no pó a podridão dos acusadores. Vendo eles que a situação se alterara, e que estava por ser descoberto toda a sujeira deles, em vez de se arrependerem, resolveram, um por um, deixar por isso mesmo, e foram-se, a partir dos mais velhos. Por fim, só restou a mulher, arrependida de sua vida.

A mulher adúltera, pelo que podemos entender, há tempos não estava satisfeita com sua condição. Se fosse ajudada, há tempos poderia estar fora da vida que levava. Mas, na armadilha que agentes de satanás lhe preparam ela encontrou a salvação. Diante de JESUS, condenada pela opinião pública, ela foi perdoada. JESUS sabiamente lhe perguntou: “onde estão aqueles os teus acusadores?” Perguntou mais: “ninguém te condenou?” O tom de voz que JESUS utilizou era em extremo suave e amigável. Ela respondeu: “Ninguém, Senhor” com voz trêmula, vinda de um sentimento arrependido, triste pelos seus pecados. E JESUS, com toda a suavidade, num tom baixo de voz, mas com a firmeza de quem sabe o que diz, responde a ela: “Nem Eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais.” (ver em João 8:1 a 1)

Na verdade aquela mulher estava, apesar de sua miserável condição, a um passo da salvação. Ela estava nessa vida terrível, mas inconformada. Precisava apenas um pequeno incentivo. Tivesse aqueles homens sido verdadeiros cristãos, eles mesmos teriam resolvido o problema que afligia essa criatura. Mas, ao contrário, trataram de amargurar ainda mais sua situação, agravando-a por uma cilada de flagrante. O homem que serviu de isca, que foi o maior pecador, nem foi cogitado pelos acusadores. No entanto, o amor de DEUS é tão grande que eles é que foram flagrados na prática de adultério e de falso testemunho. Nenhum deles se arrependeu, mas a mulher saiu perdoada e salva da sua situação. Que derrota para aqueles líderes religiosos maldosos.

Um detalhe impressionante. Primeiro JESUS perdoou a mulher, depois disse a ela que deixasse de pecar. O perdão, do ponto de vista do Céu, é realmente muito mais importante que a mudança de vida, ou seja, não há mudança de vida enquanto a pessoa não se sentir livre da carga do pecado. Uma vez livre dessa opressão, antão dizer à pessoa que não peque mais é um incentivo muito agradável. No momento em que ela experimenta o alívio de não ter sobre si a culpa do pecado, evidentemente vai desejar continuar nessa liberdade.

 

 

  1. “Pai, perdoa-lhes”

 

“Contudo, JESUS dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes d’Ele, lançaram sortes” (Lucas 23:34).

 

           Essa foi uma atitude dramática do amor de JESUS. A oração ao Pai por perdão para aqueles que O estavam injustamente crucificando, por aqueles que o levaram a tal situação por um julgamento falso e ilegal, cheio de preconceitos e falsos testemunhos. Naquele momento, por certo, nenhum deles ficou impressionado com essas palavras a ponto de se completar o ciclo do perdão, ou seja, é bem provável que nenhum deles fosse de fato, perdoado, por ter-se arrependido de seus atos.

           A declaração de perdão assim proclamada na cruz, no pior dos momentos de JESUS, quando Se encontrava no máximo do sofrimento, tanto físico como psicológico, tem seu significado. O amor celeste é tão grande que ele é oferecido antes mesmo de haver arrependimento por parte do ser humano. Mas, sem arrependimento, o perdão não se concretiza por não ter sido aceito. Ou seja, o perdão já existe para todos nós, suficiente a todos os pecados que cometemos, mas nós necessitamos querer ser perdoados. Nós precisamos aceitar o perdão, caso contrário, o que já existe, se torna se efeito para o nosso caso. Nós precisamos nos arrepender, confessar nossos pecados, para então sermos perdoados. Assim também deveria acontecer com aqueles que estavam matando JESUS.

           Aqueles homens não sabiam o que estavam fazendo. Eles quem? Os soldados romanos, porque os líderes judeus, esses sabiam bem que aquele homem era O Salvador, O Filho de DEUS. Mesmo estes poderiam arrepender-se, e receber o perdão, se desejassem. Dos membros do Sinédrio, apenas dois deles aceitaram plenamente ser JESUS O Salvador: José de Arimatéia e Nicodemos. A ignorância dos soldados, no entanto não justificava sua ação. A ignorância não justifica nada, ele explica as ações, mas não as justifica. A ignorância é uma das armas de satanás para levar as pessoas a pecar e não sentirem acusação da consciência.

           Vamos nos ater um pouco na ignorância. É sabido que DEUS não condena nossos atos feitos no tempo de ignorância. Mas cuidado, o que é ignorância? Aqueles soldados que pregaram JESUS na cruz não estavam em total ignorância. Eles tinham alguma informação sobre esse JESUS. E também eles não eram assim tão incompetentes para nem sequer questionar: será que esse homem é realmente um criminoso? Será que ele merece ser crucificado? Eles estavam agindo em ignorância parcial, mas não total, aquele em que a pessoa pratica um mal sem ter a menor idéia que é maldade. Os soldados em geral desconheciam a doutrina de JESUS. Mas bem poderiam indagar qual o motivo de ser assim crucificado. Eles agiram ‘cumprindo ordens’ e em ignorância parcial. O perdão fora para eles provisionado, para que, se quisessem, fossem salvos da morte.

           E os líderes dos judeus, que promoveram a morte de JESUS? Poderiam eles ser perdoados? Sim, poderiam. A dificuldade de os perdoar não estava em JESUS, mas neles mesmos, pois tornaram-se tão duros de coração que dificilmente admitiriam a necessidade de arrependimento, confissão e perdão. Pelo que consta na história, de fato, exceto dos dois mencionados, que se tornaram discípulos de JESUS enquanto este ainda não havia sido morto, outros nunca se arrependeram, e morreram no pecado. Eles verão vitorioso o Salvador que mataram, e que jamais aceitaram.

           JESUS passou no pior teste para a ratificação da Lei de DEUS. Ele mostrou que é possível amar a tal ponto que, mesmo no pior sofrimento provocado pelo pior inimigo, é possível evitar o ódio, continuar amando aponto de perdoar quem lhe odeia. Se isso é possível, e se existe um reino que funciona nessa base, se existe um rei que ama a tal ponto, então eu e minha família queremos pertencer a esse reino. Convido o leitor a fazer o mesmo. Esse deve ser um reino realmente maravilhoso para se viver. Quem bom que ali a vida é eterna.

 

 

  1. Aplicação do estudo

 

Muitas coisas JESUS nos ensinou. Mas uma delas nos interessa em especial nesse estudo: como Ele perdoou. Ele realmente se portou manso e humilde. Ali, no julgamento, estava um rei, o Rei do Universo, demonstrando como Ele é, para que pudéssemos escolher ser ou não ser seus súditos. Tal como JESUS Se portou, assim é o Rei do Universo, incapaz de odiar, mas sempre, o tempo todo, amar. Assim como Ele é, assim serão todos os que forem levados para a vida eterna.

Por causa de Seu infinito amor, JESUS também foi um infinito perdoador. Ele, por Sua iniciativa, perdoou a todos os pecados dos seres humanos. Muito se perderão porque não aceitam o seu perdão, mas ele estava disponível: JESUS morreu por todos. Outros se perderão porque não aceitam perdoar seus irmãos, ou então, não esquecem o mal que sofreram, fazendo-o reviver a cada pequena perturbação.

Quando amamos, e nem precisa ser tanto quanto JESUS, quando apenas amamos, nos tornamos incapazes de não perdoar. Nesse caso, nos tornamos pessoas predispostas a perdoar. O perdão já estará inerente em nosso íntimo, fará parte de nossa natureza. Jamais guardaremos ressentimento, mesmo que a pessoa que nos ofendeu ou nos prejudicou, nunca venha a reconhecer seu erro. Assim que JESUS perdoou. Ele o fez sem que o desejássemos, sem que o merecêssemos. Ele se antecipou. Inclusive os seres humanos que viveram antes da cruz foram perdoados. Até mesmo antes do pecado vier a existência, o perdão fora previsto, e estava acertado. Quem está sempre predisposto a perdoar vive muito melhor, sem tanto estresse, sem desafetos, em paz com ele mesmo, sem tensão, sem remoer ódios, sem doenças colaterais. Vive aguardando a vida eterna, onde reinará a paz por causa da supremacia do amor em todos os corações.

 

 

escrito entre: 25/03/2003 a 24/03/2003

revisado em 25/03/2003