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Estudo nº 13 – Vivendo a vida de fé

Semana de  21 a 28 de junho

Comentário auxiliar elaborado pelo prof. Sikberto R. Marks

 

 

Vivendo a vida de fé

 

            Este comentário tem por objetivo auxiliar na compreensão dos estudos diários relacionados a série de treze lições especiais semanais que abrangem de abril a junho. O tema geral desses estudos é “perdoados”. Trata-se de uma abordagem urgente, vital e necessária para os nossos dias em que cada vez mais impera a vingança em lugar da concórdia. Nosso sincero desejo é que todos tenham bom proveito por esses estudos, e que os comentários, de alguma forma, lhes sejam benéficos. Bem logo nos conheceremos!

 

1.    Introdução – sábado à tarde

 

Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu DEUS” (Miq. 6:8, NVI).

Estivemos estudando a respeito do perdão. É a ciência do amor para a solução dos problemas insolúveis do ponto de vista estrito da lei. Alguém que já estava condenado, pelo perdão, obteve um favor especial, não merecido, e por esse favor, viu sua situação totalmente resolvida. Esse é o perdão de DEUS. Para conceder tal perdão, JESUS teve que dar a Sua vida, excelente por ser pura, preciosa por pertencer ao Rei do Universo, para simples seres vivos mortais, condenados pela sua maneira ímpia de viver.

Pelo modo como JESUS aqui viveu, nos mostrou como devemos viver. São três os elementos desse ensinamento:

a)    que “pratiquemos a justiça” – algo da excelência celeste que devemos solicitar para nós. Significa sermos absolutamente corretos no trato com outras pessoas. Esse ser correto vai desde o que pensamos até o que fazemos. Por exemplo, podemos até sermos corretos com as pessoas, honestos, bons pagadores, dados a medidas justas. Mas podemos, mesmo assim, só no pensamento sermos injustos. Podemos desenvolver maus pensamentos a respeito de certas pessoas, que não nos são muito afins. Podemos até mesmo apenas concordar com o que ouros falam a respeito de pessoas, e que pode ser sem fundamento. E se for com fundamento, ainda assim, falar nesses assuntos sem trata-los com a respectiva pessoa, dando-lhe uma oportunidade de se corrigir, isso também é ser injusto. De um modo geral, seremos injustos sempre que o que pensarmos, dissermos ou fizermos colaborar para algum prejuízo a outra pessoa, e até mesmo a nós.

b)    ame a fidelidade” – Fidelidade é agir de tal modo que o outro possa confiar inteiramente em nós. Ser fiel, portanto, é andar sempre de acordo com as leis, sendo elas justas, e sempre de acordo com a Lei de DEUS, que é absolutamente correta. Então, nesse raciocínio, a fidelidade é uma das características dos cidadãos celestes, os seres puros, sem pecado. As ações deles são todas previsíveis, ou seja, podemos ter certeza que eles jamais farão algum mal. Eles estão sempre em conformidade com a legislação, portanto, suas vidas andam paralelamente às leis, assim como são paralelos durante todo o trecho os trilhos de uma linha ferroviária.

c)     ande humildemente com o seu DEUS” – A humildade é uma das muitas características dos seres celestes, a partir do próprio DEUS. JESUS, como ser humano, veio revelar o Pai, e nos mostrou como é ser humilde. JESUS revelou a nós a humildade de DEUS. Como costumo dizer, DEUS não é chefe, Ele não é uma autoridade que faz seus súditos trabalhar pelo comando do poder. Ele obtém o favor de seus súditos pela suave influência do amor que tem por elas, e assim Ele consegue tudo o que deseja. Um detalhe importante, nem precisa que alguém faça algo para Ele, mas, como os súditos desejam tanto colaborar com a Sua administração, permite oportunidades para trabalharem para Ele. A humildade aliada com o amor consegue tudo, por sua vez, a arrogância aliada com o poder consegue apenas a submissão enquanto não surgir um poder rival superior. Assim como DEUS é, se nós também formos humildes, tornaremos o ambiente em que vivemos em algo excelente para a qualidade de vida, algo que merece durar para sempre. Por isso, DEUS tornará a vida desses eterna, e a sua felicidade durará para sempre. Que coisa impressionante!

 

 

2.    Vivos pela fé – domingo

 

“Visto que a justiça de DEUS se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá pela fé” (Rom. 1:17)

Eis aqui um estudo profundo, do qual nossa mente finita só pode alcançar a superfície, maravilha diante da qual apenas podemos ficar perplexos. Do que se trata a afirmação: “a justiça de DEUS se revela no evangelho, de fé em fé”, e “o justo viverá pela fé”? Essa ciência não é dessa terra, pertence a outro reino, é de outro governo. Não existe sequer algo parecido entre nós, para que nos sirva de parâmetro de comparação.

Vamos por parte, e tentemos arranhar algum entendimento, sempre com o cuidado de apenas estarmos tateando essa ciência maravilhosa íntima dos pressupostos das vida eterna.

a)    A justiça de DEUS se revela no evangelho...” – O que isso significa? É na Palavra de DEUS que a justiça de DEUS pode ser estudada. É na Bíblia que podemos entender o que por hora precisamos saber sobre esse assunto vital para nossa decisão pela vida eterna ou pela morte eterna. É estudando as ricas letras dos textos bíblicos que entenderemos algo que aqui no mundo não existe. O único lugar nessa Terra que podemos encontrar algo sobre a “justiça de DEUS” é em Sua Palavra escrita.

b)    ...de fé em fé...” – Aqui está o maior mistério, que nessa vida jamais entenderemos por completo. Como a justiça de DEUS se revela no evangelho, “de fé em fé”? Superficialmente não é difícil, isto é, para o nosso consumo e necessidades, há suficiente compreensão. Ora, se é na Bíblia que encontramos a ciência da justiça de DEUS – em poucas palavras, centrada na cruz – é pela fé exercida cada dia que essa justiça será fortalecida em nosso ser. Isso significa que não há como receber um diploma por escrito, assinado por DEUS, carimbado pelo governo celeste, que declara que somos justos, que tudo o que fizemos no passado foi perdoado. Não existe essa garantia material, mas existe a garantia virtual, que é crer que de fato estamos perdoados. Isso nos remete a uma confiança de tal modo em nosso Salvador que, pelas palavras d’Ele, que não ouvimos, mas que lemos de quem as ouviu e escreveu, simplesmente com isso, confiamos que teremos no futuro, quando JESUS regressar, a recepção para a vida eterna. Mais que isso não temos, e isso está no campo da fé, ou confiança em DEUS. Mas a fé não se limita apenas a crer, ela envolve uma experiência de vida. Por essa experiência a fé crescerá dia a dia. Quanto maior ela se tornar, maior será nosso senso de que somos justos, ou seja, que estamos perdoados, e que seremos perdoados se outra vez pecarmos, havendo arrependimento.

c)     O justo viverá pela fé.” – Essa curta frase referenda o que acima afirmamos. De “fé em fé” é viver pela fé, sem o tal diploma, mas apenas com a certeza de que na cruz de CRISTO está nosso provimento para a salvação, disponível a todos que queiram a vida eterna. Essa experiência de fé estará recheada de evidências que fortalecem a fé. São as bênçãos, são as conquistas para o Reino de DEUS, é a felicidade da esperança nas promessas de DEUS, é a qualidade de vida com felicidade autêntica que acompanha a vida dos cristãos, é o prazer de estar com os irmãos da mesma fé, é a satisfação de todos os dias estudar um pouco na Bíblia, e nessas atraentes lições, descobrir nova compreensão da verdade e do amor de DEUS, é uma vida superior, em que não vemos nem ouvimos a nosso DEUS, mas O sentimos ao nosso lado. Isso nos basta por hora. Disso resulta uma vida de amor entre os irmãos, uma fraternidade apreciada como um tesouro. Assim, nessas condições, sem ver nem ter certificado, vivemos despreocupados quanto nossa condição anterior, pois sabemos que estamos perdoados. É muito bom viver assim.

Então respondamos aquela pergunta: “se o justo viverá pela fé, fé em quê?” Agora fica fácil responder. Fé no amor de DEUS, que foi e é tão intenso que não pode ser mensurado, que levou-O a dar Seu único Filho amado por aqueles que conscientemente decidiram revoltar-se contra Ele. Ora, se DEUS nos amou tanto, se Ele já fez tudo para nos perdoar, então não há mais como duvidar de que vá nos perdoar. Ele já fez o mais difícil, foi na cruz. Agora não fará a parte mais fácil, que é exercer o seu amor por nós e nos perdoar, uma vez arrependidos? Se houve algum tempo para DEUS retroceder (Ele jamais faria isso!) seria antes da cruz. O candidato a Salvador, JESUS, chegou a pronunciar as dramáticas palavras: “se possível, passe de Mim esse cálice, mas não seja como Eu quero, mas como Tu queres”. Aí está a garantia, JESUS não vacilou por essas palavras, o que Ele estava dizendo pode ser reescrito em outras palavras: se há um outro caminho para salvar o ser humano, então Me livra da cruz, mas desde que o ser humano possa ter a garantia da vida eterna. Retorno da vida ao ser humano, essa era a vontade do Pai, e isso foi garantido na cruz.

Respondamos pela segunda vez a preciosa pergunta acima, mas dessa vez, com outra pergunta: entendendo o amor de DEUS na cruz, entendendo o tremendo sacrifício de JESUS na cruz, pode-se ainda assim duvidar de que vá nos perdoar? Sei da sua resposta, por isso, “sem fé é impossível agradar a DEUS.”

 

 

3.    Completos em JESUS – segunda

 

E, por estarem n’Ele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude” (Col. 2:10, NVI).

A unidade pelo amor é assunto para entendermos melhor ao longo da eternidade. Há muitos temas para estudarmos quando estivermos no Céu, esse é apenas um deles. Um atraente tema. Vamos hoje explorá-lo um pouco, sob o sugestivo título “completos em JESUS”. Tentemos examinar em partes o verso acima.

a)     por estarem n’Ele” – Como pode alguém estar noutra pessoa? Como pode alguém estar em DEUS ou em JESUS? Como isso é possível? Esse assunto poderemos compreender com maior profundidade depois que estivermos no Céu, recebendo aulas de quem realmente entende disso. Por hora, arranhemos a superfície de tal maravilha, pois isso é uma das maravilhas do amor. É pelo amor que nos unimos. Aqueles que se amam, se não estão juntos fisicamente, que lhes é o desejável, estão ao menos unidos no pensamento, que Paulo denomina “unidos em espírito”. Quem ama não deixa de lembrar a pessoa amada. Mas, o que é motivo para amar? O motivo é um conjunto de emoções agradáveis que nos fazem querer estar unidos e juntos com quem se ama, para lhe fazer bem e saborear o bem que as pessoas amadas nos fazem. E o que nos faz amar JESUS? Mas veja o bem que Ele nos fez! Ele é que nos criou, e por isso existimos. Esse é o grande motivo porque (isso está na Lei, em especial no quarto mandamento de Êxodo 20) o adoramos. Está também em Apoc. 14:7: “adorai aq’Ele que fez...” Mas adorar, a rigor, é o que? Adorar é estar unido com Ele, DEUS. É nós ter tal disposição de amor por Ele que desejamos que Ele esteja conosco. E Ele nos ama tanto que não só está ao nosso lado, isso para Ele é pouco, Ele está em nós. Aqui está a diferença do amor entre seres humanos e do amor de humanos com DEUS. Entre nós, podemos estar juntos a ponto de um casal que se une para sempre, tornar-se uma só carne, mas no amor com DEUS, podemos nos amar tanto, mais do que um casal, que Ele está mais que junto a nós, está em nós. Esta é uma relação entre duas partes, da parte do homem para o ser divino, tal relação se chama ‘adoração’, e da parte do ser divino para conosco, que se chama ‘estar em nós’. Essa é a intimidade do amor entre Criador e criatura. O que o amigo leitor achou desse raciocínio? Bonito não é? Pois, pense no seguinte: como será aprofundar esses pensamentos na eternidade? que delícia vai ser esse tipo de estudo!!! Por esse raciocínio, que é bíblico, fica impossível concordar com a santificação do domingo, pois esse dia nada tem a ver com a honra e homenagem ao Criador, muito menos com o Salvador, esse não é o dia da intimidade exclusiva entre Criador e criatura, como o Criador determinou. Esse dia não é o sétimo da semana, isto é, o último, que vem após tudo ter sido criado, e muito menos é o dia em que JESUS descansou, como o governo divino nos pede.

b)    que é o Cabeça de todo poder e autoridade”- Ele, JESUS, faz parte do governo do Universo. Aqui há algo incrível, o governo do Universo está tão interessado em nós que quer estar em nós. E não é por menos, pois esse governo é regido pelo princípio do amor, ou seja, é um governo que existe para criar seres com a finalidade de faze-los felizes para sempre. O objetivo primeiro do amor é vida com felicidade, e essa é a razão do governo de DEUS bem como de nos ter criado. Logo, quem está com DEUS, com JESUS, está com o amor, a maior autoridade do Universo.

c)     vocês receberam a plenitude.” – aqui se completa o pensamento deveras profundo. Primeiro o verso diz que JESUS está em nós, depois diz que Ele possui todo poder e autoridade (poder é capacidade para agir, autoridade é o direito para agir). Então completa, que esses tremendos atributos de JESUS estão, em razão de seu amor, à nossa disposição. Ou seja, Ele, com Seu poder e autoridade, estando em nós, pode encher-nos de tanto amor que nos tornamos plenos, como Ele é pleno. Isso quer dizer, ter vida com qualidade de vida, ser feliz, ter esperança e certeza que o futuro será brilhante, viver expandindo esses sentimentos para os outros.

Que maravilha são os pensamentos extraídos da Bíblia. Como é agradável sentir que em meio às lutas na Terra Ele, o Rei do Universo, quer estar conosco como esteve com Enoque. É algo impressionante.

 

 

4.    Seguir a CRISTO – terça

 

“O único homem que tem direito de dizer que está justificado pela graça é aquele que deixou tudo para seguir a CRISTO.” – Dietrich Bonhoeffer

        Esse pensamento, profundo e significativo, contém três afirmações elementares: (a) justificação pela graça; (a) deixar tudo e (c) seguir a CRISTO. A justificação pela graça refere-se ao seguinte pensamento: nos tornaram completamente isentos de culpa e isso não nos custou nada no que diz respeito ao passivo de nosso passado. Em outras palavras, nos concederam um certificado virtual, pela fé, de boa conduta quando nos deveriam conceder o passe da morte, ou ainda, nos presentearam com a garantia de vida eterna, quando já estávamos a caminho da morte eterna. Isso é a graça, que a nós trouxe benefício indescritível sem que nos custasse algo, mas para JESUS custou muito caro.

        E o que significa o “deixar tudo” nesse pensamento? É equivalente a desapegar-se de tudo, deixar de confiar nos bens materiais, deixar de lutar por esses bens como se por eles pudéssemos salvar nossas vidas da morte eterna. É aqui uma questão de confiança, ou você confia totalmente em CRISTO, como Salvador, ou, se só confiar n’Ele em parte, na hora da dificuldade essa confiança parcial desaparece, evapora, e em nada ajuda. Por exemplo, como vencerão aqueles que confiam nos bens quando esses forem tirados? Veja que o pensamento não diz que não podemos ter bens, a idéia que ele contém é a de torna-los apenas úteis para o que precisamos, mas não am algo que estaria ao lado de DEUS, que nos serve de proteção em substituição de DEUS. Então deixar tudo significa não confiar mais nos bens, no currículo, na autoridade, no poder, no prestígio, nos relacionamentos com pessoas influentes, etc., para só confiar no Salvador. Para o que acontece no dia a dia, essa é a nossa confiança.

        Seguir a CRISTO, no contexto desse pensamento, significa tornar-se íntimo com o Salvador, como se pode deduzir facilmente, andar com Ele, como Enoque. Significa adora-Lo como um ser divino que nos criou e nos salvou. É alguém a quem amamos demais, com todas as nossas forças, alguém que nos ama tanto que não há porque nos preocuparmos em nos garantir também por outros meios. Com Ele podemos deixar tudo, e não nos vai faltar nada.

        A frase é interessante, ela resume em poucas palavras uma grande verdade e uma grande promessa. A promessa nem está escrita, mas está ali, seguir a CRISTO é o mesmo que ir para o Céu, que Ele prometeu. Por sua vez, abandonar tudo significa deixar para traz o interesse nas atrações do presente século e preparar-se para as coisas deliciosas e superiores da Nova Terra. Nesse contexto, o “eu” está fora de cogitação, mas CRISTO em mim para uma nova experiência de vida, e vida eterna com felicidade.

 

 

5.    Mah tov” (“o que é bom”) – quarta

 

Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu DEUS” (Miq. 6:8, NVI).

Como somos pequenos! Nossa capacidade é tão limitada que nos maravilhamos diante de reduzidas expressões e afirmações bíblicas, extasiados pelo seu significado, famintos por entender mais o conteúdo, mas limitados pela nossa pequenez. Tentemos, como de outras vezes, tatear ao menos superficialmente a sabedoria escondida nos recônditos da junção maravilhosa das palavras de Miquéias. Para nosso conforto intelectual, façamo-lo em partes:

a)    Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige” – DEUS é quem nos ensina (Salmo 32:8). Isso é simplesmente lógico, pois Ele é quem sabe. Sabe porque Ele fez pela capacidade de Sua sabedoria, Ele é o autor (projetista intelectual) e construtor (o que fez) todas as coisas. Quem é capaz de fazer grandes coisas é porque tem grande conhecimento, e pode ensinar aos demais. DEUS é infinito em conhecimento (assim como em outros atributos), portanto, Ele pode ensinar tudo. A expressão “Ele mostrou” é equivalente a ‘Ele ensinou’, ou ‘Ele esclareceu’. O que “Ele ensinou”? Esse é um ponto de uma importância que nossa limitação não pode alcançar inteiramente. “Ele mostrou” o que Ele mesmo exige. Isso é de uma profundidade impressionante, ou seja, a aplicação desse princípio de ensino é de um alcance vastíssimo. Por exemplo, essas duas palavras derrubam todo o sistema religioso baseado na santificação do domingo, pois está escrito nessas palavras que Quem exige é o Senhor, não alguma autoridade humana. Nessas palavras fica determinado, pelo próprio Senhor, que Ele é a autoridade exclusiva. Haveria outras aplicações, mas não nos queremos estender demais o assunto. Então o verso bíblico trafega por três exigências por parte do Senhor:

b)    b)      pratique a justiça” – é a primeira exigência, a prática da justiça, ou seja, a obediência à lei, os Dez Mandamentos. Essa é uma das exigências do Senhor. Ser justo é ser correto, e não há nenhuma (redundância proposital) possibilidade de sermos justos senão estivermos ligados a um código de leis que foram elaboradas por um legislador justo. É assim que se garante um governo justo, ou seja, a justiça se origina na inteligência de um legislador que é correto por princípio, e seus súditos obedecem a esse princípios escritos em forma de leis.

c)     ame a fidelidade” – amar a fidelidade é exatamente estar de acordo com a Lei, estar determinado a ser obediente à Lei, por entender ser essa atitude coerente com o bom senso. Fiel é corresponder à expectativa do que é bom, e o bom está declarado em princípios de excelência nos mandamentos eternos de DEUS. Cabe aqui uma observação de lógica legal: uma lei só é boa se for perfeita. Os mandamentos de DEUS são bons por que são perfeitos como DEUS é, uma vez que representam o Seu caráter. Desse modo, assim como DEUS é eterno e não pode mudar, pois Ele é perfeito, portanto não evolui, do mesmo modo, a Sua Lei, perfeita, não pode mudar. Mudanças operadas na Lei de DEUS por parte de homens são atos de extrema de infidelidade.

d)    ande humildemente com seu DEUS” – Enfim, o coroamento de sabedoria e discernimento divino às palavras diretrizes à um cidadão do Reino de DEUS. Andar humildemente, isso lembra Enoque, é andar como DEUS anda. Por revelação do próprio Senhor JESUS, como homem entre nós, sabemos que DEUS é essencialmente humilde. A Sua humildade faz parte de Sua pureza, e O torna atraente a todos os Seus súditos. A humildade é o oposto da arrogância, que leva a distanciamento e separação. Ser humilde é condição para amar e ser amado. Então aqui vemos um pouco melhor a profundidade desses trecho bíblico: devemos praticar a justiça conforme a Lei, sermos obedientes a essa lei, modo pelo qual andaremos humildemente com nosso DEUS, a exemplo de Enoque, e isso é o que DEUS exige, Ele exige o que é bom para nós mesmos, pois nos ama. O verso em apreço é um todo, não apenas um belo conjunto de boas recomendações. Existe ligação entre as partes.

Aqui está bem flagrante a expressão do amor de DEUS declarada em forma de recomendações para a nossa vida com qualidade e em plena felicidade. Que coisa mais linda. Quanto a minha pessoa, apenas um insignificante curioso pelo que a Bíblia diz, tenho incontido desejo de logo estar com o autor intelectual desses conceitos, para poder-me debruçar sobre tais maravilhas lá na Nova Terra, e mergulhar no conhecimento de DEUS ao longo dos tempos da eternidade. Com esse conhecimento, tenho o desejo de observar, com outros olhos, monitorados por um conhecimento mais profundo da sabedoria contida na criação, a maravilha do que DEUS trouxe à existência no Universo. A relação do entendimento do conhecimento de DEUS e Suas obras, na Nova Terra será algo fascinante. Como não estar lá?

 

 

6.    Temor e amor – quinta

 

No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (I João 4:18).

Como poderemos tirar proveito de tão bem dispostas palavras? São mensageiras das belezas que aqui na Terra só ouvimos falar. São palavras que descrevem como eles vivem nos lugares onde o pecado não penetrou. Mas essas palavras podem nos servir de estímulo para desejarmos a vida celeste prometida, assim como para as praticarmos aqui entre nós, enquanto aguardamos a realização das grandiosas promessas de JESUS.

Por que ‘no amor não existe medo’? por que o ‘amor lança fora o medo’? Isso parece bem simples. Imagine uma ilha no meio do pacífico, uma ilha pequena, de apenas 400 km2. Imagine você morando ali. Imagine que ali não vivem muitas pessoas, umas 5 mil pessoas, todas amigas, praticando a mesma fé bíblica. O lugar é um verdadeiro paraíso, que atrai muitos turistas, mas, como todos ali são fieis seguidores da Bíblia, e a seguem em todos os requisitos, os turistas devem adaptar-se. Ali não há bebida alcoólica, nem prostituição, nem drogas, nem violência (não existe polícia nem cadeia), não há nenhum dos costumes do mundo. Os turistas vem ali para conhecer tanto as belezas do lugar quanto para encantar-se com a cultura do pequeno país, uma cultura de verdadeiro amor fraternal. Eles saem dali disseminando as maravilhas que viram, e quanto mais falam desse país, mais novos turistas vem para conhecer. Muitos pelo mundo inteiro tem suas vidas transformadas pelo pequeno país, e passam a fazer parte do povo em seus lugares, para onde voltam.

Naquela pequena ilha, de 20km por 20km, floresce um pequeno oásis de felicidade. O povo dali vive bem mais de 100 anos, e em perfeita saúde. A prosperidade material é algo impressionante. Ali ninguém tem medo dos outros. À noite, até o horário conveniente para a saúde, as pessoas se visitam, caminham pelas ruas das vilas ao sabor do vento agradável. Elas freqüentemente reúnem-se para caminhar pelas lindas praias, entre dunas e coqueiros, que desenham do céu maravilhas à luz do luar. Você pode ir aonde quiser, não vai ter medo, pois nada nesse lugar é ameaçador. Ali todos se amam, e vivem de bem uns com os outros, uma maravilha de felicidade e amor fraternal. As casas, nenhuma tem chave nas portas, que nunca são fechadas. São desnecessárias as cercas para proteger o patrimônio, muito menos os dispositivos de alarme e o serviço de guarda noturno. É um lugar de perfeito amor, e nesse lugar, o amor lança o medo fora, ele simplesmente não tem razão de existir. Por que medo num lugar assim?

Mas, pelos meios de comunicação, você vê o que se passa pelo mundo. Soube dos atentados de terroristas em vários lugares. Percebe o quanto as pessoas se protegem, em suas casas, na rua, em seu trabalho. Há policiais, tiroteio nas ruas. Você vê na bela cidade do Rio de Janeiro uma verdadeira batalha diária com mortos à violência todos os dias. Vê as pessoas atormentadas, que já não conseguem nem viver direito, pois elas fogem a cada dia da tortura da violência, da incerteza dos perigos, e da morte que ronda por todos os lados. Você vê nos rostos dessas pessoas a horrível expressão do terror, o choro, o espanto, a apatia, a dor da perda, a incerteza. Então você pensa: como eles conseguem viver em meio a tanto medo?

Esse é o nosso mundo. E agora você pergunta, a tal ilha existe? Respondo, existe sim, mas não está no pacífico, e não é uma só. Essa ilha está reproduzida pelo mundo afora, e se encontra onde houver uma igreja de verdadeiros adoradores conforme a Bíblia. Entre essas pessoas não existe medo. Há um pouco sensação de medo, pois há sujeira entre eles, ainda há. Chama-se joio. Mas a certeza de estarem com JESUS lhes dá tanta segurança que medo não há. Eles amam a vida, amam seu próximo, ama a DEUS.

Nós amamos porque DEUS nos amou primeiro (I João 4:19). DEUS nos fez por amor, para sermos amados por Ele, e também para que O amássemos. Assim, nessa relação inicial, criam-se as condições para que nos amemos uns aos outros, para que vivamos eternamente, com felicidade. Essa pequena ilha, espalhada pelo mundo, será um dia reunida pelo Senhor JESUS, que recolherá os seus amados provindos de todos os tempos, de todos os lugares, muitos deles hoje ainda pertencentes a outras formas de adoração. Virá o tempo em que todos os servos que amam, unir-se-ão num só povo. Então Ele virá, para leva-los aos Seu Reino de amor.

DEUS nos amou primeiro porque nos fez para sermos por Ele amados. Ele nos amou primeiro porque nos sustenta e Se propôs a nos sustentar pela vida eterna. Ele nos amou primeiro porque, de tanto amor, DEUS, em JESUS, seu amado parceiro na criação, deu a Sua vida por nós, para que quem de nós quisesse, pudesse viver junto a Ele para sempre. De tanto amor nos cercou não há como não sermos diferentes: ou amamos a nossos semelhantes, mesmo que se façam nossos inimigos, ou não pertencemos a Ele, mas ao senhor das trevas e do ódio. A rigor, quem não ama a todos é perigoso, pois quem garante que mais dia menos dia não vá mudar de idéia, e em vez de nos amar, nos trair, e nos matar? Ou amamos a todos, ou não somos confiáveis nem a nós mesmos.

O amor é tão belo que, para o vivermos mais intensamente, só mesmo na imaginação, pois nesse mundo, não vemos essas condições. Mas bem logo, temos certeza disso, não só veremos o reino do amor como dele participaremos. Você então poderá estar, não numa ilha cercada de outros países onde se matam, mas cercado do amor de DEUS por todos os lados, vindo de todas as criaturas deste vasto Universo. Não perca o Reino do Amor, JESUS logo virá aqui para buscar aqueles que desejam participar dele.

 

 

7.    Conclusão – sexta

 

Aquele que muito exige, acaba por expor em demasia suas próprias fragilidades. Ele atrai a atenção para o que faz de errado, e o seu modo de vida se torna num telhado de vidro. Não somos melhores que ninguém, apesar de termos a aptidão de julgar a todos, muitas vezes, até mesmo a DEUS. Estamos todos na condição de pecadores, no entanto, é freqüente nos guindarmos à condição de superiores aos demais, aos nossos próprios olhos. Esse modo de pensar é uma das condições da cultura de satanás que impôs por sua propaganda infernal sobre a humanidade. É dessa cultura do mal que precisamos ser libertos pelo poder de DEUS.

Como obter libertação da tradição do mal? Pela prática do perdão, pois assim como perdoamos também somos perdoados. Ao perdoarmos, resolvemos os problemas que nos compete resolver, e também receberemos o perdão de DEUS, e teremos nossos problemas com o governo celeste resolvidos, ou seja, teremos a vida eterna de volta, dando-se início a um processo de restauração em nossa vida. O perdão é o procedimento do governo celeste necessário para que possamos ter o direito a sermos transformados. O perdão foi tornado legítimo pela morte de JESUS na cruz, em que toda a injustiça recaiu sobre o Salvador. Pelo perdão a humanidade pode ter nessa vida uma experiência intimamente relacionada com o amor de DEUS, uma experiência de santidade, com uma qualidade de vida muito superior ao que o mundo pode propiciar.

Por fim, o perdão corresponde a algo que excede do que DEUS poderia fazer, ele está além da normalidade. Nunca antes da ocorrência do pecado no Universo se ouvira falar em perdão. Ele não era necessário. Na normalidade do governo de DEUS não ocorrem ofensas, portanto, não se vê a prática do perdão. O perdão nem sequer faz parte da prática do governo de DEUS em tempos de normalidade. Como vimos nesse estudo, o perdão só foi possível por meio de uma tremenda injustiça sobre um membro da trindade, JESUS, para que pudesse haver o perdão e a salvação. Assim, o perdão excede ao que é normal no Céu, vai muitíssimo além do que é a rotina no Universo perfeito. O perdão demonstra uma sabedoria que só pode ser discernida espiritualmente. É algo tão fantástico que só mesmo DEUS em infinito amor poderia conceber tal alternativa para a nossa morte. Como isso me faz desejar conhecer esse DEUS e esse JESUS! Como deve ser bom viver no Reino do amor, se na anormalidade do pecado já é confortável viver na esperança de participar de um reino assim!

 

Reflexão sobre o perdão

Durante esses três meses, grande foi a aprendizagem sobre o perdão. Queremos então deixar alguns pensamentos práticos relativos ao assunto.

Há o perdão segundo DEUS e o perdão segundo satanás. O perdão segundo DEUS entendemos pelas seguintes palavras: “Eu não te condeno, vai e não peques mais”. O perdão segundo satanás se explica assim: “JESUS morreu por todos os pecados, estás perdoado, não se preocupe tanto com teus pecados”. Pelo perdão de DEUS, sabemos que devemos lutar junto com DEUS para não pecar mais, mas pelo perdão de satanás, que nada mais é senão um engano quanto a arrependimento e perdão, a face real do pecado fica mascarada. Não é tão mau assim, e só mais uma vez não faz tanta diferença. Por outro lado, ninguém está vendo, ou então, noutro extremo, todos fazem o mesmo. Outra idéia relacionada a esse engano é, não sejamos tão legalistas, nem tão extremistas, aproveitemos a vida um pouco mais. DEUS é misericordioso.

O que é misericórdia? Todos sabem o que ela é, portanto, nos ateremos ao que ela não é. Quando na igreja temos de tratar de um problema envolvendo uma pessoa, muitos pedem misericórdia. Em nome da misericórdia, outros escondem informações. A coisa já se tornou pública, mas, as vezes até mesmo quem tem responsabilidade pela condução das investigações esconde informações. Tudo em nome da misericórdia. Então criam-se versões mais suaves, inventam-se mentiras, omitem-se fatos, e tudo vira apenas numa encenação para salvar a situação, em nome da misericórdia.

Isso não é misericórdia, isso tem outro nome, é IMPUNIDADE. E impunidade é o perdão de satanás, pelo qual se chega a conclusão que pecar compensa. Para haver perdão, isso doeu muito em JESUS, na cruz. Certos pecados, ao o respectivo pecador receber o perdão sem nenhuma dor, na verdade se estará procedendo o perdão de satanás, ou seja, praticando a impunidade. Evidentemente no Céu tal perdão não foi efetivado. Ele resultou em aviltamento, tanto do que supostamente foi perdoado quanto dos que nisso se envolveram sem preservar a verdade, bem como a muitos que foram afetados pelo mau exemplo. Tais procedimentos custarão por certo muitas horas de exame pelos que se salvaram, ao reverem os livros, durante o milênio.

Misericórdia é perdoar tudo, e de pronto. Não é esconder fatos para o delito ficar menor, e então perdoar algo que não parece assim tão grave. Esse é o perdão de satanás, para enganar e fazer perder a vida eterna. Misericórdia não é diminuir o tamanho do pecado para enquadrar numa faixa menor de sansão. Isso é incentivar o pecado. Perdão, para se prestar para o que foi concebido, isto é, para libertar do pecado no futuro, por vezes precisa doer. Essa dor é a disciplina eclesiástica, por vezes necessária. A dor é alguma conseqüência por ter pecado, e que acompanha o perdão. Essa dor é ainda mais necessária quando se trata de um líder, que pelo seu ato, exerce forte influência sobre os liderados.

Os exemplos bíblicos existem. À prostituta que não era líder naquele tempo, JESUS disse: “Eu também não te condeno, vai e não peques mais”. Porém a Moisés, que em 40 anos cometeu apenas um deslize, mas era o líder do povo, junto com o perdão DEUS lhe informou que não mais poderia entrar na Canaã terrestre. Apenas pôde ver a terra prometida de longe. A Davi, no caso de Bate Seba, junto com o perdão dado por intermédio do profeta Natã, ele foi informado de duras conseqüências. Ele era o rei. Pelo que fez, mesmo perdoado, a espada jamais se apartaria dele, um filho seu abusaria em público de suas concubinas e o primeiro filho com Bate Seba agonizaria sete dias e então morreria. Isso é muito duro, e doeu muito a Davi, mas, era preciso, ele era o rei. Embora arrependido na hora, embora perdoado na hora, um duríssimo castigo foi dado ao rei. Por ser rei, sua influência sobre o povo era poderosa, e o povo precisava saber que o rei agira mal, que assim não se deve agir e que isso não deveria ser tolerado.

Assim, nessa reflexão, queremos deixar claro que muitas vezes na intenção de sermos misericordiosos estaremos na realidade incentivando o perdoado à pratica do pecado. O que era para ser bom, tornou-se uma cilada. Portanto, o perdão deve ser um ato inteligente para que a misericórdia não resulte numa espécie de perdão de satanás. Perdoemos tudo o que deve ser perdoado, e se a sabedoria o recomendar, adicionemos a esse perdão algo que faça o pecador sentir o quanto tal pecado é mau.

 

escrito entre: 18/05/2003 a 25/05/2003

revisado em: 12/06/2003