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Lição 8

17 a 24 de maio


Lealdade

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: II Crôn. 24 e 25

VERSO PARA MEMORIZAR: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento" (Mat. 22:37 e 38, NVI).

"EU HAVIA VIAJADO doze mil quilômetros ao redor do continente americano e voltava para a Times Square, bem na hora do maior congestionamento, e via com meus olhos acostumados à tranqüilidade das estradas a loucura absoluta... de Nova Iorque, com seus milhões e milhões eternamente competindo entre si atrás de dólares, o sonho louco – agarrando, tomando, dando, suspirando, morrendo, só para conseguir ser enterrados naquelas terríveis cidades-cemitério de Long Island." – Jack Kerouac, On the Road [Na Estrada], págs. 89 e 90.

Mas a vida não precisa ser tão vazia. Deus nos oferece um fim muito melhor do que Kerouac descreveu aqui, e que pode deixar esta existência cheia de significado e propósito.

Mas o Senhor não nos força a termos esse fim. Temos que escolher, e essa escolha se manifesta cada dia de nossa vida pelas pequenas coisas que fazemos, coisas que revelam onde realmente está nossa lealdade.

É isso que vamos estudar nesta semana: lealdades. Somos leais ao nosso Deus ou a outra coisa qualquer? Esta é uma pergunta crucial, pois quaisquer que sejam nossas outras lealdades, qualquer que seja a forma como se manifestem, uma coisa é certa: no fim, elas só podem levar a uma daquelas terríveis "cidades-cemitério", onde quer que estejam.


Domingo

Ano Bíblico: II Crôn. 26–28

O princípio da lealdade

"Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Mim" (Êxo. 20:2 e 3).

Note, o primeiro mandamento da lei não é o mandamento do sábado, não é o mandamento contra o adultério, assassinato ou cobiça. Deus lhes ordena a não ter outros deuses diante dEle.

O que Ele está dizendo aqui? Ele está dizendo: "Bem, existem outros deuses lá fora, mas quero que vocês Me dêem submissão completa"? Alguns estudiosos tentaram argumentar que, de certo modo, era isto que o Senhor estava lhes dizendo mas só porque os israelitas estavam tão afundados em idolatria e falsos pensamentos (veja, por exemplo, Êxo. 32:4) que Ele precisava colocar as coisas de maneira que eles entendessem.

Por outro lado, o verdadeiro assunto do texto não é que outros deuses existam (como deidades sobrenaturais), mas que Israel não devia ter nada entre eles e o Senhor. Só Ele devia vir primeiro.

Não é diferente hoje, é? Enquanto qualquer outro "deus" reivindicar o primeiro afeto de nosso coração, enquanto nos empenharmos para dividir nossa submissão entre o Deus do Céu e os deuses da Terra, enquanto qualquer ídolo apreciado, vício especial ou pecado acariciado tiver permissão para compartilhar o trono de nosso coração com o único Deus verdadeiro, haverá outro "deus" diante do Senhor. E se estivermos violando esse mandamento, não há dúvida de que a violação a outros mandamentos, em certa medida, seguirá.

1. Por que a obediência ao primeiro mandamento é tão importante? Por que não podemos ter outro "deus" diante do Senhor?

Leia cuidadosamente Mateus 6:24, onde Jesus reforça a mensagem do primeiro mandamento. Embora o teor seja diferente, Jesus mostra claramente por que a obediência ao primeiro mandamento é tão importante. Ele não deixa meio-termo. Não existe muito espaço (de fato, nenhum) para comprometimento, para algum tipo de meia submissão. Jesus toma a posição de que nossa lealdade ao Senhor será tudo ou nada. É muito sério.

Por que é impossível servir a dois senhores? Que exemplos na Bíblia ou de sua experiência pessoal você daria para confirmar a verdade deste importante princípio? Você já tentou dividir sua lealdade entre o Senhor e alguma outra coisa? O que aconteceu?


Segunda

Ano Bíblico: II Crôn. 29–31

Submissão sincera

"Um deles, perito na lei, O pôs à prova com esta pergunta: ‘Mestre, qual é o maior mandamento da lei?’ Respondeu Jesus: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento’" (Mat. 22:35-38, NVI).

Foi pedido a Jesus que recitasse "o maior mandamento da lei", e Ele respondeu dando um mandamento que nem mesmo consta do Decálogo. Leia Êxodo 20 e Deuteronômio 5; as palavras de Jesus em Mateus 22 não fazem parte dos Dez Mandamentos. Mas Ele chama essas palavras especificamente de "o primeiro e maior mandamento".

2. A fim de entender melhor o que Jesus estava dizendo, precisamos estudar em seu contexto as palavras que Ele citou ao doutor da Lei. Elas se encontram em Deuteronômio 6:5. Leia os primeiros dez versos de Deuteronômio 6. O que o Senhor está dizendo a Israel, e por que Jesus citou isso como o "primeiro e maior mandamento"? Como este verso confirma a idéia encontrada no primeiro mandamento do Decálogo?

Devemos amar ao Senhor de todo o coração, toda a alma e de todo o entendimento. Não sobra muito.

Mas este é o ponto. Como diz o primeiro mandamento, como Jesus disse em Mateus 6, como está em Deuteronômio 6, e como Jesus repete em Mateus 22, o amor a Deus tem que dominar cada aspecto de nossa vida. Se não for assim, se existir algo que não Lhe rendermos, aquilo que retivermos se tornará um ídolo, outro deus; ou pior ainda, pode se tornar o meio pelo qual Satanás consegue nos controlar. Não podemos dar espaço ao inimigo, em qualquer lugar. É por isso que nossa lealdade ao Senhor tem que ser completa, não dividida e total. Quando amamos ao Senhor de todo o coração, alma e mente, é porque nos demos integralmente a Ele. Então Ele pode trabalhar em nós e nos tornar o povo que Ele deseja que sejamos.

Se o amor a Deus é o primeiro e grande mandamento, como você responderia a alguém que perguntasse: "Explique para mim o que é amar a Deus. Como você ama um Ser que nunca viu, sentiu, tocou, ou ouviu? O que significa amar este Ser?"


Terça

Ano Bíblico: II Crôn. 32 e 33

O dinheiro e Deus

Leia para hoje Mateus 19:16-22 e Lucas 12:15-23.

O escritor americano Mark Twain certa vez escreveu: "Alguns homens adoram posição, alguns adoram os heróis, alguns adoram o poder, alguns adoram a Deus... mas todos adoram o dinheiro."

Talvez estas palavras sejam um tanto exageradas, mas o ponto é bem claro, e nos ajuda a explicar por que Jesus disse aquilo nos dois textos mencionados acima.

3. Quais são as características semelhantes nos dois homens mencionados nestes textos? O que eles têm em comum?

Em certo sentido, os dois textos estão contando a mesma história. Realmente, o que o jovem rico fez não foi muito diferente do que "o homem rico" fez. Os dois estavam tão obcecados pelo dinheiro que perderam de vista o que realmente importa. Basicamente, eles amaram o dinheiro e a riqueza mais que a Deus, e assim provaram quem tinha sua lealdade. No fim, a essência dos dois relatos parece ser que os dois perderam a vida eterna. Venderam seu lugar na eternidade por alguns prazeres monetários aqui. Em resumo, os dois perderam a vida eterna.

Pense nisto: Ninguém jamais comprou a entrada para o reino do Céu; não existe dinheiro suficiente para levar uma pessoa para lá (além do mais, o preço já foi pago). Mas não é preciso muito dinheiro para manter uma pessoa fora do Céu. Milhões de reais, em contraste com a promessa da eternidade, não passam uma pilha de lixo, e muita gente vai se perder por muito menos do que milhões de reais.

É claro que o dinheiro tem o seu lugar; o problema é que ele pode muito facilmente sair do seu espaço e entrar em lugares que não lhe pertencem. "Cuidado!" Jesus disse, "fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens" (Lucas 12:15, NVI). Embora todos afirmemos crer nestas palavras, tentar viver de acordo com essa convicção nem sempre é tão fácil. O dinheiro tem uma atração poderosa sobre as pessoas e pode deixá-las cegas para o que precisam realmente ver.


Quarta

Ano Bíblico: II Crôn. 34–36

Outros deuses

"Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor" (Jer. 9:23 e 24).

Estes belos versos estão entre os mais profundos de toda a Inspiração. Note os três pontos que menciona: sabedoria, poder e riqueza, três coisas que em si mesmas não são más. Deus não está dizendo para não possuirmos essas coisas, não apreciá-las, não prosperar nessas coisas. Ele só está dizendo: Mantenha essas coisas em sua perspectiva; não deixe que elas escureçam sua vista para o que é realmente importante.

4. Quais são os aspectos em que Deus diz nestes versos que devemos nos gloriar? Por que estes?

Se as palavras de Jeremias tinham importância na Palestina antiga, quando Jeremias as pronunciou pela primeira vez, quanto mais hoje, quando a humanidade adora e se gloria nas suas realizações intelectuais e tecnológicas. Realmente, estas realizações são impressionantes, coisas que poderíamos nos gloriar.

Mas pense: dentre todas as coisas que podemos conhecer, qual é mais importante? É claro, que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e que, pela fé no que Ele fez por nós na Cruz, temos a promessa da vida eterna. Afinal, em contraste com isso, o que mais realmente importa? (Mat. 16:26).

Mas como conhecemos este que é o aspecto mais importante da sabedoria? É algo que podemos aprender apenas pela razão pura? Ou pela ciência ou tecnologia? Um estudo de matemática pode nos levar a ele? Podemos descobrir a Cruz – e a grande verdade da justificação pela fé no sangue de Cristo em nosso favor – a partir da natureza? Podemos, sozinhos, compreender a grande verdade da salvação pela fé em Cristo?

Claro que não. Ao contrário, esta verdade é algo que teve que ser contado para nós, passo a passo, pela revelação.

Por que, então, não faz sentido adorar ou fazer um deus daquilo que não pode nem sequer responder à mais importante de todas as perguntas humanas e da existência humana – Como ser salvos?


Quinta

Ano Bíblico: Esdras 1–3

"Amantes"

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder: Afaste-se desses também" (II Tim. 3:1-5, NVI).

Paulo aqui fala sobre os últimos dias como "tempos terríveis". Ao que parece, ele não está se referindo ao perigo no sentido físico, como uma arma nuclear que perdeu o rumo; mas a mensagem parece ser uma advertência sobre o perigo espiritual.

Sobre que Paulo está falando neste trecho? Quando você lê a lista de características, elas parecem terríveis; mas a quem ele está se referindo? A resposta pode ajudar a explicar o que ele quis dizer por "tempos terríveis". O que significa ter "aparência de piedade"?

Não existe nada de errado em gostar de sentir prazer. Deus não nos fez com desejos físicos e criou ao nosso redor os meios de satisfazer esses desejos, só para retê-los de nós, não é?

Claro que não. Ao contrário, o que está sendo dito aqui é o que foi enfatizado em toda a semana: o perigo de permitir que as coisas saiam do controle, mesmo coisas boas como riqueza, sabedoria, poder ou prazer, até assumirem um lugar que não deveriam em nossa vida. Não podemos servir a dois deuses: Jesus deixou isso claro, e tudo o que amamos acima de tudo mais se torna o nosso deus.

Quando as pessoas se tornam amantes de si mesmas às custas de tudo e de todos os outros, tornam-se seus próprios deuses (Gên. 3:5), e quando isso acontece, segue-se o mal.


Sexta

Ano Bíblico: Esdras 4–6

Estudo adicional

"Tudo que afaste de Deus o coração, tem de ser renunciado. Mamom é o ídolo de muitos. O amor do dinheiro, a ambição de fortuna, é a cadeia de ouro que os liga a Satanás. Fama e honras mundanas são idolatradas por outros. Uma vida de comodidade egoísta, isenta de responsabilidade, constitui o ídolo de outros. Mas estas cadeias escravizadoras têm de ser partidas. Não podemos pertencer metade ao Senhor e metade ao mundo. Não somos filhos de Deus a menos que o sejamos totalmente." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 44.

"‘Ninguém pode servir a dois senhores.’ Não podemos servir a Deus com coração dividido. A influência da religião bíblica não é uma influência entre outras: tem de ser suprema, penetrando em todas as outras e dominando-as. Não deverá ser uma pincelada dando aqui e ali cor a uma tela, mas encher a vida toda, como se a mesma tela fosse imergida na tinta até que cada fio houvesse tomado profundo e firme colorido." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 312.

"Talvez não haja relicários visíveis por fora, e nenhuma imagem sobre a qual incida o olhar; contudo, podemos estar praticando a idolatria. É tão fácil fazer um ídolo de idéias ou objetos acariciados como formar deuses de madeira ou de pedra. Milhares têm um falso conceito de Deus e Seus atributos. Eles estão servindo tão verdadeiramente a um falso deus como o faziam os servos de Baal. Estamos adorando o Deus verdadeiro segundo é revelado em Sua Palavra, em Cristo e na Natureza, ou adoramos algum ídolo filosófico entronizado em Seu lugar? Deus é um Deus de verdade. Justiça e misericórdia são os atributos de Seu trono. Ele é um Deus de amor, de piedade e de terna compaixão. Assim é Ele representado em Seu Filho, nosso Salvador. Ele é um Deus de paciência e longanimidade. Se este é o ser a quem adoramos e cujo caráter procuramos assimilar, estamos adorando o Deus verdadeiro." – Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 173 e 174.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. No contexto da lição desta semana, como o que Jesus disse em Mateus 6:33 resolve os problemas apresentados?

2. Se coisas como riqueza, sabedoria e poder não são erradas em si mesmas, e uma pessoa pode possuir essas coisas e ainda servir fielmente ao Senhor, como uma pessoa pode dizer quando essas coisas saíram do controle? Quais são os sinais de advertência que devem dizer a uma pessoa que está com problema?


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: Mateus 22:38

Objetivos:

1. Mostrar que Deus exige lealdade total.

2. Ajudar a classe a entender que qualquer coisa que valorizemos acima de nosso Pai celestial se torna nosso deus.

3. Revelar que o dinheiro não é a única coisa que podemos colocar acima de Deus.

Esboço:

I. Lealdade (Êxo 20:3)

A. Jesus disse que devemos amar a Deus com "todo" o coração, vontade e mente. Nada menos será suficiente.

B. Submissão dividida significa ter outros "deuses" em lugar do Deus verdadeiro.

II. Os outros deuses (Lucas 12:15-23)

A. O jovem rico e o fazendeiro rico faziam do dinheiro o seu deus.

B. Toda a riqueza combinada deste mundo não pode comprar a salvação.

C. O entendimento e o conhecimento de Deus O glorifica.

III. Os objetos de nosso amor (Rom. 6:16)

A. Existe alguém ou alguma coisa que você ama mais do que a Deus?

B. Nos últimos dias, o amor-próprio e o amor ao prazer vão ser comuns.

C. Deus nos dá riqueza, sabedoria e poder para que O glorifiquemos, e não a nós mesmos.

Resumo:

"Somente quando o egoísmo estiver morto, banida a contenda pela supremacia, o coração repleto de gratidão e o amor houver tornado fragrante a vida – somente então, Cristo nos está habitando na alma e somos reconhecidos como coobreiros de Deus." – Ellen G. White, Parábolas de Jesus, pág. 402

Lealdade

A história do jovem rico é uma das mais tristes da Bíblia. Esse jovem parece ter ido a Cristo com toda a sinceridade, desejoso de aprender como poderia obter a vida eterna. As palavras dele deixam claro que ele tentava viver uma vida respeitável, de obediência à lei. Mas ao final da história, vemos que faltava a ele uma qualidade que o salvaria – o amor genuíno a Cristo. Em vez disso, ele amava tanto a si mesmo que não havia lugar para amar aos outros. Tornou-se seu próprio ídolo, desqualificando-se para a vida eterna. Esta história mostra que ninguém pode amar a dois senhores.

Como estudamos na lição 7, Cristo declarou que a lei de Deus está formulada sobre dois preceitos básicos, mas importantíssimos: amor a Deus e amor à humanidade (Mat. 22:37-40). Estes preceitos não podem ser separados um do outro. Mas é claro que o amor a Deus tem primazia. Ellen G. White escreveu: "A lei de Deus exige que o homem dedique a Deus amor supremo, e ao seu próximo como a si mesmo. Quando, pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo, isso ocorrer plenamente, estaremos completos em Cristo (Carta 11, 1892)." – Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.097. De fato, o amor de Deus torna possível amarmos aos outros.

O amor a Deus deve ser central em nossa vida. Não há lugar para lealdade dividida no coração do cristão. Como Tiago 1:8 assinala, qualquer tentativa de lealdade dividida provoca instabilidade. É impossível dividir igualmente a lealdade entre duas entidades. Inevitavelmente, a submissão começa a se inclinar em uma direção. Isto é verdade especialmente na religião, que, por natureza, reclama todo o ser todo o tempo. "Não existe posição neutra. Aquele que não está completamente ao lado de Deus, para todos os efeitos e propósitos práticos, está do lado do diabo."Ibidem, pág. 351. Quando o amor genuíno a Deus está presente no coração, penetra todo o ser e influencia o modo como nos relacionamos com os outros.

Tentativas equivocadas para dividir lealdades têm conseqüências eternas. "Ser um apóstata, um traidor da causa de Deus é mais sério do que a morte; pois significa a perda da vida eterna. ...

"Homens e mulheres de mente dobre são os melhores aliados de Satanás. ... Todos os que são leais a Deus e à verdade devem permanecer firmes ao direito porque é direito."Comentários de Ellen G. White, SDA, Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.086. Os que professam ser cristãos enquanto acariciam secretamente os ídolos prejudicam demais a causa de Deus. São mentiras vivas, e essas mentiras afetam negativamente seu testemunho. A verdade sobre sua lealdade um dia virá à luz e esmagará os que olharam para eles como exemplos. Embora não creiamos em firmar a fé no bom exemplo de outras pessoas, devemos admitir que aqueles a quem olhamos podem influenciar nossa compreensão do cristianismo. Quando líderes ou outros que são bem respeitados na igreja têm seus ídolos expostos, a igreja é envergonhada juntamente com eles. O SDA Bible Commentary explica o impacto das lealdades divididas: "Com o passar dos anos o comportamento do membros nominais da igreja, isto é, que professam lealdade ao estilo de vida de Deus mas não revelam evidência visível de um desenvolvimento à semelhança de Cristo, têm sido maior empecilho ao progresso do evangelho do que outro fator qualquer." – Vol. 7, pág. 342.

Comentando professos cristãos que não se renderam completamente a Cristo, Ellen G. White declara: "Quase cristãos mas não plenamente, parecem estar perto do reino do Céu, mas não podem ali entrar. Quase, mas não completamente salvos, significa estar não quase, porém completamente perdidos."Parábolas de Jesus, pág. 118.

O remédio para lealdades divididas é a completa submissão a Cristo. Fazer isso significa aceitar o amor de Deus e transmitir esse amor aos outros. Os cristãos devem se familiarizar com o caráter de Deus por meio de um relacionamento íntimo e diário com Ele. Devem morrer "para o próprio eu, para que Cristo viva neles... e vencer a ambição profana e seu amor às atrações do mundo. Devem tomar a cruz e seguir a Cristo no caminho da abnegação e sacrifício."Ibidem, pág. 118, adaptado. "Se os homens desperdiçam as oportunidades na satisfação própria, afastam-se da vida eterna.. ... Por sua própria escolha cavam entre eles e Deus um abismo intransponível."Ibidem, pág. 260. Uma vida de abnegação e sacrifício se traduz em serviço aos outros.

"Existem hoje bem ao nosso lado muitos que estão com fome, desnudos e sem teto. A negligência em dar de nossos meios a esses necessitados e sofredores coloca sobre nós um fardo de culpa que naquele dia teremos medo de enfrentar."Ibidem, pág. 261.

Quando o amor a Deus é supremo em nosso coração, não vamos nem pensar em glorificar o eu. "O evangelho do reino se destina a afastar os pensamentos dos homens do eu e dirigi-los para cima em direção a Deus e para fora em direção a seus semelhantes." – SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 797.

Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Deuteronômio 6:1-12; Jeremias 9:23 e 24; Mateus 19:16-22; Lucas 12:15-21; II Timóteo 3:1-5

1. Uma das leis imutáveis do Universo é que nos tornamos semelhantes ao que adoramos e admiramos (veja II Cor. 3:18). Você conhece alguns exemplos no mundo secular que demonstram este fato? E exemplos da Bíblia? Exemplos de sua própria vida?

2. A lição de hoje conta duas histórias da vida de Jesus, a primeira uma parábola (Lucas 12:15-23). Será que a segurança econômica é uma das poucas formas "aceitáveis" de idolatria do século 21? A "pobreza obrigatória" é o motivo por que essas histórias estão na Bíblia? O que devemos aprender dessas histórias?

3. A palavra traduzida por "misericórdia" em Jeremias 9:24 é a equivalente hebraica da palavra grega agapê, que significa amor incondicional. Como podemos praticar, para não dizer entender um amor que está além da capacidade humana de compreender? Que características existem ao mesmo tempo no amor e no perdão?

4. Existem muitas coisas sobre as quais o povo de Deus precisa estar alerta nestes dias. Não são apenas as doutrinas falsas e heresias que nos tiram do caminho estreito; é a nossa própria incapacidade de controlar os desejos pecaminosos. Paulo adverte contra estarmos satisfeitos com uma "forma de piedade" (II Tim. 3:5).O que ele oferece como antídoto para não sermos arrastados pelos desejos carnais? (Veja II Timóteo 3:16 e 17). O que a Bíblia oferece para manter claro o nosso enfoque e firme a nossa decisão?

5. Nestes dias de tantas atrações, Paulo aconselhou os crentes de Filipos a adotarem a atitude de Cristo, descrita em Filipenses 2:5-11. De acordo com este modelo, onde devemos concentrar nossas energias enquanto esperamos a volta de Jesus?

Testemunhando

Todos são leais a alguém ou a alguma coisa. Mostramos nossa devoção aos feriados em rituais e celebrações anuais. Freqüentamos fielmente a mesma igreja semana após semana por muitos anos. Dedicamo-nos ao emprego, aos amigos e até aos passatempos. Muitos se apegam a vida toda, sem qualquer momento de reflexão, a tradições recebidas das gerações anteriores. Alguns até estariam dispostos a morrer por uma causa, sem considerar o valor da própria vida ou a vida de outros. Bandeiras, cartazes, adesivos de pára-choque e canções falam das coisas às quais rendemos afeição e devoção. Mas onde está nossa lealdade a Deus?

Como testemunhas de Deus, enfrentamos cada dia o desafio de fazer o que Ele quer que façamos em cada situação. Só podemos fazer isso se estivermos em comunhão com Cristo. Deus nos aconselha: "Permaneçam em Mim, e Eu permanecerei em vocês" (João 15:4, NVI). Permanecer significa continuar ou ficar. Devemos permanecer no Senhor. Dedicados à oração, dedicados ao estudo da Bíblia, dedicados ao serviço, dedicados a contar aos outros as boas-novas de salvação.

Ao permanecer no Senhor cada dia, nossa lealdade começará a mudar. Estaremos mais dedicados às coisas espirituais do que às terrenas. Passaremos mais tempo com o Salvador. Oraremos "sem cessar" (I Tess. 5:17). E compartilharemos o evangelho com os outros. Eles verão isso nos adesivos dos nossos pára-choques e colado às nossas portas. Ouvirão em nossos cânticos e verão em nossos atos.

Aplicações à vida diária

Ponto de partida:

Um dos componentes-chave do amor é a lealdade. Imagine uma situação onde uma pessoa professa amar a outra mas dá nenhuma ou pouca demonstração de lealdade à pessoa. Então, seria difícil dizer que essa pessoa ama realmente a outra, não seria?

Perguntas para consideração:

1. O amor amadurecido exige um quociente de inteligência específico, certo nível de energia física ou determinado saldo bancário? Que luz Jeremias 9:23 e 24; Mateus 8:20; e I Timóteo 5:8 lançam sobre a relação de amor e lealdade?

2. Os filhos dos adventistas do sétimo dia geralmente ouvem a história de Ananias e Safira como lição sobre a honestidade (veja Atos 5:1-9). A história também ilustra a infidelidade. Qual foi o meio pelo qual Satanás obteve o controle sobre esse casal? Quem se tornou o deus deles? Esse ídolo os levou a cometer pelo menos três pecados. Quais são eles?

3. Que atributos inspiram sua lealdade? Que características do marido de Safira, conforme estão reveladas na história, deveriam ter desencorajado Safira a colocar nele sua lealdade? Que atributos revelados na história deviam ter desencorajado Ananias de submeter-se a ela? Examine Atos 1–4 para encontrar as razões por que o casal deveria ter colocado sua submissão em Deus?

4. Conte pelo menos duas experiências pessoais que o levaram a dar submissão a Deus. Que coisas – concretas ou abstratas – ameaçam afastar seus afetos de Deus e do serviço a Ele?

5. Tempo e dinheiro são medidas de lealdade? Nesse caso, por que Deus pede tão pouco – a décima parte de nossa renda e, de maneira específica e sem igual, um sétimo de nosso tempo? Por que Ele dá tanto – Seu Filho, proteção, dons espirituais, talentos, etc. e, em contraste, pede tão pouco de volta? Ou talvez Ele peça tudo o que temos para dar? Quem é a pessoa mais leal que você conhece? Que características tornam essa pessoa tão leal?

6. A lealdade é um dom, uma dívida, ou as duas coisas? Ou, talvez, nenhuma delas? Explique sua resposta.