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Lição 4

19 a 26 de abril


Como Jesus perdoou

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: I Reis 20 e 21

VERSO PARA MEMORIZAR: "‘Ninguém, Senhor’, disse ela. Declarou Jesus: ‘Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado’" (João 8:11, NVI).

A CRUZ é o meio pelo qual Deus pode ser justo e, ao mesmo tempo, perdoar nossos pecados. Esta é uma grande vantagem, porque a justiça, por natureza, requer que você receba o castigo que merece, enquanto o perdão requer o oposto, que receba o que você não merece. Então, justiça e perdão parecem ser mutuamente exclusivos: Você pode ter um ou outro – mas não os dois. Mas Deus, por meio de Cristo, vivenciou ambos; este é o ponto central do que aconteceu na Cruz.

Nesta semana vamos examinar um lado desse paradoxo surpreendente, não o lado da justiça, mas o lado do perdão. E vamos olhar para o perdão como foi revelado por Jesus quando esteve aqui em carne.

Lembre-se: Jesus veio para nos mostrar o caminho ao Pai, um Deus de misericórdia e compaixão, um Deus que quer perdoar nossos atos, não importa sua maldade. Então, não admira que Jesus oferecesse constantemente perdão aos que o aceitassem. Ele estava meramente expressando a vontade do Pai para conosco. Vamos considerar alguns exemplos de como Jesus perdoou e ver que lições podemos aprender, nós que buscamos o perdão desse mesmo Jesus.


Domingo

Ano Bíblico: I Reis 22; II Reis 1

O perdão do paralítico – (Mar. 2:1-11)

Uma ilustração poderosa da maneira como Jesus perdoava está na cura do paralítico (Mar. 2:1-11).

Marcos 1 termina com a notícia se espalhando por toda a parte de que Jesus tinha a capacidade de curar os doentes, de forma que pessoas de todos os lugares estavam vindo a Ele (Mar. 1:45). Neste contexto, aparece a história do paralítico.

1. Leia os primeiros cinco versos de Marcos 2. Por todas as indicações, quais foram os motivos por que eles levaram a Jesus o homem doente? Foi para ser curado ou para ele ter os pecados perdoados?

Usando a compreensão típica judaica da relação entre o pecado e a doença e entre a cura e o perdão, Jesus proclamou o novo reino de Deus pela primeira vez ao perdoar esse homem e então curá-lo.

Que significado existe no fato de que Jesus primeiro perdoou os pecados do paralítico e então o curou? O perdão sempre vem antes da cura, ou a outra ordem é mais comum? Ou, talvez, mais importante do que a questão da ordem seja o fato de que a cura e o perdão estão ligados. O que você acha?

É importante nos lembrarmos de que todo o bem que Jesus fez em benefício da humanidade, e todo o bem que Ele faz para nós agora, sem o perdão dos pecados e a esperança da vida eterna que vem pelo perdão, qualquer cura, qualquer restauração, qualquer conforto que posamos obter do Senhor, é uma medida apenas temporária, que não resolve nosso maior problema.

Em outras palavras, Cristo não veio à Terra só para passar três anos e meio curando e confortando as pessoas. Ao contrário, pode-se afirmar que a cura e o serviço e conforto tinham um propósito maior, de indicar Jesus ao povo como Aquele que leva os pecados e como o Deus que perdoa a iniqüidade.

Leia os versos 6-11 de Marcos 2, dando maior atenção aos 10 e 11. "Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na Terra autoridade para perdoar pecados – disse ao paralítico – ‘Eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua cama e vá para casa’" (vs. 10 e 11, NVI).

1. A cura do paralítico era um fim em si mesmo?

2. Para onde Jesus estava tentando levar os que viram o que aconteceu com o paralítico?

3. No contexto desta história, Ellen G. White escreveu: "Foi para manifestar Seu poder de perdoar pecados, que o milagre se realizou."O Desejado de Todas as Nações, pág. 267. Por que Jesus queria que as pessoas soubessem que Ele tinha poder para perdoar pecados?


Segunda

Ano Bíblico: II Reis 2 e 3

Perdão e auto-estima – I – (Luc. 5:1-11).

Dentre os escritores dos Evangelhos, Lucas parecia estar mais interessado em saber como Jesus lidava com os "pecadores" da sociedade judaica e como interagia com pessoas cuja auto-estima era tão pobre que se desprezavam. Eles não eram só rejeitados e proscritos sob o ponto de vista religioso e social, mas freqüentemente recebiam numerosas mensagens verbais e não verbais que os faziam sentir-se ainda mais impuros e indignos. Nesse grupo havia camponeses que não guardavam a lei em todos os seus detalhes, como o pescador Simão Pedro.

Com isso em mente, leia Lucas 5:1-11. Jesus entrou no barco de Pedro e pregou para a multidão. Quando terminou de falar, ele pediu que Pedro lançasse as redes na água. Embora sem muita fé, Pedro aparentemente ficou impressionado com Jesus a ponto de obedecer assim mesmo. O restante é conhecido.

Leia o verso 8. Pedro disse a Jesus: "Afasta-Te de mim", porque eu sou pecador (NVI). Não é exatamente porque somos pecadores que devemos desejar que Jesus esteja conosco? O que estas palavras revelam sobre a ignorância de Pedro (por mais que fosse compreensível naquele tempo) a respeito da missão de Cristo? (Compare o Pedro aqui com o Pedro que escreveu I Pedro 1:18 e 19.)

Interessante que, de acordo com Lucas, depois que Pedro declarou ser pecador, Jesus não disse que os pecados de Pedro estavam perdoados. Em vez disso, Ele disse: "Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens" (v. 10, NVI). Em outras palavras, a primeira coisa que Jesus fez foi dizer o tipo de trabalho que desejava que Simão Pedro fizesse. Talvez por conhecer a falta de auto-estima de Pedro, Jesus lhe disse imediatamente qual seria sua importante tarefa a fim de ajudá-lo a entender que embora fosse pecador, Cristo não só o aceitava mas ia confiar a ele um trabalho muito importante.

Deste modo, em resultado de ser perdoado por Deus é que deveríamos aprender a respeitar a nós mesmos como Seus filhos e sentir que temos valor por Sua graça. É certo que Pedro era um homem pecador, e que sabia de sua pecaminosidade. Mas imagine o que deve ter acontecido ao seu senso de auto-estima ao ser informado pelo Mestre de que, em vez de apanhar peixes, agora estaria trabalhando com Ele para ganhar almas. Que promoção!


Terça

Ano Bíblico: II Reis 4 e 5

Perdão e auto-estima – II

Depois de aceitar a Jesus como Senhor, Pedro surgiu como um dos mais íntimos e leais discípulos de Cristo, proclamando corajosamente que Jesus era o Messias (Mat. 16:16; João 6:69) e a firme intenção de permanecer fiel ao Mestre, até a morte (Lucas 22:33).

Note a transição do Pedro de Lucas 5:8 para o Pedro de Lucas 22:33. O que provocou essa mudança tão radical? Qual Pedro você pensa que estava em melhor forma espiritual, e por quê?

É famosa a história da traição manifesta de Pedro para com Cristo (Lucas 22:55-62) não muito depois de ter afirmado orgulhosamente que seria leal. É evidente que Cristo o perdoou por havê-Lo negado. Mas o interessante é a maneira como Cristo manifestou Seu perdão a Pedro.

2. Leia a história em João 21:1-17 e responda às seguintes perguntas:

a. Veja que semelhanças aparecem aqui e compare com a ocasião em que Jesus chamou Pedro pela primeira vez (Lucas 5:1-11)? Quais são algumas das diferenças?

b. Que simbolismo pode ser encontrado no fato de que as redes estavam agora cheias de peixes? (v. 6).

c. Considere o que Pedro fez quando ouviu que o Cristo ressuscitado estava na praia. Ele agiu como alguém que parecia ter medo de ver Jesus, mesmo depois da traição? O que pode ter provocado essa atitude de Pedro?

d. Jesus disse três vezes a Pedro para apascentar Suas ovelhas. Como as palavras de Cristo a Pedro eram uma indicação de que Ele o havia perdoado, mesmo sem dizer isso especificamente?

e. Embora Cristo possa ter perdoado Pedro por sua vergonhosa traição, por que Ele deu a Pedro uma tarefa tão importante? Ele não poderia ter dito, e com razão, que embora Pedro fosse perdoado, esse ato o desqualificava para algum papel importante na igreja?


Quarta

Ano Bíblico: II Reis 6–8

A mulher adúltera – (João 8:1-11)

Leia a história da mulher apanhada em adultério. Embora o relato seja bastante curto, alguns pensamentos podem ajudar a pô-la em perspectiva.

Em primeiro lugar, como uma mulher poderia ser apanhada em adultério sem que um homem também fosse apanhado? Mas onde estava o homem? Por que só a mulher foi trazida a Jesus? Segundo, de acordo com a lei judaica, era quase impossível provar que o adultério tivesse acontecido. Os requisitos de evidência eram tão rígidos que tudo poderia acontecer menos ser apanhado. A prova requeria várias testemunhas que não tivessem conhecimento ou suspeita anterior de que o ato seria cometido. A lei judaica também estipulava que se alguém suspeitasse que outra pessoa iria quebrar a lei, teria que fazer tudo o que pudesse para impedir a transgressão. Em outras palavras, apanhar alguém no ato deveria ser completamente acidental. O ideal era que não houvesse qualquer conspiração para pegar alguém em pecado. Mas o fato de que o homem apanhado com a mulher não era acusado quando ela foi levada a Jesus indica uma cilada. De fato, Ellen G. White escreveu que os fariseus que a levaram a Jesus haviam "induzido a vítima ao pecado, a fim de prepararem uma armadilha para Jesus". – O Desejado de Todas as Nações, pág. 461.

Induzida ou não, a mulher ainda cometeu o pecado. Ela não teve nenhuma desculpa por suas ações. Mas veja como Jesus a perdoou clara e inequivocamente. Note Suas palavras: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado" (João 8:11, NVI). Assim mesmo ela foi perdoada.

3. O que a mulher fez para merecer um completo perdão aos seus pecados?

As palavras de Cristo para ela não terminam com o perdão. Ele a advertiu a não pecar novamente. Ele não disse: "Não faça isso novamente, e eu não vou condená-la mais." Ao contrário, o perdão veio antes do chamado para a obediência. Não é assim que funciona a vida cristã? Primeiro Deus perdoa nossos pecados, um ato de total misericórdia de Sua parte (como foi para com a mulher apanhada em adultério); depois, como resultado do perdão, somos motivados e capacitados a viver em obediência, não a fim de sermos perdoados, mas porque já fomos perdoados. Se fosse de outro modo – isto é, se as obras e a obediência viessem primeiro, e o perdão em seguida, como resultado – o perdão não seria pela fé mas pelas obras.


Quinta

Ano Bíblico: II Reis 9–11

"Pai, perdoa-lhes"

"Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dEle, lançaram sortes" (Lucas 23:34).

Poucas palavras na Bíblia soaram no decorrer da História com o poder e a intensidade da rápida oração de Cristo para que o Pai perdoasse aqueles que O estavam crucificando. Que testemunho poderoso do Seu amor incessante e incondicional por toda a humanidade. Com aquela afirmação, feita sob as condições mais incríveis, Jesus deu ao mundo o grande exemplo do que significa o verdadeiro perdão.

4. Leia Lucas 23 e responda a estas perguntas:

a. O Pai respondeu incondicionalmente à oração de Cristo? Aquelas pessoas foram perdoadas automaticamente? Se não, por quê? Veja I João 1:9; Rom. 3:28; 8:1.

b. Embora Jesus tenha declarado especificamente que aquelas pessoas não sabiam o que estavam fazendo, Ele pediu que o Pai as perdoasse. Não saber o erro que estamos cometendo justifica o que fazemos?

c. Quando orou ao Pai em favor dessas pessoas, que papel Jesus já estava assumindo? O que Jesus faz por nós como intercessor? Rom. 8:34; I João 2:1; Heb. 8:1

A oração de Cristo em favor dos seus algozes se torna ainda mais notável quando percebemos com quanta injustiça Ele foi tratado. Tendo passado três anos e meio fazendo apenas o bem, tendo dado contínuas evidência de Seu trabalho e missão, tendo repetidas vezes mostrado disposição para amar e servir até os mais corruptos entre eles, Jesus ainda assim enfrentou sem merecer a ira e o desprezo desse povo. A grande injustiça de tudo isso continua incompreensível. Assim, se alguém tinha direito de estar irado com eles, esse era Jesus; se alguém tinha o direito de clamar pela vingança de Deus contra eles, era Jesus; se alguém tinha o direito de querer ver essas pessoas castigadas por suas ações, era Jesus. E Jesus, ao contrário, clama a Deus para perdoar-lhes?

Esse Jesus que pediu ao Pai para perdoar os que O estavam crucificando é o mesmo Jesus que agora ministra no Céu em nosso favor, que da mesma maneira está desejoso de que nossos pecados sejam perdoados. Como você pode usar esta história para ajudar outros a combater o temor de que seus pecados sejam muito graves para serem perdoados?


Sexta

Ano Bíblico: II Reis 12–14

Estudo adicional

"O Salvador não murmurou uma queixa. O rosto permaneceu-Lhe calmo e sereno, mas grandes gotas de suor borbulhavam-Lhe na fronte. Nenhuma mão piedosa a enxugar-Lhe do rosto o suor da morte, nem palavras de simpatia e inabalável fidelidade para Lhe confortar o coração humano. Enquanto os soldados executavam a terrível obra, Jesus orava pelos inimigos: ‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.’ Luc. 23:34. Seu pensamento passou da dor própria ao pecado dos que O perseguiam, e à terrível retribuição que lhes caberia. Nenhuma maldição invocou sobre os soldados que O estavam tratando tão rudemente. Nenhuma vingança pediu contra os sacerdotes e príncipes que contemplavam com maligna satisfação o cumprimento de seu desígnio. Cristo Se apiedou deles em sua ignorância e culpa. Só exalou uma súplica por seu perdão – ‘porque não sabem o que fazem’.

"Soubessem eles que estavam torturando Aquele que viera salvar da eterna ruína a raça pecadora, e ter-se-iam possuído de remorso e horror. Sua ignorância, porém, não lhes tirava a culpa; pois era seu privilégio conhecer e aceitar a Jesus como seu Salvador. Alguns deles veriam ainda o seu pecado, e arrepender-se-iam e se converteriam. Alguns, por sua impenitência, tornariam, a seu respeito, uma impossibilidade o deferimento da súplica de Jesus. Todavia, assim mesmo o desígnio de Deus tinha seu cumprimento. Jesus estava adquirindo o direito de Se tornar o advogado dos homens na presença do Pai.

"Aquela oração de Cristo por Seus inimigos abrangia o mundo inteiro. Envolvia todo pecador que já vivera ou viria ainda a viver, desde o começo do mundo, até ao fim dos séculos. Pesa sobre todos a culpa de crucificar o Filho de Deus. A todos é gratuitamente oferecido o perdão. ‘Quem quiser’ pode ter paz com Deus, e herdar a vida eterna." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, págs. 744 e 745.


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: João 6:44-51

Objetivos:

1. Mostrar que Jesus veio para revelar o Pai.

2. Explicar que Deus quer nos perdoar, não importa quão terrível tenha sido nosso pecado.

3. Entender como Jesus tratava das debilidades humanas, a necessidade de sermos perdoados e a necessidade de perdoarmos.

Esboço:

I. Perdão ou Cura (Marcos 2:5).

A. Jesus perdoou o paralítico antes de curá-lo.

B. O perdão nos traz esperança da vida eterna.

C. A cura física é temporária e não resolve o problema do pecado.

D. Jesus entendia que as necessidades espirituais do paralítico eram mais importantes do que sua enfermidade.

II. Perdão e auto-estima (Lucas 5:8).

A. Jesus sabia como relacionar-Se com Simão Pedro.

B. Apesar da baixa auto-estima de Pedro, Jesus lhe confiou o trabalho de ganhar almas.

C. Pedro negou a Cristo mas foi perdoado.

III. Acusada e culpada (Rom. 3:23 e 24).

A. Os fariseus levaram a mulher apanhada em adultério a Jesus preparando-Lhe uma armadilha.

B. Jesus perdoou o pecado e lhe ordenou que não pecasse mais.

IV. O exemplo de Jesus (Lucas 23).

A. Jesus orou por Seus acusadores.

B. A oração na crucifixão de Jesus se estende a toda a humanidade, desde Adão até a geração final.

C. O amor de Jesus pelos pecadores é incondicional.

Resumo:

"Jesus não suprimia da verdade uma palavra que fosse, mas sempre a proferia com amor. Em Seu convívio com o povo exercia o maior tato, dispensando-lhes atenta e bondosa consideração. Não era nunca rude; jamais pronunciava desnecessariamente uma palavra severa; nunca motivava dores desnecessárias a uma alma sensível. Não censurava as fraquezas humanas. Dizia a verdade, mas sempre com amor." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 12.

Como Jesus perdoou

As coisas que Jesus dizia e fazia enquanto perdoava as pessoas mostra quanto Ele está ciente do impacto do pecado sobre as pessoas.

As pessoas que Jesus perdoou nas primeiras três histórias do estudo bíblico desta semana sabiam que haviam pecado. O paralítico vivia em uma sociedade que atribuía a incapacidade física ao pecado. Ellen G. White assinala que a doença do paralítico era resultado direto de uma vida devassa (O Desejado de Todas as Nações, pág. 267). Não havia dúvida na mente dele por que estava sofrendo. Felizmente, ele percebeu que Jesus era sua única esperança. Ele e seus amigos estavam tão determinados a ver Jesus que entraram na casa de uma forma um tanto incomum. Ao abrirem um buraco no telhado eles demonstraram que havia necessidade urgente e que criam que só Jesus podia satisfazer aquela necessidade. Essa fé e a consciência da necessidade de Cristo são essenciais antes de Jesus poder aplicar Seu poder de cura ao corpo ou à vida espiritual.

Depois de receber as bênçãos do poder de Deus, o Pedro espontâneo e franco expressou seus sentimentos de inferioridade: "Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador" (Lucas 5:8). "Com força reveladora, o senso da própria indignidade em estar associado a Jesus se abateu sobre a consciência de Pedro. Mas ele se apegou a Cristo, testemunhando silenciosamente que suas palavras refletiam um senso de absoluta indignidade, e não o desejo de estar separado de Jesus."SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 738. "Este senso de indignidade é a primeira reação no coração humano quando Deus, por meio de Seu Espírito, começa a obra de transformar a vida e o caráter. ... Deus não pode fazer nada por aquele que primeiro não sentir a necessidade da salvação."Ibidem, pág. 739.

Quando Jesus Se mostrou aos discípulos junto ao Mar de Tiberíades, Pedro estava sofrendo agudamente por haver negado a Cristo antes da crucifixão. Ao ser perguntado por três vezes se amava a Jesus, ele ficou aflito por achar que Jesus estava questionando sua sinceridade. Mas se manteve humilde. Ele "sabia que dera motivo para os outros duvidarem de seu amor ao Mestre. As repetidas perguntas trouxeram suas vergonhosas negações vivamente à memória, e como uma seta aguda devem ter cortado seu coração ferido". – Ibidem, pág. 1.072.

Embora não haja pedido perdão, a mulher adúltera também estava claramente ciente de sua pecaminosidade. Na verdade, os que a acusavam tornavam-na bastante ciente deste fato. Ela esperava que Jesus respondesse à sua situação da maneira como os outros faziam. Mas as palavras e ações de Jesus foram para a trêmula mulher como palavras de misericórdia.

O modo como Jesus lidou com estes três pecadores demonstra a importância de nossos sentimentos de auto-estima. "No reerguimento dessa alma caída, operou Jesus um milagre maior do que na cura da mais grave enfermidade física; curou a moléstia espiritual que traz a morte eterna." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 462.

Da história do paralítico, Barclay escreve: "É uma linda história porque a primeira coisa que Jesus faz a todos é dizer: ‘Filho, Deus não está zangado com você. Volte para casa e não tenha medo’." – William Barclay, The Gospel of Mark [O Evangelho de Marcos], pág. 48. Em outras palavras, Ele nos dá esperança.

Deus também deixa claro que o perdão não é suficiente. Ele chama aqueles a quem perdoa para abandonarem seus caminhos pecaminosos. As três pessoas que estudamos nesta semana precisaram fazer mudanças na vida. Em referência à mulher adúltera, O SDA Bible Commentary declara: "O arrependimento deve ser honesto e sincero. Ela não só devia sentir tristeza pelo pecado; devia abandoná-lo. O arrependimento que não passa de sentir, falar, professar, desejar e esperar, é totalmente desprezível à vista de Deus. Até que deixe de fazer o mal e abandone seus pecados, a pessoa realmente não se arrependeu."SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 986.

Em cada uma destas histórias, Cristo também desejava ensinar uma lição aos que testemunhavam os eventos. Ellen G. White escreve que o paralítico fora curado para "manifestar Seu poder [de Cristo] de perdoar pecados" (O Desejado de Todas as Nações, pág. 267), e que "todo ato do ministério de Cristo era de vasto alcance em seus desígnios" (pág. 265). Os judeus criam que só Deus podia perdoar pecados. Quando perdoou o paralítico, Cristo demonstrou Sua soberania sobre os espectadores. "Qualquer charlatão poderia dizer: ‘Seus pecados estão perdoados.’ ... Essa declaração não poderia ser conferida. Mas dizer ‘Levante-se e ande’ era dizer algo que poderia ser confirmado ou desmentido em seguida." – Barclay, The Gospel of Mark [O Evangelho de Marcos], pág. 50. Assim, quando o paralítico andou, as pessoas poderiam estar certas de que os pecados tinham sido perdoados.

Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Marcos 2:1-11; Lucas 5:1-11; 23:32-43; João 8:2-11; 21:1-17

1. "Portanto, sejam perfeitos", disse Jesus, "como perfeito é o Pai celestial de vocês" (Mat. 5:48, NVI). Esta é uma ordem direta e clara. A Bíblia seria bem menor se tudo o que contivesse fossem mandamentos assim. Mas temos histórias de pessoas que lutaram para estar à altura do ideal de Deus. Como exemplos, essas histórias revelam como os personagens bíblicos agiram em situações bem parecidas com as que enfrentamos hoje. O que significou o perdão de Jesus para o paralítico levado a Jesus? Descreva o alívio que sentiu quando você percebeu que Deus o perdoou.

2. Pastores e escritores cristãos costumam usar incidentes da vida de Pedro como exemplo do que fazer e do que não fazer. O que torna Pedro um personagem bíblico tão interessante? Em que sentido somos semelhantes a ele?

3. A mulher apanhada em adultério (João 8:2-11) foi só um pretexto para Seus acusadores investir contra Cristo. Ela foi trazida a Jesus porque era culpada, e as palavras de Jesus: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela" (v. 7, NVI) devem ter soado para ela como uma sentença de morte. Ela não ofereceu defesa (e como se defender?), e Jesus não desculpou seu pecado nem a declarou inocente (ela não era). Ele apenas recusou acrescentar mais condenação. O que podemos aprender para o nosso trato com outros cristãos? Perdoar o comportamento imoral de alguém significa "rebaixar as normas"? Por quê?

4. Tente classificar os tipos de personagens que cercavam Jesus enquanto Ele pendia na cruz (Luc. 23:34-43). Compare com pessoas atuais com quem você vive, trabalha e adora.

Testemunhando

Nos tempos do Novo Testamento, o valor de um indivíduo era baseado na sua condição social ou espiritual. Os judeus eram o povo escolhido de Deus, enquanto os gentios não eram. Uma pessoa com lepra era desterrada. Acreditava-se que a doença era um castigo por seu pecado. Até hoje, muitas vezes vemos os outros pelo que são e não por quem são.

Como testemunhas de Deus, podemos testemunhar de Seu amor incondicional. Amor que não conhece fronteiras. Amor que não está limitado por condição social ou fragilidades humanas. Amor que foi revelado em carne.

Foi por esse amor incondicional que Jesus ofereceu a Água Viva à mulher samaritana junto ao poço de Jacó, embora os judeus menosprezassem os samaritanos. Esse mesmo amor não condenou a mulher apanhada em adultério, mas lhe disse: "Vá e abandone sua vida de pecado" (João 8:11, NVI). E em muitas ocasiões Jesus curou os doentes, sem mencionar os seus pecados. Ele os curou apesar de seus pecados, mostrando apenas que os amava e queria salvá-los.

Ao longo de Seu ministério, Jesus Se associava com os pecadores. Era Sua missão mostrar ao mundo que Ele ama os pecadores e perdoa os pecados. Ao testemunhar, vamos dizer aos outros que não importa quão grande seja o pecado, podemos todos ir "confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Heb. 4:16).

Aplicações à vida diária

Ponto de partida:

Na maior parte do pensamento secular apresentado pela mídia, as pessoas deveriam receber o que "merecem", não menos e certamente nada mais. Como as pessoas que pensam assim iriam reagir a Jesus quando perdoou o paralítico (Marcos 2)? Quando perdoou a mulher apanhada em adultério (João 8)? Quando perdoou você?

Perguntas para consideração:

1. Nós somos mais semelhantes a Jesus quando perdoamos ou quando conseguimos perceber o pecado em outras pessoas?

2. Como amigo do paralítico, você teria se preocupado mais em que ele fosse curado fisicamente, mentalmente ou espiritualmente? Por quê? Qual aspecto você acha que mais preocupou Jesus?

3. Hebreus 7:25 aumenta sua compreensão de como Jesus perdoava? Pense em Cristo perdoando "totalmente" ou "definitivamente" (NVI) cada uma de suas palavras, seus pensamentos, ações e intenções. Que sentimentos surgem? Que ações e reações pecaminosas você seria motivado a mudar? Por que ter os pecados perdoados nos motiva a evitar o pecado?

Perguntas de aplicação:

1. Pense em uma pessoa que se sentisse tão pecadora que tivesse nojo de si mesma. Como você ajudaria essa pessoa a se aproximar do Cristo sem pecado? Como a experiência de Pedro o ajudaria no desafio de encorajar essa pessoa a freqüentar a sua igreja?

2. Qual o hino que você conhece e que expressa melhor a maneira como Jesus perdoa a humanidade? Que outras expressões artísticas das boas-novas apelam a você e aumentam sua compreensão de como Jesus perdoa? Conte para os membros de sua classe.

3. Por que o método de Jesus perdoar é apropriado tanto para os membros fiéis da igreja como para detentos em instituições penais? O que existe de igual nos dois grupos de pessoas?

4. Como Pedro, nós também temos maravilhosos sucessos e fracassos estrondosos em nossa vida espiritual. Como Cristo restabeleceu o relacionamento com Pedro depois dos escandalosos fracassos públicos do discípulo? Que ações e premissas específicas Jesus usou? É possível aplicar os mesmos princípios às suas relações interrompidas?

5. Como o perdão "alimenta" o rebanho de Deus? Quais são os componentes básicos de uma "dieta de perdão"?