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Lição 3

12 a 19 de abril


Perdão e arrependimento

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: I Reis 5 e 6

VERSO PARA MEMORIZAR: "Ou será que você despreza as riquezas da Sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?" (Romanos 2:4, NVI).

O ADESIVO DO PÁRA-CHOQUE tinha uma só palavra escrita: "Arrependa-se!"

"Arrependa-se!" Uma única palavra. Não trazia todas as implicações teológicas da palavra e nem dizia claramente se o dono do carro era cristão. Apenas uma palavra, uma palavra nem mesmo exclusivamente cristã (ela é usada em outros contextos e até em outras religiões), mas a fé do dono estava claramente identificada.

Isso ocorre porque o conceito de arrependimento está fortemente ligado ao cristianismo. De fato, aquela palavra não só revela a fé do dono, mas do modo que é expressa, ele também está testemunhando.

Por meio de uma palavra, o dono do carro, enquanto revelava sua fé, dava seu testemunho.

Nesta semana vamos examinar essa palavra, não tanto na forma verbal ("arrepender-se"), mas como substantivo, "arrependimento"; apesar de que, no fundo, o arrependimento não deixa de ser um verbo, isto é, algo que um seguidor de Cristo faz.


Domingo

Ano Bíblico: I Reis 7 e 8

Chegar ao arrependimento

"O Senhor não demora em cumprir a Sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento" (II Ped 3:9, NVI).

Leia o capítulo em que aparece este verso, especialmente os versos anteriores ao 9. O contexto é o dos últimos dias, antes da Segunda Vinda, quando este mundo como o conhecemos acabar. Pedro está falando também dos escarnecedores, dos que zombam da noção da volta de Cristo – um tempo que vai levar à "destruição dos homens ímpios" (II Pedro. 3:7). É no meio desses pensamentos que Pedro expressa as verdades maravilhosas, no verso 9, de que as promessas de Deus não estão atrasadas e que Ele cumprirá Seus propósitos entre nós.

Embora o contexto imediato do capítulo seja de "obscuridade e destruição", de escarnecedores, de demora e destruição, o que Pedro diz no verso 9 que dá aos seguidores de Cristo esperança e segurança? O que o texto também permite entender sobre o amor de Deus, mesmo pelos que podem estar zombando da promessa da Segunda Vinda?

Embora Deus não queira que ninguém pereça, alguns com certeza perecerão (Dan. 12:2; Mat. 25:41; Apoc. 20:14 e 15); Então, é evidente que qualquer que seja o desejo de Deus para todos, Ele respeita nossa liberdade de escolha e livre-arbítrio – ainda aquelas escolhas que podem levar à morte de seres por quem Cristo morreu (algo que Ele não quer que aconteça). Este texto, entre outras coisas, apresenta um testemunho poderoso da santidade do livre-arbítrio e da livre escolha.

Note a palavra-chave do verso 9 que, de certo modo, separa os "mortos" dos "vivos": arrependimento. Deus não quer que ninguém pereça; é por isso que Ele quer que todos "cheguem ao arrependimento". Fica claro que os que se arrependerem não perecerão, porém não será assim com os que não se arrependerem. Está claro que o arrependimento tem conseqüências de importância eterna.

Escreva o que você entende por "chegar ao arrependimento". Quando a lição desta semana terminar, escreva seus pensamentos sobre o mesmo assunto, comparando o que você aprendeu com o que escreveu na lição de hoje. Compartilhe as diferenças com sua classe no sábado.


Segunda

Ano Bíblico: I Reis 9 e 10

"Ser perdoado"

"Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios. Pois Eu não vim chamar justos, mas pecadores [ao arrependimento]’" (Mat. 9:13, NVI).

A primeira tarefa dos cristãos é, de muitas formas, aprender não a perdoar, mas a ser perdoados. "Ser perdoado" é o princípio fundamental do cristianismo. Sem isso, nossas ações se tornam meras formas religiosas externas, e nossa profissão de fé se torna algo sem valor diante de Deus.

Como, então, aprendemos "a ser perdoados"?

Aprendemos quando reconhecemos nossa incapacidade de fazer qualquer coisa por nós mesmos para obter ou merecer a graça de Deus. Aprendemos quando percebermos quão ruim está nossa situação moral e por que devemos cair diante de Deus com nada a implorar a não ser nossa própria grande necessidade de misericórdia. Aprendemos quando experimentamos verdadeira tristeza por nossos pecados e não simplesmente pelas suas conseqüências imediatas. Aprendemos "a ser perdoados" quando aprendemos realmente a nos arrepender.

1. Examine o texto de hoje no contexto do capítulo inteiro (veja também Mar. 2:17; Luc. 5:32). O que Jesus queria dizer quando afirmou que os justos não precisam de arrependimento, mas apenas os pecadores? Não somos todos pecadores? (Rom. 3:23).

Jesus chamou os pecadores ao arrependimento porque os justos já se arrependeram. Precisavam, porque esta é a única maneira como poderiam ser julgados "justos". Os "justos" são os que reconheceram seu pecado, que aceitaram o perdão de Deus ao seu pecado e assim têm a justiça de Cristo creditada como sua própria. Sob a convicção do Espírito Santo, confessaram os pecados, abandonaram os pecados e renderam-se a Deus, apoderando-se pela fé da promessa de perdão e justiça oferecida pelo sacrifício de Cristo. Os justos vieram ao arrependimento; em resumo, aprenderam a "ser perdoados".

Pense mais nesta idéia de aprender a "ser perdoado". Por que esta idéia é tão importante para a vida cristã? Faça a si mesmo esta pergunta crucial: já aprendi a ser perdoado? Como você pode explicar o que isso significa para alguém que está se debatendo com esta pergunta e que não aprendeu ainda? Como o arrependimento nos ensina o que significa "ser perdoado"?


Terça

Ano Bíblico: I Reis 11 e 12

A bondade de Deus

"Ou será que você despreza as riquezas da Sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?" (Rom. 2:4, NVI)

A condição humana se resume a um ponto simples: por causa do pecado de Adão, nós, a coletividade humana, fomos separados e alienados do Criador, uma situação que, se ficasse sem remédio, nos levaria à morte eterna (Rom. 5:12).

As boas-novas, porém, são que Jesus, na Cruz, resolveu essa situação (vs. 8-10). Como? Porque lá, em carne humana, Jesus morreu pelos pecados do mundo (Gál. 3:13).

Mas sabemos realmente o que isso significa? O que significa é que, na Cruz, os seus pecados – quaisquer que sejam eles, e não importa quanto dano tenham causado, já foram punidos (Isaías 53). Quer dizer que a penalidade legal – diante de Deus – cada ato ofensivo e feio que você tenha cometido já foi completamente pago, agora e para sempre (Rom. 3:25). Significa que se você roubou, a penalidade divina para esse pecado já foi atendida; significa que se você cometeu assassinato, a justiça de Deus a respeito desse ato horrível já foi satisfeita; significa que se você mentiu, enganou ou seduziu o cônjuge do seu melhor amigo (ou a filha) – a justa ira de Deus sobre esses pecados foi atendida pela morte de Jesus (I Ped. 2:24). Significa que embora você ainda tenha que lidar com as conseqüências imediatas legais, morais, sociais e relacionais desses pecados (que podem ser devastadoras), se você se rendeu em fé e obediência ao Senhor, nunca vai ter que enfrentar a ira de Deus por esses pecados. O juízo final por esses pecados? Sim, porque todos nós vamos comparecer diante do trono do juízo de Cristo (Rom. 14:10), mas não de Sua ira, porque Jesus já a enfrentou por você na cruz.

Significa que suas mentiras, seus enganos, seus pensamentos imundos já foram condenados na Cruz (João 12:31); sua luxúria, sua cobiça, suas perversões já foram condenadas na Cruz; seu ódio, sua inveja, sua violência já foram castigados na Cruz. Caso contrário, você teria que enfrentar esse juízo, essa condenação, esse castigo por si mesmo; e se isso acontecesse, você seria considerado culpado, condenado e castigado severamente (Apoc. 21:8). Felizmente, esse juízo, essa condenação e esse castigo já tiveram lugar – na Cruz.

Esta é a provisão que Deus, por Seu amor (João 3:16), proveu como o único meio para nos perdoar os pecados (II Cor. 5:19).


Quarta

Ano Bíblico: I Reis 13 e 14

"Tristeza segundo Deus"

"Agora, porém, me alegro, não porque vocês foram entristecidos, mas porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava, e de forma alguma foram prejudicados por nossa causa. A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação, e a tristeza segundo o mundo produz morte" (II Cor. 7:9 e 10, NVI).

O contexto destas palavras pode ser resumido brevemente: Paulo recebeu alguns relatórios terríveis sobre a situação na igreja em Corinto (I Cor. 5:1; 6:1-8; 11:20-30), uma igreja que ele próprio havia fundado (Atos 18:1-11). Ele escreveu para eles dando uma severa repreensão que, aparentemente, foi aceita no espírito correto. II Coríntios 7 contém as palavras de alegria de Paulo sobre a resposta positiva.

Paulo, em II Coríntios 7:9 e 10, contrasta dois tipos de tristeza: tristeza segundo Deus e tristeza mundana. Uma leva à salvação e a outra à morte. Obviamente existe uma grande diferença entre a duas. Tendo II Pedro 3:9 em mente (Lição de domingo), que diferença é essa?

Talvez a melhor forma de entender a "tristeza segundo Deus", o tipo que produz "arrependimento que leva à salvação" seja entender primeiro o pecado ou, pelo menos, o seu verdadeiro problema, e isso pode ser entendido só à luz da Cruz. A morte de Cristo na cruz não se destinava a nos salvar das conseqüências imediatas do pecado (mesmo porque ainda sofremos essas conseqüências). A morte de Cristo atingiu o coração do pecado, o princípio do pecado como tal. Cristo veio para destruir o próprio pecado.

Assim, a "tristeza segundo Deus", o tipo que leva ao arrependimento, é a tristeza pelo próprio pecado, pelo princípio que está por trás dele e não pelas suas conseqüências imediatas. Quase todos podem entristecer-se pelas ações erradas que produzem castigo, embaraço ou alguma conseqüência desagradável. Mas não é este o verdadeiro problema do pecado, uma ruptura no tecido moral do Universo de Deus. Cristo não morreu a fim de poupar o filho de um adúltero do trauma do divórcio; Ele não morreu para tirar mais cedo o ladrão da cadeia, porque o pecado vai muito mais fundo do que as conseqüências imediatas terrestres e físicas do pecado.

A "tristeza segundo Deus", embora possa incluir as conseqüências do pecado, deve ir mais fundo, ao princípio do pecado e do que ele significa para Deus e para Sua criação. Só então, quando entendermos quão terrível é o pecado em si mesmo (independente das conseqüências imediatas), vamos ficar tristes ("tristeza segundo Deus") a ponto de querer que ele seja erradicado de nossa vida.


Quinta

Ano Bíblico: I Reis 15 e 16

O que o arrependimento não faz – (veja Atos 5:31; II Tim. 2:25 e 26)

No curso do estudo desta semana sobre o arrependimento e o perdão, deve ficar clara a importância do arrependimento para o perdão.

2. Leia Atos 5:31; II Timóteo 2:25 e 26. De onde vem o arrependimento? 

O que os cristãos precisam lembrar é que o arrependimento, embora seja muito importante para o processo do perdão, não é o meio de se alcançar perdão. Não é alguma obra que praticamos e que conquista para nós o perdão. Não existe qualquer mérito no arrependimento, no sentido de que o ato em si possa nos tornar aceitáveis à vista de Deus, ou que ajude a expiar nossos pecados. O perdão vem unicamente pelo que Cristo fez por nós na cruz, um ato que não depende de nós (Heb. 9:12). O arrependimento, como a fé (veja Efés. 2:8 e 9), é um dom concedido divinamente que nos permite receber para nossa própria vida a promessa de perdão oferecida pela Cruz.

Em outras palavras, não devemos considerar a doutrina do arrependimento uma sutil forma de salvação pelas obras, o que é fácil de acontecer (devido à nossa propensão natural de tentar conquistar por nós mesmos o caminho para o Céu). A tristeza pelo pecado e um profundo desejo de livrar-se dele, embora sejam importantes elementos do arrependimento, simplesmente não são suficientes para resolver o problema do pecado e do perdão.

3. A palavra grega para o arrependimento verdadeiro, metanoia, significa literalmente "mudança de idéia". Como esse conceito nos ajuda a compreender o que envolve o arrependimento?

Embora o arrependimento seja um dom de Deus, como todos os dons, ele tem que ser aceito. E nem todos aceitarão o dom. Muitas vezes as pessoas vão resistir às tentativas do Espírito de levar a pessoa ao arrependimento. Por quê? Tendo em mente a idéia de que o arrependimento envolve tristeza pelo pecado, a necessidade de afastar-se do pecado, o reconhecimento do pecado e nossa absoluta incapacidade de fazer alguma coisa por nós mesmos para abandonar o pecado, quais são alguns dos motivos por que as pessoas podem resistir à idéia de aceitar o dom do arrependimento?


Sexta

Ano Bíblico: I Reis 17–19

Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, "O Deus que eu conheço" em Caminho a Cristo, págs. 85-91.

"Ao ver a enormidade do pecado, ao se ver como realmente é, não se entregue ao desespero. Foi para salvar os pecadores que Cristo veio. Não somos nós os que devemos reconciliar a Deus conosco, mas – ó maravilhoso amor! – Deus em Cristo está ‘reconciliando consigo o mundo’. II Cor. 5:19. Está procurando atrair, por Seu terno amor, o coração de Seus filhos erradios. Nenhum pai terrestre poderia ser tão paciente com as faltas e erros de seus filhos como o é Deus com os que busca salvar." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 35.

"Muitos há que não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Multidões se entristecem pelos seus pecados, efetuando mesmo exteriormente uma reforma, porque receiam que seu mau procedimento lhes traga sofrimentos. Mas não é este o arrependimento segundo o sentido que lhe dá a Bíblia. Lamentam antes os sofrimentos do que o próprio pecado. Tal foi a tristeza de Esaú quando viu que perdera para sempre o direito da primogenitura."Caminho a Cristo, pág. 23.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. Paulo se alegrou porque os coríntios se entristeceram para o arrependimento. Por que não pode haver arrependimento sem tristeza? Ao mesmo tempo, como Satanás nos tenta a levar a tristeza muito longe, e por que ele tenta fazer isso?

2. Existe uma linha muito tênue entre a culpa, que os cristãos não deveriam mais levar, e o arrependimento, que em sentido muito real envolve um tipo de "culpa". Como podemos fazer diferença entre as duas?

3. Levando em conta a lição desta semana, o que significa a expressão "obras dignas de arrependimento"? (Atos 26:20; veja também Mat. 3:8).


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: Romanos 2:4

Objetivos:

1. Entender o que significa arrepender-se e ser perdoado.

2. Mostrar que só Deus pode nos conduzir ao verdadeiro arrependimento.

3. Destacar que o arrependimento é um dom de Deus.

Esboço:

I. Deus estende a todos o chamado ao arrependimento (Mat. 28:19).

A. Deus respeita a nossa liberdade de escolha.

B. O desejo de Deus é que todos sejam salvos.

II. A Cruz assegura o perdão (Rom. 5:8).

A. Devemos aprender a permitir que Deus nos perdoe aprendendo a nos arrepender.

B. Na Cruz, Jesus pagou a penalidade legal pelos nossos pecados.

C. Jesus quer que sintamos a "tristeza segundo Deus" pelo pecado, tristeza que leva ao arrependimento.

D. A compreensão do que o pecado significa para Deus leva a essa "tristeza segundo Deus".

III. O arrependimento não conquista o perdão (II Crôn. 7:14).

A. O arrependimento é crucial para o perdão, mas não conquista o perdão de Deus.

B. O arrependimento é um dom divino tornado possível pela morte de Jesus na cruz.

C. Só Deus pode nos dar "uma mudança de mente" ou verdadeiro arrependimento.

Resumo:

"A oração de Davi, depois da queda, ilustra a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado. Seu arrependimento foi sincero e profundo. ...

"Arrependimento como esse, [Salmo 51:1-14], está além de nossas forças realizar; só é obtido por meio de Cristo, que subiu ao alto e deu dons aos homens." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, págs. 24 e 25.

Perdão e arrependimento

Como seres caídos, podemos ser gratos porque Deus nos ama muito, porque nos dá toda oportunidade de reconhecer nossa condição e voltar para Ele. Fazer assim é nossa única esperança.

Não fosse por essa natureza paciente, não teríamos mesmo qualquer possibilidade. Um Deus sem misericórdia não nos daria oportunidade para abandonar os maus caminhos; mas o Deus verdadeiro reconhece que somos pecaminosos, e nos oferece amorosamente as oportunidades para nos arrependermos e aceitarmos o Seu perdão.

Mas existe o perigo de interpretarmos a paciência de Deus como sinal de que Ele tolera o pecado. Os judeus cristãos, a quem Paulo escreve em Romanos 2:4, criam que o pecado merecia castigo imediato. Veja Lucas 13:1-5; João 9:2. "[Eles] estavam acostumados a usar o argumento de que se Deus ainda os estava abençoando, era porque não os considerava pecadores." SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 485. Devemos ser cuidadosos para não sermos induzidos a crer no mesmo engano. Visto que Deus continua bondosamente a nos dar tempo para nos prepararmos para Sua volta, nunca devemos abusar de Sua misericórdia e paciência permanecendo no pecado conhecido. Não devemos deixar de reconhecer a razão de Sua paciência.

Longe de tolerar o pecado, Deus retém pacientemente a mão do juízo para permitir que os pecadores venham a Ele. "Qualquer aparente demora na vinda do Senhor é devida à relutância de Deus em fechar a porta da salvação enquanto existe alguma esperança de arrependimento do pecador."SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 615.

"Deus é longânimo e não quer que ninguém pereça; mas Sua paciência tem limite, e quando o limite for ultrapassado, não haverá segunda chance. Sua ira se manifestará e Ele destruirá sem escape."SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 946.

Os resultados daquela ira são eternos. "Serem lançados no lago de fogo representa o fim da morte e do reino dos mortos. Eles não podem ter parte na Nova Terra; são fenômenos mortais que pertencem apenas a este mundo."SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 883.

Aqueles que não quiserem sentir a ira de Deus devem aproveitar as oportunidades que Ele lhes dá e se arrepender. Existe uma diferença fundamental entre o arrependimento humano e o arrependimento segundo Deus. O arrependimento humano é uma "insatisfação causada por violação de lei ou de conduta moral" e "disposição de evitar futuras violações" (Aurélio). Como seres pecaminosos, essa disposição é impossível.

O arrependimento segundo Deus é um procedimento mais complexo. O SDA Bible Dictionary define como "o ato de abandonar o pecado, aceitar o bondoso dom de Deus, que é a salvação, e entrar em comunhão com Deus. O verdadeiro arrependimento inclui uma mudança radical de atitude diante do pecado e de Deus. ... Antes do arrependimento ocorre a convicção do Espírito Santo, que escreve sobre o coração do pecador a justiça infinita de Deus e a condição perdida do próprio pecador (cf. Isa. 6:5; Atos 2:37). A convicção é seguida pela contrição e pelo reconhecimento da própria necessidade da graça divina, aliada à disposição para que Deus opere Sua justa vontade na vida (cf. Sal. 34:18; 51:17; Isa. 57:15; 66:2)". – SDA Bible Dictionary, pág. 933.

O verdadeiro arrependimento torna possível uma vida transformada, porque Cristo vive na pessoa por meio do Espírito Santo (Ezeq. 36:25-27; Gál. 5). Essa habitação é uma condição prévia para a vida cristã. Assim, o arrependimento tem um papel vital, necessário à experiência cristã. "O arrependimento do pecado é o primeiro fruto da operação do Espírito Santo na vida. É o único processo pelo qual a infinita pureza reflete a imagem de Cristo sobre Seus súditos redimidos." – Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.068.

"Antes do perdão, precisa vir o arrependimento. O perdão é um dom tanto do Pai como do Filho. ... Um Deus justo não pode aceitar um pecador em Sua presença a não ser que esse pecador conheça pela fé a Jesus Cristo como Aquele que levou os seus pecados... e O aceite como seu Salvador pessoal."SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 184.

Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Mateus 9:9-13; Romanos 5:6-11; II Pedro 3

1. Uma explicação simples e moderna para o arrependimento é fazer uma curva em U. Um motorista, percebendo que está indo na direção errada, faz a conversão, volta e vai na direção certa. O arrependimento é o processo pelo qual uma pessoa deixa de ser rebelde contra Deus e passa a ser Sua seguidora. Existem infinitas maneiras que Deus usa para chamar nossa atenção e nos fazer saber que estamos indo na direção errada. Peça à sua classe para mencionar alguns exemplos bíblicos em que Deus usou meios para fazer as pessoas saberem que estavam indo na direção errada. Talvez alguns membros estejam dispostos a compartilhar brevemente algumas circunstâncias que os levaram a deixarem de ser rebeldes e serem leais.

2. Paulo diz que "a bondade de Deus o leva ao arrependimento" (Rom. 2:4, NVI). Mas às vezes parece que Deus faz muita pressão para levar algumas pessoas a se arrependerem (doenças, problemas na família ou econômicos etc.). Coo estes incidentes podem ser harmonizados com o conceito da bondade de Deus?

3. "Não vim chamar justos", disse Jesus, "e sim pecadores ao arrependimento" (Mat. 9:13). Isso significa que os crentes estão dispensados de se arrepender? Ou existem coisas de que nós também precisamos nos arrepender? Neste caso, o que significa isso com respeito à nossa certeza de salvação?

4. Em I Coríntios 7 Paulo fala de uma "tristeza segundo Deus", descrita como uma tristeza por cometer injustiça, ao contrário de uma "tristeza mundana", a tristeza por ser apanhado. Talvez os melhores exemplos desses dois tipos de tristeza estejam nas histórias de Pedro e de Judas e do papel que tiveram na traição de Jesus antes da crucifixão. Como sabemos que o arrependimento de Pedro era genuíno e o de Judas não era?

Testemunhando

O motorista percorria a rua lentamente, observando as placas com os nomes das ruas. Logo ficou evidente que ele estava indo na direção errada. Imediatamente ele deu sinal e se encaminhou para a faixa à direita. No cruzamento seguinte, ele parou. Quando se certificou de que o caminho estava livre, ele deu meia-volta. Outra vez ele dirigiu lentamente, olhando cuidadosamente as placas das ruas. Agora ele parecia confiante de que estava indo na direção certa.

Como este motorista, todos nós demos meia-volta, grandes mudanças na direção espiritual. O verdadeiro arrependimento é isto: uma mudança; na realidade, uma grande mudança. Onde existe tristeza pelo pecado, também existe o desejo de deixar de pecar. Sem arrependimento não pode haver salvação. Deus oferece o perdão mesmo antes de pedirmos. Mas enquanto gostarmos do pecado, não podemos ser salvos. Deve haver uma mudança. Devemos abandonar o pecado. A Bíblia diz que "o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia". (Prov. 28:13, ênfase acrescentada).

Certa vez, Jesus contou a história de um homem que tinha dois filhos. O homem disse ao primeiro: "Filho, vá trabalhar hoje na vinha." O filho respondeu: "Não quero!", mas mais tarde ele se arrependeu e foi. "O pai chegou ao outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu: ‘Sim, senhor!’ Mas não foi" (Mat. 21 28-30, NVI). Como testemunhas de Deus, devemos dizer aos outros que é essencial não só confessar os pecados, mas abandoná-los. Precisamos nos arrepender.

Aplicações à vida diária

Ponto de partida:

Dan Shoultz, um psicólogo cristão, "tenta ajudar as pessoas a perceberem que podem perdoar e manter a integridade". A fim de "encontrarem o perdão genuíno, ... as pessoas precisam identificar-se com o ofensor em nível humano. Eles também agem a partir de seus próprios problemas, dores e temores. ..." – "Perdão: Uma Chave Para Plena Saúde", Revista Vibrant Life, vol. 17, nº 1, pág. 5. O que nos permite simpatizar com pessoas que tiveram experiências muito diferentes das nossas?

Perguntas para consideração:

1. Cristo era um homem "tentado em todas as coisas". Assim, Ele podia entender os problemas, a dor e o temor com que Satanás ataca homens e mulheres. Que conforto podemos extrair por saber que não importa a ofensa feita contra nós, muito pior foi feito contra Cristo, que está disposto a perdoar a todos? Como podemos, estudando a vida de Cristo, aprender a perdoar os outros?

2. Que papel a submissão da vontade a Cristo pode ter na aceitação do perdão? E na concessão do perdão?

3. Que efeito o próprio arrependimento, ou a falta dele, pode ter no processo de perdoar e ser perdoado?

4. Compare as duas filosofias: fazer penitência visível pelos pecados ou produzir resultados visíveis da tristeza pelo pecado. A tristeza segundo Deus sempre provoca lamentações? Dê exemplos bíblicos para sustentar sua resposta.

Perguntas de aplicação:

1. Morris Venden relaciona o reconhecimento de que não podemos fazer nada para salvar a nós mesmos com Apocalipse 14:7: "Temam a Deus, e glorifiquem-nO." – Nothing to Fear: Devotions for the End Time [Nada a Temer: Devocionais Para o Tempo do Fim], pág; 43. Por que é impossível dar sinceramente glória a Deus (reconhecer Sua supremacia) sem nos submeter aos processos de perdão e arrependimento por meio de Jesus?

2. O perdão e o arrependimento envolvem submissão da vontade. Em Not Good If Detached, Corrie ten Boom expressa a necessidade de tirar o enfoque de sobre nós mesmos:

"Não é tentar, mas confiar.

Não é fazer, mas 'está feito.'

Nosso Deus planejou para nós

Grandes vitórias por Seu Filho." – Pág. 102.

Em que textos bíblicos ela deve ter baseado seu poema?