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Estudo nº 12 – Serviço abnegado

Semana de  14 a 21 de junho

Comentário auxiliar elaborado pelo prof. Sikberto R. Marks

 

 

      Este comentário tem por objetivo auxiliar na compreensão dos estudos diários relacionados a série de treze lições especiais semanais que abrangem de abril a junho. O tema geral desses estudos é “perdoados”. Trata-se de uma abordagem urgente, vital e necessária para os nossos dias em que cada vez mais impera a vingança em lugar da concórdia. Nosso sincero desejo é que todos tenham bom proveito por esses estudos, e que os comentários, de alguma forma, lhes sejam benéficos. Bem logo nos conheceremos!

 

1.   Introdução – sábado à tarde

 

Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de uma homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lucas 12:15, NVI).

 

      A questão da riqueza está correta: DEUS nos fez para sermos todos muito ricos. Ele nunca pensou que devêssemos ter posses em nosso nome, isso nem é necessário, mas que pudéssemos dispor de imensa quantidade de riqueza para sermos felizes.

      A riqueza precisa ser melhor entendida. Você desejaria adquirir muitos bens sabendo que logo teria que perder tudo? Sei da sua resposta, o amigo não é bobo, é inteligente.

      Numa grande represa que estavam construindo, havia uma pequena cidade, que seria totalmente inundada. Os moradores receberiam outra cidade, construída para eles. Mas enquanto nem a represa era inundada, nem a nova cidade estava pronta, eles continuavam morando, agora provisoriamente, na velha cidade. E eles foram sábios, não investiram nada onde em poucos anos deveriam sair. Eles não colocaram nesse lugar os seus tesouros. A sua cidade se tornou provisória enquanto servisse. Não gastariam seus recursos e seus esforços em algo para logo depois perderem tudo. Mas eles já guardavam dinheiro para investir na nova cidade para onde iriam. Isso é ser sábio.

      Ora, nós somos aqui apenas peregrinos. Porque lutar para ter tanto nessa Terra? Se a nossa vida não passa de 80 ou 90 anos, então vamos para o túmulo, qual a razão de desejar tanto como se Metusalém, ou como se fossemos viver sempre aqui? Por que não agimos como aqueles cidadãos que investiram em sua futura cidade? Por muitos não se interessam em adquirir tesouros no Céu, onde viverão para sempre?

      Não há nada de errado em ser rico, mas é uma estupidez querer ter muito no lugar errado, onde vivemos pouco, onde os ladrões roubam, ou as coisas se estragam e precisam ser repostas, onde ser rico é mais um problema que uma solução. Pior é tornar-se dependente desse modo de ver as coisas, é passar a competir numa corrida de quem tem mais. Quando a pessoa torna a riqueza num deus, passa a depender dela, e luta com tudo o que pode, inclusive utilizando meios ilegais, para ter mais. A sua dependência é de tal forma ligada à riqueza que o montante nunca satisfaz. Usa a riqueza, tanto para se garantir no futuro, quanto para mostrar aos outros o quanto é capaz, isso se chama ‘status’. Vive para si, os outros vivem para ela, assim vê, e tudo deve ser para ela. Cada vez mais pessoas pensam assim, e a competição torna-se acirrada. Isso se chama ganância, querer cada vez mais.

      Ora, o querer mais, justamente num lugar em que se aproveitam as posses apenas por algumas décadas, é um absurdo. Mas pior é rejeitar ter riquezas num lugar para onde se pode ir, e desfrutar delas para sempre, como se poderia chamar tal atitude? Por isso é que a expressão “rico sou, de nada tenho falta” é tão importante em nossos dias. Afinal, o que tantos querem com as riquezas nos tempos que antecedem a segunda vinda de JESUS? Por que não investirmos para onde vamos, e deixarmos para trás de onde logo sairemos?

 

 

2.   “De graça” – domingo

 

Por onde forem, preguem esta mensagem: O Reino dos Céus está próximo. Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; dêem também de graça” (Mat. 10:7 e 8, NVI).

Hoje temos no mundo mais de duas centenas de países. Todos são diferentes uns dos outros. No entanto, não podemos escolher a que país queremos pertencer. Isto é proibido. Somos obrigados a fazer parte do país em que nascemos, com algumas exceções, como a da dupla nacionalidade ou imigração. Podemos viver noutro país, mas não pertencer a ele. Muitos trocam de país clandestinamente. Há até o tráfico de pessoas por essa razão. Outros pagam elevadas somas para obterem credenciais falsas e assim terem algo para trocarem de país. Hoje, diz-se, feliz de quem mora nos Estados Unidos da América. Quanto dariam as pessoas para morar num país bom, em que pudessem trabalhar e conseguir as coisas que desejam, serem bem protegidas por leis justas, poderem ser dirigidas por um governo honesto, terem muitos amigos, formarem o seu lar e terem filhos, e sua vida ser tranqüila, sem ameaças, sem violência, sem medo do terrorismo, sem drogas, em paz e em segurança.

Dias atrás, num passeio, conhecemos uma pequena cidade onde as pessoas em geral não tem o costume de chavear as portas de suas casas. Elas ali são muito felizes. Ah, como seria bom um país assim. Todas as pessoas se respeitando, sem corrupção, se assaltos, sem roubos. Uma vida de liberdade, as leis justas sendo todas obedecidas, sem cadeias, sem ódio, sem miséria. Um país onde a educação estivesse ao alcance de todos, onde a saúde não fosse apenas para os que podem pagar, onde houvesse toda a infraestrutura necessária, e se visse o progresso a cada ano.

Sim, um país onde todos adorassem do mesmo modo, e a cada sábado, conforme a Bíblia, todo comércio e indústria fechassem, e todos os habitantes fossem, em forma de passeio, sem pressa, sem barulho, se impaciência, mas com muita calma e tempo de sobra, para as igrejas e adorar em conjunto. Estou imaginando algo assim aqui na Terra.

Havia um país assim. Foi no tempo de Davi. Era para ser um exemplo de nação a todos os demais reinos do mundo. Um paradigma moral para ao mundo inteiro. Ah, se aquele povo tivesse seguido esse caminho, como hoje seria diferente! Teríamos hoje não só uma igreja pregando o que diz a Bíblia, mas também uma grande nação demonstrando com eficácia uma amostra do que é o Reino de DEUS, se bem que incomparável ao máximo que se poderia obter de bom aqui na Terra.

Infelizmente não sou escritor. Gostaria tanto poder encontrar palavras mais apropriadas para descrever algo do reino de DEUS, mesmo que fosse em forma de um sonho. Mas que coisa curiosa e interessante, temos a oportunidade e o prazer de anunciar um reino assim! Essas são as boas novas. Será um reino ainda superior ao que acima tentamos descrever do que gostaríamos fosse o nosso país aqui na Terra. Sim, um reino de amor, onde somos amados por quem nos governa. Um Reino onde os súditos se amam mutuamente, e nenhum deles maquina em seu coração algum mal contra o próximo. O mais incrível que é um Reino se cemitérios (hoje, dia em que escrevo essa parte, é 12 de maio, dia das mães, e fui no cemitério ver o túmulo da mãe de minha esposa). Lá ninguém morre, nem envelhece, nem adoece, nem sequer se sente mal. Lá não existe nenhum motivo para a menor preocupação, e isso, não apenas por algum tempo, mas eternamente. Dá para se imaginar algo assim? Para nós é impossível trazer ao pensamento como se sentem as pessoas no reino de DEUS.

Mas dá para ter uma certa idéia, muito agradável, quando o anunciamos a outras pessoas. Por certo devemos falar às pessoas de um Reino perfeito, pois elas estão cansadas de sofrer sob as imparcialidades de nossos governantes. Há um Reino de Amor prometido, e os sinais são claros, o tempo de O Salvador retornar para nos levar para esse reino está chegando (veja na página www.designioglobal.com.br, em ‘Notícias importantes’ as que levam por título “Paz, paz”, ali estão as últimas notícias relacionadas ao cumprimento profético). Como as pessoas hoje estão sedentas por um reino perfeito. Muitas delas pagam caro para trocar de país, outras se resignam desesperadas onde estão. Muitos, a maioria dos habitantes da Terá não está contente com seu país, nem com nenhum país no mundo. Hoje é um tempo altamente favorável para pregar as “boas novas” do reino de DEUS.

E como fazer isso? Assim como nós recebemos gratuitamente a notícia desse reino, devemos igualmente dar de graça essa notícia. A pregação das boas notícias do reino de DEUS deve ser de graça. Todos somos iguais, isto é, pecadores. Todos estamos sofrendo sob a tirania de satanás. Esse aqui é o seu reino. Os países desse mundo estão passando para o seu poder. Logo todos eles se tornarão muito cruéis. Por incrível que pareça, o país mais procurado do mundo, os EUA, serão a vanguarda da tirania, perseguição e traição aos princípios bíblicos. É de lá que vem a grande crise sobre o mundo, bem nos dias em que, traindo seus princípios pelos quais se tornaram uma grande nação, impuserem o decreto dominical. Isto não está distante no futuro.

É hoje o tempo de anunciar um reino que jamais passará, um reino dos sonhos de todos, que quando nele ingressarmos, nos surpreenderemos por ser muito superior ao que pudemos sonhar. Levemos outros a sonhar com a perfeição, com a felicidade, com o amor. Façamo-lo de graça, assim como JESUS, o próprio rei, no-lo anunciou de graça, apesar de que, para Ele poder anuncia-lo, pagou elevadíssimo preço.

 

 

3.   O espírito de serviço – segunda

 

Quem quiser tornar-se grande entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos” (Mat. 20:26-28, NVI).

O assunto de hoje está mais no campo da administração que da teologia. Creio que ele fica mais compreensível se o abordarmos do ponto de vista da administração, isto é, da liderança e do gerenciamento.

A questão entre os discípulos era a seguinte: eles sonhavam com o Reino de DEUS. Nesse reino eles queriam, como é natural ao ser humano que não entende nada do Reino de DEUS, ser pessoas de destaque. Queriam estar entre os primeiros, ou seja, estar junto ao poder, e ter poder. Esse aspecto derrubará muitos cristãos em todos os tempos, e principalmente hoje, em que o poder é sobre-valorizado. Uma ‘poderosa’ estratégia de satanás, deliciosa para o ego dessas pessoas. Quantos líderes entre o povo de DEUS nesse tempo será levado pelo vento da sacudidura porque seu prazer é dominar sobre o povo de DEUS. Quantos chamados “de DEUS” são na realidade manipulações de ‘poderosos’ que assim mostram o que aqueles dois discípulos tanto queriam mostrar. O que Tiago e João queriam, sua mãe também, e os demais discípulos não fugiam da regra, era poder e autoridade. Poder é a capacidade de agir e de se fazer obedecer, autoridade é o direito de exercer poder. Para exercer poder não se necessita de autoridade se existe força, mas esse poder será ilegítimo. Autoridade é o exercício legítimo do poder, ou da liderança, conforme o estilo adotado.

Há três estilos de liderança: o liberal, o democrático e o autocrático. No estilo liberal o líder permite que os seus liderados ajam por vontade e iniciativa própria. Ele apenas coordena os objetivos e acompanha o desenrolar do rumo. É muito bom quando o grupo é formado de pessoas responsáveis, e que tem competência para realizar suas tarefas. No estilo democrático o líder conduz as atividades de forma participativa, levando as pessoas a se expressarem e a darem suas opiniões. Há liberdade de ação nesses dois estilos. Já no estilo autocrático, para onde o mundo está ingressando atualmente, há imposição de parte do líder, nesse caso mais parecido a um ditador, do que deve ser feito. O como fazer é o líder que decide. Esse estilo de liderança é apropriado para momentos de crise, em que não é possível, pela urgência e gravidade, haver muitas consultas tão importantes numa democracia. Mas atenção, a autocracia, se utilizada por muito tempo, elimina a capacidade do grupo ser um ambiente social positivo, gera descontentamento e oposição.

Qual é o estilo de governo celeste: liberal, democrático, ou autoritário? Deixemos essa importante questão para um pouco mais adiante. A questão posta pelo verso geral desse dia tem a ver com um ponto vital na liderança: a hierarquia. JESUS estava tratando da hierarquia quando respondeu aquela pergunta e disse que quem quisesse ser grande, deveria tornar-se servo.

A hierarquia é a alocação dos cargos numa organização. Define a linha da autoridade ali, e explicita o que cada um pode fazer, qual a sua atribuição de poder.

A hierarquia nesse mundo está invertida em relação a hierarquia no Céu. Enganam-se aqueles que dizem não existir hierarquia no Céu. Existe, mas é ao contrário da hierarquia dos sistemas de liderança da Terra.

      Aqui a hierarquia determina quem manda e quem obedece. Vai do maior para o menor, e determina que o maior manda sobre o menor. No Céu é o contrário. Ela também vai do maior ao menor, mas o maior serve o menor. Aqui, a autoridade mais alta exerce ódio sobre os inferiores, no Céu exerce amor. Quem odeia, e para odiar não há necessidade de ser inimigo, preste bem atenção nesse ponto, basta utilizar os métodos do ódio, mesmo sendo amigo, esse exerce poder sobre os seus inferiores. Mas quem ama, jamais exerce poder, sempre age por amor, portanto, em vez de dominar, serve. Essa é a grande diferença, bem explicada por JESUS.

      O que, portanto, é ser grande no Céu? É buscar ser capaz, buscar a inteligência, a competência, não para mandar, mas para servir. Eis o segredo, assim é JESUS, assim é DEUS. Os membros da trindade são infinitamente capazes e inteligentes para poderem servir a todos com absoluta perfeição. Eles não mandam, eles servem. E os seus anjos não seguem ordens, eles obedecem os desejos de seus superiores. Eles estão sempre prontos, desejosos de realizar o que DEUS lhes pede. Uma ordem no Céu deve ser interpretada de modo completamente diferente das ordens daqui na Terra. Lá elas são vistas como ‘oportunidades’ para servir, para demonstrar o amor por DEUS e pelas pessoas. Por isso lá eles jamais se desentendem, é o mecanismo simplíssimo do amor.

      Assim, o que JESUS nos ensinou naquela ocasião é algo vital sobre o governo celeste. Se você quer ser grande ali, tem todo o direito, e isto é muito bom. Para tanto, prepare-se, qualifique-se, e aprenda tudo sobre o amor, para servir a um grande número de pessoas. DEUS, que é infinitamente grande, serve a todos.

      Um aspecto interessante, e desafiador. Para mandar, não é preciso muita capacidade nem muita inteligência. Basta ter poder, então dar ordens, mesmo que absurdas, mas as pessoas deverão obedecer, pois elas estão sujeitas pelo poder, elas não são livres. Isso nada tem a ver com o governo de DEUS, mas com o de satanás. Por outro lado, para servir, é-nos necessário muito preparo, pois então o foco muda de direção. Agora devemos ser capazes de entender as pessoas, e ser capazes de ajuda-las em suas necessidades. Isso requer grande preparo, pois a cada caso de ajuda haverá novo desafio, cada caso é diferente, e devemos nos adaptar ao caso, não ao que desejamos ou o que queremos. Portanto, aqueles que exercem a liderança do servir, estes tornam-se, com o tempo, muito mais capazes que os outros que exercem alguma liderança ao estilo desse mundo. A liderança no governo de DEUS é diferente de qualquer uma da Terra, ela volta-se para o próximo (amar o próximo...) não para o eu, ela é a liderança do servir.

      A liderança do servir é impossível de ser exercida se a pessoa não tiver conhecimento e experiência no campo do amor. Pode ser um grande religioso, será um leigo em servir se não tiver amor. Um sintoma de falta de conhecimento e experiência no amor é detectado quando o líder, em vez de exercer liderança em servir, apenas é capaz de dominar. Desses o mundo está cheio, e por eles já temos sofrido demais. Esse é um bom tema para escrever um livro, não acham?

 

 

4.   Morrer, viver – terça 

 

E quem não toma a sua cruz e vem após Mim não é digno de Mim. Quem acha a sua vida perde-la-á; quem, todavia, perde a vida por Minha causa achá-la-á” (Mat. 10:38 e 39)

O ponto central aqui é ‘tomar a cruz e assim, seguir a CRISTO’. Quem quiser seguir a CRISTO sem levar a sua cruz, não é digno de ser chamado cristão, não deve adotar o nome de CRISTO. O que isto significa? Estudemos esse assunto de uma forma prática e aplicável.

Em primeiro lugar, o que significa tomar a sua cruz? É agir como CRISTO agiu, da mesma forma, ou seja: obedecer mesmo que sob as piores condições, como as que CRISTO enfrentou do julgamento à cruz. O que isto não significa? Não quer dizer que devemos fabricar uma cruz de madeira, e sermos nela crucificados como CRISTO. Aqui trata-se da questão da obediência. Veja que Ele não disse, tome a Minha cruz, e siga-me. Cada um deve tomar a sua cruz.

A cruz de CRISTO foi ser fiel aos mandamentos, obediente até à morte, e morte de cruz. A nossa cruz, e a de cada um é diferente, é cada um ser obediente e fiel nas circunstâncias e dificuldades que tiver que enfrentar. CRISTO foi maximamente provado na cruz, nós todos seremos provados, mas cada um em circunstâncias diferentes, e essa é a cruz de cada um de nós.

Portanto, se desejarmos seguir a CRISTO, mas não tomarmos nossa cruz, isto é, não sermos fiéis nos momentos de provação, e durante o seu tempo obedecer, então, a rigor não estamos seguindo a JESUS. O que estamos assim querendo é, como a maior parte do povo que seguia JESUS em seu tempo aqui na Terra, ver milagres, queriam ser favorecidos pelo Seu poder, queriam ouvi-Lo porque era muito bom, queriam sentir-se bem ao lado d`Ele, mas não queriam ser provados. É como desejar o Céu sem preparar-se para viver lá, querendo ao mesmo tempo o mundanismo da Terra. Do ponto de vista do ser humano, seria muito gostoso e agradável usufruir do mundanismo como o mundo sugere, e ainda assim, ser salvo pelo amor de JESUS, só porque o desejamos. Não é assim, pois, “quem não tomar a sua cruz e vem após Mim não é digno de Mim.”

A cruz de cada um de nós, o que JESUS chama de fardo leve, é a obediência aos mandamentos. Isso é aqui na Terra um fardo, pois nos cria problemas. Temos dificuldades para sermos fiéis aos princípios do Reino de DEUS no meio do reino de satanás. Aqui, obedecer aos Dez Mandamentos é realmente um fardo. Mas é um fardo leve, ou seja, não é impossível, pois faltando-nos as forças, elas serão supridas.

Por sua vez, estar no reino de satanás, bem avaliado, é carregar um fardo pesado. É carregar todos os dias o senso de culpa, a incerteza do futuro, o fardo das doenças resultantes dos vícios, dos maus cuidados da saúde. A canga que JESUS nos dá é a da liberdade de seguirmos a Ele, mas a de satanás é a de nos tornar seus escravos. Ele impõe, JESUS liberta. Estar sob o poder de satanás é muito duro, e em algum tempo, virá o sofrimento, mas tomar a nossa cruz é obedecer mesmo em meio à oposição que aparecer.

 

 

5.   Dar em vez de buscar - quarta

 

“Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo” (Lucas 3:10 e 11)

Nesse estudo há outra contradição entre o modo de proceder no mundo e o modo de proceder no Reino do Céu. No mundo, o costume é cada um carrear para si, mas no reino do Céu o costume é repartir. São procedimentos opostos. Há algo incrível para se entender com relação a esse assunto: se alguém procede conforme as normas celestes aqui na Terra, e não o fizer com sabedoria, vai ficar sem nada, porque o mundo absorve tudo o que ele tiver. O sistema celeste funciona perfeitamente bem onde todos pensam da mesma maneira. Na Terra há que se proceder conforme nos orienta a Bíblia, como nos disse JESUS: repartir. Mas também devemos ser prudentes como as serpentes, para que o mundo ganancioso não seja beneficiado com nossa caridade.

Vamos a um exemplo bem prático, e que acontece todos os dias com grande freqüência. Há seitas ou igrejas, não importa o nome, que praticam o método mundano com maestria. Sei de um caso em que uma pessoa freqüentadora de uma dessas denominações dá tudo o que pode, e às vezes lhe falta para o sustento. Sei de outro caso em que a pessoa vendeu seu automóvel para dar a uma dessas igrejas, pois queira ganhar a bênção. Conheço outra pessoa que quase faliu por ser generoso de modo errado, sem sabedoria.

Em que contexto nos fala a lição que devemos dar? Aos que necessitam, não que possam devolver mais tarde, ou que possam retribuir de alguma forma, mas que permita a DEUS derramar Suas bênçãos. Ou seja, se o dar é feito sem sabedoria, se ele é um simples ‘jogar fora’, não vai haver nem retribuição, nem bênção.

E o que é um dar inteligente? Ele não se limita ao econômico, mas estende-se a outros campos. Devemos ajudar as pessoas em suas necessidades econômicas assim como agem as companhias de seguro: compartilhar o socorro. É preciso ajudar alguém? Então é bom outra pessoa fazer uma campanha entre os irmãos, se necessário com a aprovação da igreja, para que essa ajuda seja de forma organizada e controlada, se for de valor mais expressivo. Mas, o que as pessoas hoje mais necessitam é de que lhes dediquemos nosso tempo, nosso afeto, nossa capacidade de aconselhamento, nosso amor, nossos conselhos, nossa influência. Exemplos, para um jovem obter seu primeiro emprego, às vezes nossa influência pode ajudar. Mas para que esse jovem se saia bem, também cabem conselhos de quem tem experiência. E mais, podemos acompanha-lo por algum tempo como conselheiro. E talvez ele necessite de alguns incentivos para enfrentar com mais motivação suas primeiras batalhas decisivas.

E uma pessoa de idade? Geralmente estes querem falar com alguém. E quem tem tempo para ouvi-las? Dar tempo a essas pessoas é dar algo muito precioso, por vezes mais escasso que dinheiro.

E um casal recém casado? Como seria bom que outros casais mais experientes o influenciassem para reforçar o caminho do amor entre eles. Assim é com as pessoas que passam por dificuldades, que perderam um ente querido, que cometeram erros, e muitos outros motivos. Senti-me certa vez muito bem quando, doente, veio alguém me visitar, ficou pouco tempo, mas fez uma ‘gostosa’ oração por mim, pela minha família. Então foi embora. Isso faz uns vinte anos. Até hoje está fazendo bem, nunca mais esqueci. Talvez o que fez isso não o consiga lembrar, mas o bem que gerou tornou-se permanente.

Devemos dar de nós, não só o que temos sobrando. Devemos dar algo que nos custa caro, hoje, geralmente tempo. Para a sociedade onde vamos, eles ali não enfatizam na busca para si, mas no servir, isto é, no dar aos outros.

 

 

6.   Cristianismo apostólico – quinta

 

Há um duplo poder na missão da igreja, no sentido de levar adiante a pregação do evangelho, de alcança-lo a todas as pessoas do mundo. Há o poder do entusiasmo de ter descoberto a verdade e por isso disseminar para muitos o que achou, e há o poder do Espírito Santo para orientar bem e completar o poder do entusiasmo, para que seja bem sucedido. O ‘entusiasmo’ leva ao ‘querer’, isto é, motiva ao desejo de fazer algo por outras pessoas que ainda estão perdidas. O ‘querer’ descobre que são necessários meios, isto é, recursos para que o evangelho seja anunciado. Descobre ainda que há pessoas necessitadas de recursos materiais, carentes de carinho ou de uma palavra de conforto, e outras coisas que a elas podem ser alcançadas. E o ‘querer’ não se conforma com isso, parte para o ‘realizar’. Aí é que está a encruzilhada que leva para o ‘verdadeiro cristianismo’ ou então para um cristianismo tipo ‘faz de conta’. Nesse momento entra o desafio da ‘fé’. Agora a pessoa, pela ‘fé’, experimenta ir em frente, ela vai rumo ao desconhecido. Ela sabe que DEUS estará com ela, isso não lhe é desconhecido, mas não sabe por onde, com DEUS, irá passar, que surpresas terá, que novas experiências irá passar. Nessa encruzilhada muitos deixam de ser cristãos, poucos seguem pelo caminho estreito onde necessita ‘fé’.

Explicando melhor. Se o caminho escolhido for o da ‘fé’, isso não significa que optou por um caminho escuro e incerto, mas pelo contrário, estará assim num caminho seguro, mas não sabe o que vai encontrar pela frente no trajeto, embora saiba, com absoluta certeza, que no final estará o reino de DEUS. Na caminhada pela ‘fé’ vai encontrar perseguições, restrições, mas também esperança e alegrias, e na chegada ao destino, vida eterna com felicidade. Nesse caminho vai encontrar irmãos que quer bem, que ama. Vai ver que esses irmãos estão tendo dificuldades para avançar, que ela, em certas ocasiões, está melhor preparada que aquele irmão. Pode ser que na caminhada alguém sinta falta de alimento, outro esteja desanimado, outro esteja sendo tentado, outro fique doente, outro esteja privado de bens básicos para o seu sustento, e assim por diante. Nessa caminhada da ‘fé’, essa pessoa, que pode ser eu ou você, nesses momentos precisa tomar uma decisão: ou deixa aquele irmão em dificuldade para trás, e assim ele corre o risco de se perder, ou a socorre. Para socorre-la, precisa de muito mais fé que a necessária ao escolher, lá na encruzilhada, caminhar pela trilha estreita. Ela precisa enfrentar a decisão de abrir mão de algo que lhe pode faltar depois. Pode ser alimento, dinheiro, bens materiais, tempo... Essas coisas, se ela der algo do que tem, podem fazer falta mais adiante, em sua caminhada. A tentação é segurar e prover para ter depois. Nesse caso, não houve ‘fé’. Ou então, a pessoa, a ‘verdadeira cristã’, vendo a situação de um irmão que está por ficar para trás, pára ali, avalia a situação, e provê tudo o que for necessário para não perder de perto aquele amado e querido irmão.

Assim agiam aqueles cristãos do tempo apostólico, que a lição chama de ‘cristianismo apostólico’. Eles tinham tudo em comum porque tinham uma forte noção de que estavam num caminho rumo ao Céu, e teriam nessa caminhada muitas dificuldades. Ora um estaria com dificuldade, ora outro, e sempre haveria alguém para ajudar como para ser ajudado. Acima dessa possibilidade, sabiam, pela ‘fé’, que o poder de DEUS estaria a todo momento ao seu alcance. Quando faltassem recursos para todos, se não houvesse como resolver algum problema, sabiam da garantia de que um suprimento extra lhes seria enviado do Céu, mas enquanto esse não fosse o caso, iam em frente com o que dispunham. Ou iam em frente com seus recursos com ‘fé’, ou iam em frente só pela fé, quando os recursos terminavam. Assim é em nossos dias, e no final, após o decreto para a santificação do domingo, todos os verdadeiros adoradores avançarão pelo poder da fé, não valendo mais nada os recursos hoje ainda disponíveis. Na reta final, no último esforço antes da linha de chegada, na corrida pela vitória da vida eterna, em que não há disputa mas há terrível oposição, só a fé garantirá à pessoa manter-se em pé, correndo e socorrendo os que necessitam. Assim que chegarem, ouvirão uma explosão de alegria pelo Universo, é a felicidade pelos vitoriosos, e o mais exaltado será aqu’Ele que deu a Sua própria vida pelos resgatados, o grande guerreiro, o poderoso Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Cordeiro de DEUS, nosso Salvador. Pelo Seu poder, teremos conseguido chegar à linha final, e veremos o Seu rosto, falaremos com Ele, e ao nosso lado estarão aqueles que, no trajeto, tivemos a oportunidade de ajudar. Eles também, noutros momentos, nos terão ajudado. E todos os que ora ajudam, ora são ajudados, são supridos de força por parte de JESUS. Assim todos serão vencedores – amém!

 

 

7.   Aplicação do estudo – sexta

 

 

A felicidade vem do servir. Quem só busca para si, cava sempre, e só encontra bens materiais e amigos das riquezas. Esses amigos são parceiros enquanto tiver dinheiro, são amigos temporários das riquezas, como aqueles que estiveram com o filho pródigo enquanto estava bem. Mas os verdadeiros amigos são conquistados e cultivados pelo amor embutido no servir ao próximo. Quem só tem amigos das riquezas, vive no vazio da pobreza de espírito, e, pode até sentir-se, por um tempo, ou durante todo o tempo de sua vida, como que recompensado pelo que possui. Mas, ou nesta vida, ou após a ressurreição dos ímpios, vai sentir o erro de suas escolhas.

A lição dessa semana trata do “serviço abnegado”. Essa é a cultura do Céu. Lá, no reino perfeito de DEUS, todos são servos. Quanto maior alguém de lá queira ser, mais deve qualificar-se para servir. DEUS é infinito em capacidade para servir, uma das razões para Ele ser DEUS. Aliás, o amor não usa de outra estratégia de ação senão a de servir. É nesse procedimento que se encontra a felicidade de todos, tanto de quem serve, quanto de quem por esse ato é beneficiado. A exploração, a dominação, tão comum aqui entre os terrestres, não gera a felicidade, mas, pela opressão, gera o descontentamento, a infidelidade, e o desentendimento. Ninguém nesse contexto é verdadeiramente feliz.

Enquanto o dominar requer arrogância, o servir requer humildade. Não se trata da humildade também conhecida por deficiência de capacidade, mas da humildade de cérebros poderosos, gente muito bem preparada na vida, extremamente capacitada, mas que com o muito que possuem, pouco se apegam a isso, e com tudo o que tem, estão permanentemente a disposição de seu próximo. Assim é DEUS, assim foi JESUS aqui na Terra, e assim Ele é no Céu. Essa é a cultura de vida no Reino de DEUS. Devemos nós também andar como Ele andou, e estaremos disseminando a verdadeira paz, a paz que o mundo não conhece, porque não conhece o DEUS de amor.

Uma vida feliz, com mais saúde e prazer de viver, é muito simples de obter. Para quem precisa começar, aqui vai uma dica bem prática. Inicie visitando as pessoas, não para falar banalidades, mas para reforçar a fé em assuntos bonitos sobre o amor de DEUS, sobre o perdão, sobre o céu, etc. Podem ser pessoas da própria igreja. Ao praticar isso, o amor pelo próximo brotará tão forte que vai encontrar outras formas de multiplicar a felicidade.

DEUS esteja com todos, JESUS voltará em breve, então saberemos o que é a vida de verdade.

 

escrito entre: 06/05/2003 a 16/05/2003

revisado em 05/06/2003