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Lição 5

26 de abril a 3 de maio


Perdão e culpa

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: II Reis 15–17

VERSO PARA MEMORIZAR: "‘Ninguém, Senhor’, disse ela. Declarou Jesus: ‘Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado’" (João 8:11, NVI).

NA PEÇA MACBETH, DE SHAKESPEARE, Lady Macbeth – envolvida em assassinato – vagava à noite pelo castelo, falando baixinho e movendo as mãos como se as estivesse lavando. "Ela costuma agir como se estivesse lavando as mãos", diz um morador do castelo. "Já a vi fazendo isso por um quarto de hora." Na mesma cena, a mulher exclama transtornada: "Aqui ainda há cheiro de sangue: todos os perfumes da Arábia não podem perfumar esta pequena mão. Oh, oh, oh!"

Mesmo uma pessoa tão endurecida e má como Lady Macbeth sofria por causa da culpa.

Naturalmente, ela não está só. Não somos todos culpados? Não pecamos todos? Não fizemos todos coisas de que nos envergonhamos? A lição desta semana vai nos ajudar a encontrar a resposta a este problema humano.


Domingo

Ano Bíblico: II Reis 18 e 19

O fator culpa

"Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado" (Rom. 3:9).

Em 29 de maio de 1919, Arthur Stanley Eddington apontou um telescópio em direção a um eclipse e provou que a gravidade curvava a luz, como Einstein havia predito. Infelizmente, nada foi apontado nos céus, na Terra, ou em qualquer direção que provasse, com a mesma objetividade "provável", que Cristo é o Filho de Deus que, na Cruz, derramou Seu sangue como expiação pelo pecado. As pessoas precisam de fé para crer que "a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (I Cor. 15:52), não da mesma forma como se afirma que "para cada ação existe uma reação correspondente e em sentido oposto" ou que a gravidade curva a luz.

Em outras palavras, nossa religião exige fé, convicção em algo que não pode ser "provado" no mesmo sentido que alguém pode provar simples equações matemáticas.

Mas se existe um aspecto de nossa religião que não exige um carregamento completo de "fé" é a natureza pecaminosa da humanidade. É tão óbvia quanto o jornal matutino, ou talvez até as cobiças de nosso coração.

1. Leia Romanos 3:9-18. Escreva em suas próprias palavras a essência do que Paulo está dizendo.

Em certo sentido, alguém pode questionar se as palavras de Paulo são muito fortes. Ninguém faz o bem? Ninguém busca a Deus? Não há um pouco de exagero? Afinal, não existem algumas pessoas que fazem coisas boas, que estão buscando sinceramente conhecer o Senhor e conhecer a verdade?

Por outro lado, talvez Paulo esteja simplesmente retratando o estado geral da humanidade, se não fosse pela presença de Deus na Terra. Os que praticam o bem fazem isso apenas por causa da ação de Deus em seu coração; os que O buscam fazem isso só porque o Espírito os está impulsionando. Mas entregues a nós mesmos, sem a intervenção divina, somos todos como aqueles que Paulo retratou aqui em Romanos.


Segunda

Ano Bíblico: II Reis 20 e 21

Viagem de culpa

Ontem a lição disse que todo ser humano é basicamente pecaminoso e mau. Isto é bíblico. É de se admirar, então, que o ser humano sofra de culpa? Ou que o mundo inteiro esteja, em certa medida, em uma viagem de culpa? Paulo continua em Romanos: "Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus" (Rom. 3:19).

Naturalmente, a culpa é um fato da vida. No mínimo, a culpa revela nossa humanidade caída. Afinal, quando olhamos para a História e vemos alguns dos piores crimes cometidos por pessoas que não mostram remorso, tristeza nem culpa por suas ações, freqüentemente os chamamos de "monstros" ou algum epíteto, dando a idéia de que são destituídos de humanidade. A culpa é parte de quem somos, especialmente se somos criaturas que, por natureza, praticam a injustiça.

Olhe para você mesmo, na última semana. O que você praticou de que se sente culpado? Faça uma nota mental (ou escreva, se quiser) do que esses atos, pensamentos ou palavras têm em comum? Em outras palavras, procure um denominador comum (como: "Isso violou a lei de Deus", "Eu teria ficado envergonhado se alguém descobrisse" ou "Poderia ter machucado alguém que amo"). O que você pode aprender desse exercício?

Não há dúvida de que a culpa é parte de nossa existência. Para os cristãos, a possibilidade de culpa aumenta ainda mais até por causa dos elevados padrões que temos. Afinal, se estiver se comparando com os outros, você pode não parecer tão mau, porque a maior parte de nós pode achar que as pessoas fazem "pior" do que nós. Por outro lado, como cristãos, como seguidores de Jesus, nós temos só um Exemplo.

2. Leia Filipenses 2:5 e I João 2:6. O que esses versos dizem que devemos fazer?

A Bíblia nos dá um padrão muito elevado a seguir: amar nossos inimigos, não alimentar a impureza em nosso coração, dar livremente de nós mesmos, tomar nossa cruz diariamente, ajudar os outros, manter os pensamentos em cativeiro a Cristo. Sabemos que devemos fazer essas coisas; sabemos que temos a promessa do poder para fazer assim – mas às vezes não fazemos assim. Não é de admirar que nos sintamos culpados.


Terça

Ano Bíblico: II Reis 22 e 23

O fator cruz

"A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação" (II Cor. 5:19).

Pense no texto para hoje. Quem Deus reconciliou consigo mesmo? Não a Ásia, a Europa, não apenas as Ilhas Salomão – mas o mundo. Em outras palavras, todos os que em Romanos Paulo descreveu nos termos mais severos, ele agora diz que podem ser reconciliados com Deus.

3. Qual é a expressão-chave no texto que expressa a base dessa reconciliação? O que esse texto diz, o que significa e como produz essa reconciliação?

Nós nos sentimos culpados por causa do pecado, por causa de nossas transgressões. Mas, de acordo com este texto, Deus, por intermédio de Cristo, não lança mais esses pecados e transgressões contra nós. Em outras palavras, não importa quão universal seja a culpa, o perdão de Deus é igualmente universal. Todos somos pecadores, todos somos culpados, mas por meio de Cristo e de Seu sacrifício na cruz, todos temos a oferta de perdão.

Precisamos nos lembrar de que Cristo morreu por nós, não apesar de nossos pecados, mas por causa dos nossos pecados. Porque "não há quem faça o bem, não há nem um sequer" (Rom. 3:12), Cristo morreu por nós. Porque "a garganta deles é sepulcro aberto" (v. 13), Cristo morreu por nós. Porque "nos seus caminhos, há destruição e miséria" (v. 16), Cristo morreu por nós. Porque "são os seus pés velozes para derramar sangue" (v. 15), Cristo morreu por nós.

Não apesar dessas coisas mas por causa delas Jesus Se tornou Aquele que leva nosso pecado, tomando sobre Si mesmo a vergonha, a penalidade e a culpa de nossos pecados.

Veja a seguinte declaração de Ellen G. White: "Em tentando Satanás denegrir os filhos de Deus e arruiná-los, Cristo Se interpõe. Embora tivessem pecado, Cristo tomou sobre a Sua própria alma a culpa de seus pecados. Arrebatou a humanidade como um tição do fogo. Pela natureza humana, está ligado ao homem, enquanto, pela divina, é um com o infinito Deus. É posto auxílio ao alcance das almas moribundas. O adversário é repreendido." – Parábolas de Jesus, pág. 169. Como a verdade de que Cristo levou nossa culpa nos ajuda a enfrentar a culpa em nossa própria vida? Como essa verdade deveria nos ajudar?


Quarta

Ano Bíblico: II Reis 24 e 25

O fator amor

"Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados" (I João 4:10).

Algumas pessoas, sobrecarregadas de culpa, são como caldeiras prestes a explodir. Reprimindo a culpa por anos, elas a transformaram em ira e rebelião. De acordo com os psicólogos, nossos pais, exigindo demais, criticando demais, afirmando e elogiando muito pouco, podem produzir culpa prejudicial em nós. Esse processo se torna ainda mais agudo no contexto da religião.

A história de Caim ilustra este ponto. Note que Caim (1) ficou zangado e cometeu o assassinato de seu irmão, (2) como resultado, sentiu culpa e (3) tentou livrar-se da culpa rebelando-se contra a autoridade de Deus que o condenou (veja Gên. 4:16). Com que freqüência os princípios por trás deste argumento se repetem, de uma forma ou outra, ao longo da História!

É evidente que, como cristãos, somos chamados a um padrão elevado, o mais elevado possível (Mat. 5:48). Mas antes de procurar alcançar esse padrão, devemos estar certos de que entendemos que o fundamento de nossa salvação não é quão próximos estamos desse padrão (porque nunca poderemos chegar perto o suficiente para conquistar a salvação) mas só em Jesus. Ele não só alcançou esse padrão para nós; Ele nos oferece a Sua vitória em lugar de nossos fracassos. Sem compreenderem esse fundamento, muitos, movidos pela ira e culpa por causa de seus fracassos, deixaram a igreja na tentativa de achar alguma paz mental.

Padrões elevados são essenciais, visto que o evangelho é seu centro. Mas sem o equilíbrio do amor a Cristo como base de padrões elevados, os membros da igreja podem encontrar frustração que leva à rebelião.

4. Leia I João 4:7-10. Que princípio em ação aqui pode nos ajudar a lidar com pessoas que, talvez corretamente, estão sofrendo de culpa? O que Deus demonstrou para conosco e que precisamos demonstrar a outros? Podemos amar verdadeiramente mas não perdoar?


Quinta

Ano Bíblico: I Crôn. 1–3

Paz com Deus

"Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rom. 5:1).

A menos que estejamos dispostos a render-nos completamente a Cristo, entregar-Lhe nossa vontade, nossos desejos, nossos temores e nossos pecados – vamos lutar uma batalha perdida contra a culpa. Nunca vamos poder perdoar a nós mesmos por nossos pecados e, debatendo-nos em nossa própria culpa e raiva, vamos ser menos dispostos a perdoar os outros.

É aqui que a Cruz se torna tão importante. Só quando entendermos que fomos perdoados, que nossa culpa já foi julgada antecipadamente, vamos poder começar a perdoar a nós mesmos e aos outros. Só quando olharmos para a Cruz e percebermos que Deus não apenas conhece antecipadamente nossos pecados mas abriu um caminho para perdoá-los, é que vamos ter verdadeiramente a paz que desejamos.

5. Leia Romanos 5:1. Que acontecimento nos traz paz com Deus? Usando o contexto da lição desta semana, escreva em suas próprias palavras o que Paulo está dizendo neste verso. Como a culpa e o perdão se enquadram na equação? Veja também Romanos 5:8; I João 1:7.

Que Deus perdoa nossos pecados, mesmo os piores pecados, é um mistério muito profundo para compreendermos. Não há dúvida, no entanto, de que se Ele perdoa nossos pecados, por ter assumido a culpa por eles na Cruz, nós também podemos perdoar a nós mesmos e viver sem o fardo esmagador da culpa.


Sexta

Ano Bíblico: I Crôn. 4–6

Estudo adicional:

"Houve um concílio no Céu, tendo como resultado a submissão do querido Filho de Deus a fim de redimir o homem da maldição e desgraça da falha de Adão, e derrotar a Satanás. Oh! condescendência maravilhosa! A Majestade do Céu, por causa do Seu amor e piedade pelo homem caído, propôs tornar-Se seu substituto e fiança. Ele carregaria a culpa do homem. Tomaria sobre Si mesmo a condenação do Pai, a qual de outra maneira cairia sobre o homem por causa de sua desobediência." – Ellen G. White, No Deserto da Tentação, pág. 20.

"Como um conosco, cumpria-Lhe suportar o fardo de nossa culpa e aflição. O Inocente devia sentir a vergonha do pecado. O Amigo da paz tinha que habitar entre a luta, a verdade com a mentira, a pureza com a vileza. Todo pecado, toda discórdia, toda contaminadora concupiscência trazida pela transgressão, Lhe era uma tortura para o espírito." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 111.

"Deus espera conceder as bênçãos da absolvição, do perdão da iniqüidade, dos dons da justiça, a todos os que crêem em Seu amor e aceitam a salvação que Ele oferece. Cristo está pronto a dizer ao pecador que se arrepende: ‘Veja, Eu tirei de você o seu pecado e coloquei vestes nobres sobre você’. Zac. 3:4, NVI. O sangue de Jesus Cristo é o eloqüente apelo que fala em favor dos pecadores. Esse sangue ‘purifica de todo o pecado’. I João 1:7." – Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, pág. 517.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. Se alguém dissesse: "A cruz me faz sentir até mais culpado, porque entendo o amor de Deus por mim, e ainda continuo a pecar, apesar desse amor", o que você diria?

2. O que significa que Jesus sofreu a culpa dos nossos pecados? Isso é justo? E deveria ser justo?

3. Nenhum homem culpado "é absolvido no tribunal de sua própria consciência", escreveu o poeta romano Juvenal. Como a cruz ajuda a anular essa declaração?

4. É correto um cristão não se sentir mais culpado por suas más ações, depois que essas ações foram perdoadas? Explique sua resposta.


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: João 8:11

Objetivos:

1. Explorar as causas e efeitos da culpa.

2. Focalizar a morte de Jesus na cruz como o remédio para a culpa.

3. Entender como o perdão concedido a nós mesmos nos ajuda a perdoar os outros.

Esboço:

I. Culpa (Filip. 4:19).

A. A experiência ensina que a culpa é real.

B. Na maioria das pessoas, a prática do mal desperta a culpa.

C. A compreensão de nossa natureza pecaminosa leva à culpa.

D. A vida longe do padrão de Deus produz culpa.

II. Na Cruz (Filip. 4:13).

A. Jesus nos reconciliou com Deus quando morreu na cruz.

B. Deus não lança contra nós os pecados que confessamos.

C. O fato de sermos humanos não nos dispensa de alcançarmos os elevados padrões de Deus.

D. Jesus alcançou o padrão de perfeição do Pai e oferece Seu sucesso a cada um de nós.

III. Conservados em paz perfeita (Isa. 26:3).

A. A total submissão a Cristo traz paz.

B. Como Deus perdoa nossos pecados é um mistério que não pode ser compreendido.

C. Quando aceitamos o perdão de Deus a culpa se dissipa.

Resumo

Graças a Deus por Jesus! Por causa dEle, não há necessidade de sermos carregados com a culpa do pecado. Tudo o que temos de fazer é arrepender-nos, pedir com fé e receber o perdão de Deus, que está sempre fluindo de um coração de amor infinito. O resultado é paz perfeita, que ultrapassa toda a compreensão.

Perdão e culpa

A Bíblia afirma sem dúvida que todos são pecadores (Rom. 3:9; 3:23; 5:12; I João 1:8). Então, todos têm motivos para sentir culpa. A culpa em si pode ser benéfica, se nos levar a reconhecer nossos pecados e ao desejo de abandoná-los. Uma vez que nos arrependamos verdadeiramente e abandonemos o pecado, não existe necessidade adicional de nos sentir culpados.

O argumento de Paulo em Romanos 3:9 e 10 parte do princípio de que os cristãos judeus conheciam o Antigo Testamento e criam nele. Com isso em mente, "eles dificilmente poderiam fugir da conclusão de Paulo de que legalmente eles compartilhavam com os gentios a culpa universal do homem". – SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 499. Deus deu a lei aos judeus para que eles tivessem conhecimento de sua culpa (Rom. 3:20). Esse conhecimento trouxe consigo uma parcela maior de responsabilidade: a responsabilidade de compartilhar o plano de salvação com os gentios. O argumento de Paulo surpreendia muitos judeus que viviam em justiça própria quando percebiam as próprias imperfeições e pecados.

O conhecimento do pecado produz culpa. Sabendo que estava aquém do padrão de Deus, e conhecendo os efeitos de seu pecado, as pessoas sentiam medo e inquietude de consciência. Até aceitarem a expiação de Cristo, os pecadores continuarão a sentir culpa. A experiência cristã com a culpa é diferente daquela dos não cristãos. Visto que estão cientes do preço do pecado, os cristãos que vivem em comunhão com Deus estão cientes de sua pecaminosidade. Felizmente, uma experiência viva com Deus traz a paz de perceber que não precisamos ser paralisados pela culpa, porque Cristo pagou a penalidade do pecado.

Quando as pessoas estão escravas da culpa, sua eficácia é limitada. Ellen G. White explica que a preocupação ininterrupta consome "as energias vitais". ... "Muitos que professam ser Seus seguidores têm o coração ansioso e turbado porque temem confiar-se a Deus. Não Lhe fazem uma entrega completa. ... A menos que o façam, não podem encontrar paz." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 330. Quando olhamos para nós mesmos, em lugar de Deus, é impossível render-nos completamente a Ele. Assim, os pecadores são deixados para sofrer as conseqüências de uma consciência culpada.

O remédio para a culpa é mudar nosso olhar do eu para Cristo. Precisamos familiarizar-nos completamente com Sua vida sem pecado a fim de copiá-la e aplicar seus princípios à própria vida. "A verdadeira religião é a imitação de Cristo. Os que seguem a Cristo negarão o eu, começarão a estudar a Cruz, e caminhar em Seus passos." – comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 949. A meditação na vida de Cristo nos ajudará a perceber quão imenso é o amor de Deus. "Quando aprendemos que Deus é amor, o temor é substituído pela confiança, e nos colocamos confiantemente nas mãos de nosso Pai celestial, sabendo que Ele cuida de nós (I Pedro 5:7)." – SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 664.

Os cristãos têm a vantagem de saber que, em Sua morte, Cristo assumiu o fardo de nossos pecados. Então, quando aceitamos Seu sacrifício e perdão, recebemos paz. A morte de Cristo muda a condição dos que crêem nEle. "A misericórdia e a justiça divina acharam um meio de lidar com os ofensores como se não fossem culpados. O pecado é uma dívida (Mat. 6:12) sobre a qual o pecador precisará um dia prestar contas. ... Mas Deus não vai atribuir pecado aos que foram reconciliados consigo por meio de Cristo (Sal. 32:2)." SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 869. "Precisamos conservar sempre diante de nós a eficácia do sangue de Jesus. Esse sangue purificador, mantenedor da vida, é nossa esperança, uma vez que dele nos apoderemos. Precisamos crescer na apreciação de seu inestimável valor, pois ele só fala em nosso favor quando, pela fé, suplicamos sua virtude, mantendo a consciência limpa e em paz com Deus." – Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 47.

O grande amor de Deus por nós O levou a traçar um plano pelo qual poderemos obter alívio do fardo devastador da culpa. "Reconhecendo que mesmo os que comungam com Deus continuarão a precisar da purificação do pecado, João [em I João 1:7] assegura aos cristãos que Deus já antecipou essa necessidade e tomou as providências."SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 631. Quando cristãos errantes reconhecem sua culpa e voltam confiando no Senhor, "Cristo Se interpõe. Embora tivessem pecado, Cristo tomou sobre Si mesmo a culpa de seus pecados. Arrebatou a humanidade como um tição do fogo". – Ellen G. White, Parábolas de Jesus, pág. 169.

Como resultado da ação de Cristo, os cristãos são transformados aos olhos de Deus. Cristo "remove as vestes imundas, envolve com Seu manto de justiça os crentes e arrependidos, e, junto a seus nomes, escreve nos relatórios do Céu o perdão". – Ibidem, pág. 170. É por isso que podemos voltar-nos em confiança a Deus, sabendo que, não importa qual seja o nosso pecado, Ele aceitará nosso genuíno arrependimento e nos cobrirá com Seu sangue. Podemos desfrutar as bênçãos da paz, sabendo que Ele pagou o preço de nossos pecados.

Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Romanos 3:9-20; II Coríntios 5:11-21; I João 4:7-12

1. Em Romanos 1:18-32 Cristo nos deu um "ministério de reconciliação". Mencione alguns aspectos concretos desse ministério. Por que Deus nos escolheu – frágeis e propensos ao fracasso – para sermos Seus ministros da reconciliação? (Veja Lucas 7:40-47.)

2. Por sermos pecadores por natureza, o amor não é um afeto natural. Mas mesmo pessoas seculares conhecem os sentimentos de ternura e afeto que pais sentem por seus filhos e cônjuges sentem mutuamente. Como os cristãos demonstram um amor que, de fato, é sobrenatural? Qual é a fonte? Como podemos praticar esse amor mais completamente?

3. Uma canção de algumas décadas atrás tinha um coro com estas palavras: "E eles saberão que somos cristãos por nosso amor". Se uma equipe de filmagem de documentários pedisse para fazer um filme sobre suas atividades semanais, que demonstrações de amor indicariam que você foi cativado e motivado pelo perdão e pelo amor incondicional de Deus?

Testemunhando

De vez em quando, me dá vontade de comer doce. Então, começo a pensar em biscoitos, tortas, sorvetes e, sem hesitar, vou até a loja e compro a guloseima que estou desejando. Depois da primeira mordida vem a doce sensação de bem-estar. Mas depois vem a culpa. Então eu digo para mim mesmo: "eu não devia ter comido toda aquela torta", e decido não fazer isso novamente. Mas a culpa continua. O pecado é assim. Qualquer que seja o pecado (mentira, adultério, cobiça, inveja), depois vem a culpa. Nós não somos só culpados, também tomamos conhecimento disso. Sentimos a culpa. Mas por que é que mesmo quando oramos e pedimos perdão a Deus, às vezes ainda nos sentimos culpados?

A Bíblia nos diz: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rom. 8:1). Se trocássemos a palavra ‘condenação’, o verso poderia dizer: agora não existe nenhum castigo ou nenhuma desaprovação. E, portanto, agora não existe culpa. Não temos mais que nos sentir culpados, porque Deus nos perdoou. Agora também podemos perdoar a nós mesmos e aliviar-nos da culpa, bem como do pecado.

Vamos contar aos outros que quando Cristo morreu por nós, Ele tomou o nosso pecado, a penalidade do nosso pecado e a culpa do nosso pecado sobre Si Mesmo. "Justificados, pois, (como se nunca tivéssemos pecado) mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rom. 5:1). E Ele nos diz: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado" (João 8:11, NVI).

Aplicações à vida diária

Ponto de partida:

Filipenses 2:5 dá a chave para o alívio da culpa, mas parece que mesmo os cristãos às vezes demoram a entender a promessa. Como podemos deixar a mente de Cristo estar em nós? Precisa haver sacrifício, fé ou amor?

Perguntas para consideração:

1. Lembre-se de alguma ocasião em que foi dirigido pela culpa "boa", culpa que o levou a uma experiência mais próxima de Deus. Como você contaria sua história a alguém que esteja deprimido pela culpa?

2. Que conselho você daria a alguém que estivesse propenso a usar a culpa como a principal ferramenta de testemunho? É possível exagerar na ênfase sobre o perdão de Deus? Como você pode atingir o equilíbrio entre a alegria do perdão e o peso da culpa?

3. É possível dizer quando você removeu Cristo do centro de seus interesses? Por que é tão fácil criar nossos próprios padrões e achar que eles são os de Deus? Que lições sobre o assunto se podem aprender dos escribas e fariseus, de Pedro e de Davi?

Perguntas de aplicação:

1. "Menino diante do quadro de giz para a professora: ‘Não sou eu que sou vagaroso; você é que corre demais." – Charles R. Swindoll, The Tale of the Tardy Oxcart and 1,501 Other Stories, pág. 11. Quando nos afundamos na culpa, não fazemos o mesmo tipo de acusação a Deus?

2. Você já foi atacado publicamente por alguém a quem confessou seu pecado e foi verbalmente perdoado? O que você aprendeu dessa experiência sobre o perdão e a culpa? Que pensamento Filipenses 2:5 traz sobre a maneira como se recuperar dessa experiência?

3. Você achava que já tinha se "recuperado" da ofensa do seu cônjuge, amigo, familiares ou vizinhos. Mas a ferida se reabriu e a raiva queimou vocês dois. O que você aprendeu sobre o perdão e a culpa nessa experiência? O que você pode extrair de Filipenses 2:5 para evitar que aconteça outra vez algo semelhante?