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Lição 13

21 a 28 de junho


Vivendo a vida de fé

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Sal. 40–45

VERSO PARA MEMORIZAR: "Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus" (Miq. 6:8, NVI).

NESTE TRIMESTRE examinamos um dos fundamentos da fé cristã, o perdão, sem o qual não teríamos esperança de nada além de uns poucos anos de sofrimento a que chamamos de vida humana. E não é qualquer perdão; é o perdão que um Deus perfeitamente santo e justo concede a pecadores e injustos, perdão que os leva inevitavelmente a uma vida de santidade e justiça que reflete, embora de maneira imperfeita, a santidade e a justiça do próprio Deus.

Também vimos que o fato de sermos perdoados por Deus provoca uma mudança radical na vida da pessoa, mudança que deve influenciar cada parte de nosso ser, porque o aspecto mais fundamental da nossa existência, nossa relação com o Criador, foi alterada.

Nesta semana vamos examinar ainda mais o que significa o perdão na vida daqueles que, embora sejam indignos, foram perdoados.


Domingo

Ano Bíblico: Sal. 46–50

Vivos pela fé

"Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé" (Rom. 1:17).

Romanos 1:17 é um dos textos mais conhecidos da Escritura. Foi um verso que mudou a vida de Martinho Lutero (e até mesmo a história da igreja cristã). Mas a pergunta é: Se o justo viverá pela fé, fé em quê?

1. Estude Romanos 1:17. Se necessário, procure outros lugares onde a mesmo expressão é usada (Hab. 2:4; Gál. 3:11; Heb. 10:38) e então escreva a sua resposta para esta pergunta crucial.

Seja qual for a resposta que você deu, uma coisa é certa: se não incluiu, aberta ou implicitamente, a noção de que nossos pecados são perdoados por Deus, sua resposta ficou terrivelmente incompleta. Até mesmo ser chamado de "justo" requer a noção de que fomos perdoados. Boas ações, palavras amáveis, um coração amoroso, por mais fundamentais que sejam para o cristianismo, não tornam uma pessoa justa à vista de Deus. Só aqueles cujos pecados foram perdoados, só aqueles que receberam os méritos de Cristo são "justos".

Surge então a pergunta: Como sabemos que nossos pecados estão perdoados? Ouvimos uma voz gritando pelo Céu contando isso? Deus escreve no céu para nos assegurar o perdão? Temos visões nas quais o Senhor nos diz que fomos perdoados?

Não. Cremos nisso pela fé. Reivindicamos o perdão pela fé. Aceitamos pela fé. E como seria de outra forma?

É por isso que o justo, o perdoado, vive pela fé – fé na promessa do perdão que nos foi feita pela vida, morte e ministério sumo-sacerdotal de Jesus Cristo. A esperança, a paz, a certeza que temos por causa do perdão que é nosso, temos somente pela fé. Não uma fé cega, não uma fé negligente, mas pela fé.

Por que a compreensão de que nossos pecados foram perdoados é tão importante para o cristão? Pense no que seria se não tivéssemos aquela certeza de perdão. E por que, a fim de ter essa garantia, nosso perdão deve estar fundamentado não no que podemos fazer, mas só no que Cristo fez por nós na Cruz? Se fosse baseado em nós mesmos, que garantia teríamos?


Segunda

Ano Bíblico: Sal. 51–55

Completos em Jesus

"E, por estarem nEle, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude" (Col. 2:10, NVI).

Estude o texto de hoje. Leia alguns versos que vêm antes dele. Que declaração incrível. O verso 9 diz que em Jesus "habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade". E agora, pela fé, somos unidos a Cristo! Não admira, então, que o texto diga que "nEle... recebemos toda a plenitude". Essa perfeição fica mais fácil de entender quando sabemos quem Ele é – Aquele em quem habita a abundância da Divindade. Isso é que é conhecer pessoas em posições elevadas! Esses são os melhores contatos!

Assim, por intermédio de Jesus, que tem todo o poder no Céu e na Terra, recebemos acesso a muita coisa a que outros não têm.

"Não nos esforçaremos para fazer o melhor uso possível de nossa capacidade no pouco tempo que ainda nos resta para viver neste mundo, acrescentando uma graça a outra, e uma capacidade a outra, mostrando que, nos lugares celestiais, temos acesso a uma fonte de poder? Cristo disse: ‘É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra.’ Mat. 28:18. Para que Lhe é dado o poder? – Para nós. Ele quer que compreendamos que voltou para o Céu como nosso Irmão mais velho, e que o poder ilimitado que Lhe é dado está à nossa disposição." – Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, pág. 186.

Pense no que temos em Jesus. Primeiramente, temos o perdão dos pecados (Col. 1:14). Temos a promessa de que não sofreremos "nenhuma condenação" (Rom. 8:1). Temos a promessa, agora, da vida eterna (I João 2:25). Temos a promessa do Espírito Santo (João 14:26). Temos a promessa do poder para vencer o pecado (Judas 1:24). Temos a promessa de Sua justiça (Rom. 1:17). Temos a promessa de que, não importa o que aconteça, podemos confiar na bondade do Senhor (Rom. 8:28).

Em resumo, por causa do perdão que nos é oferecido na Cruz, temos a promessa de que, mesmo em meio às provações, lutas, dores, medos e fracassos, temos um Deus que nos ama, que morreu por nós e que nos oferece a garantia de que quando tudo estiver terminado, vamos viver com Ele para sempre em um Paraíso eterno onde não haverá mais dor, sofrimento, não haverá mais das coisas terríveis que sofremos aqui em um mundo de pecado.


Terça

Ano Bíblico: Sal. 56–61

Seguir a Cristo

"O único homem que tem o direito de dizer que está justificado pela graça é aquele que deixou tudo para seguir a Cristo." – Dietrich Bonhoeffer

Não há dúvida de que por intermédio de Jesus Cristo nós recebemos muito. Como seres caídos e pecaminosos, mal podemos começar a compreender as bênçãos que temos em Jesus. E só ao nos maravilharmos no que aconteceu na Cruz podemos começar a entender quanto custaram aquelas bênçãos.

Mas essas bênçãos também têm um custo para nós. O abismo entre o Céu e a Terra, provocado pelo pecado, é muito grande para podermos cobri-lo por nós mesmos. Foi por essa razão que Cristo teve que fazer isso por nós. Mas só os que se renderam a Cristo, pela fé – por mais defeituoso que às vezes seja o exercício dessa fé – serão finalmente salvos.

2. Leia novamente a citação de Dietrich Bonhoeffer no alto da página. Você concorda? A declaração é muito forte? Leia os textos seguintes e veja se ajudam a ilustrar o que ele queria dizer. Luc. 9:23; 18:22; Gál. 6:14; Filip. 3:8; Col. 2:20. Depois de ler, no contexto da citação de Bonhoeffer, escreva o que você entende que custa ser justificado somente pela fé como seguidores de Cristo:

Só as mais equivocadas e desequilibradas noções do que significa a salvação somente pela fé poderiam fazer alguém crer que não nos custa nada ser seguidor de Cristo. Se for necessário, pode custar tudo. Não é salvação pelas obras; não é legalismo; é simplesmente o princípio bíblico, exposto especialmente no Novo Testamento, de morrer para o eu e viver uma nova vida em Cristo, uma vida de fé, humildade, obediência, reverência e abnegação. Não são objetivos fáceis para nós que, por natureza, somos consumidos pela cobiça, atrações carnais, egoísmo e exaltação própria.

Examine sua própria vida nas últimas vinte e quatro horas. Como você revelou em palavras, ações ou pensamentos, o princípio bíblico da morte para o eu?


Quarta

Ano Bíblico: Sal. 62–67

"Mah tov"

"Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus" (Miq. 6:8, NVI).

Um dos grandes problemas de viver no que foi chamado de Era da Informação é que temos informações demais. Mas informação não é o mesmo que conhecimento e nem, especialmente, o mesmo que verdade. Com tanta informação vinda de tantas direções diferentes, de tantas fontes, algumas das questões mais básicas e importantes podem ficar confusas ou perdidas em meio à barragem de dados e fatos que freqüentemente nos chegam com pontos de vista contraditórios. E uma dessas perguntas importantes é simplesmente: Como saber o que é bom ou mau?

O texto de hoje vem com a simples expressão hebraica: "Mah Tov", que significa "O que é bom?" E quão bom é saber que vem seguida da resposta – do próprio Deus.

3. Que três coisas o Senhor diz que são boas?

Note as duas direções em que esses três pontos se movimentam: nossas atitudes e ações para com a humanidade e nossas atitudes e ações para com Deus. O que não surpreende, porque esse mesmo princípio não se encontra apenas nos Dez Mandamentos (Êxodo 20) como também nas palavras do próprio Jesus (Mat. 22:37-40).

O interessante também é o equilíbrio aqui entre justiça e misericórdia. Justiça e misericórdia, em alguns aspectos, são opostos. Você pode ser justo e dar a cada um o que lhe é devido; ou você pode ser misericordioso, e poupar de alguém o que lhe é devido. Mas o Senhor nos diz aqui que "pratiques a justiça, e ames a misericórdia".

O terceiro componente do que é exigido de nós é que andemos humildemente com Deus. Certamente, isso até que não é tão difícil, é? Criaturas caídas e pecaminosas diante do Criador do Universo? Caminhar humildemente diante dEle deve ser fácil. Nada disso, pelo menos em contraste com a prática da justiça e de amar a misericórdia.


Quinta

Ano Bíblico: Sal. 68–71

Temor e amor

"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor" (I João 4:18).

De tudo o que falamos, este é o resumo: Deus nos ama e, por causa de Seu amor, Cristo morreu por nós; e como resultado desse sacrifício, diante dEle temos todos os pecados perdoados. E, por causa desse amor, da graciosidade, generosidade e perdão que Ele extravasou sobre nós, devemos extravasar amor, graça, generosidade e perdão sobre os outros. E isso deveria ser fácil para nós, porque conhecemos e experimentamos o amor de Deus, um amor que deve lançar fora o medo em nossa vida e livrar-nos para viver para o bem dos outros, porque não temos nada a temer, nem agora e nem no juízo (veja o verso anterior).

4. Leia os versos 19-21 do mesmo capítulo. Procure alguns paralelos entre o que João está dizendo aqui e o que vimos na lição de ontem. Como o amor a Deus se relaciona com o amor aos nossos semelhantes?

5. Leia cuidadosamente o verso 21. Por que ele diz que os que não amam aos outros não podem amar a Deus? Qual é o vínculo entre esses dois tipos de amor?

No fim, qualquer pessoa pode dizer que ama a Deus; igualmente, a maioria também pode passar por dezenas de rituais que acreditam que expressam amor a Deus. Mas não é disso que João está falando aqui. Nós amamos a Deus por causa do que Ele fez por nós; e por causa do que Ele fez por nós, manifestamos que amamos aos outros.

É evidente que nem sempre é fácil. Alguns não são fáceis de se amar. Mas se nos foi dito para amar os inimigos (Lucas 6:35), não temos desculpa por não amar nosso "irmão", não importa sua disposição.


Sexta

Ano Bíblico: Sal. 72–77

Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, págs. 146 e 147.

"Sua esperança não está em você mesmo; está em Cristo. Sua fraqueza se acha unida à força de Cristo, sua ignorância à sabedoria de Cristo, sua fragilidade ao Seu eterno poder. Você não deve, pois, olhar para si mesmo, nem permitir que o pensamento demore no próprio eu, mas olhe a Cristo. Que o pensamento demore em Seu amor, na formosura e perfeição de Seu caráter. Cristo em Sua abnegação, Cristo em Sua humilhação, Cristo em Sua pureza e santidade, Cristo em Seu incomparável amor – este é o tema para a contemplação da alma. É amando-O, imitando-O, confiando inteiramente nEle, que você será transformado à Sua semelhança." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, págs. 70 e 71.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. Leia Gálatas 6:7 e 8. Aqui está Paulo, o grande professor de justificação somente pela fé, destacando como são importantes a obediência, a santidade e a vitória para a vida cristã. De fato, ele torna esse um assunto de salvação contra destruição. Levando em conta o que lemos sobre sermos "completos nEle", como entender as palavras de Paulo sobre os que "semeiam para o Espírito"? O que significa isso, e que promessa temos de que podemos fazer o mesmo?

2. Se fosse resumir em um parágrafo a essência do que aprendeu neste trimestre, o que você diria? Se possível, peça que os membros da classe leiam o que escreveram. Compare. Existe algum ponto particular em comum? O quê?


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: Miquéias 6:8

Objetivos:

1. Ensinar que viver pela fé é reclamar a promessa do perdão de Deus.

2. Mostrar que apesar das provações da vida, podemos ter pela fé a certeza da salvação eterna.

3. Confirmar que o amor de Deus nos dá o poder para viver a vida de fé.

Esboço:

I. O justo viverá pela fé (Gál. 3:11).

A. Ser justificado significa ser perdoado.

B. O perdão nos vem pela fé em Jesus.

C. Assim, somos completos em Jesus.

D. Deus nos ama e nos deu pela fé a certeza da vida eterna.

II. Cristo, o exemplo perfeito (Isa. 53:5).

A. Por causa de Jesus, somos abençoados.

B. Jesus pagou um elevado preço.

C. Nossas bênçãos também nos custam alguma coisa.

D. Esses custos são a fé, a humildade, a obediência, a morte para o eu etc.

III. O que é bom? (Miq. 6:8).

A. O Senhor exige que sejamos justos, misericordiosos e humildes.

B. Miquéias 6:8 utiliza palavras de ação (praticar a justiça etc.). Isso sugere que, como cristãos, nossas ações são importantes para cumprir a vontade de Deus.

C. Amar a Deus nos leva a amar até os desagradáveis.

Resumo:

"Os filhos de Deus são chamados a ser representantes de Cristo, manifestando a bondade e a misericórdia do Senhor. Como Cristo nos revelou a nós o verdadeiro caráter do Pai, assim temos de manifestar Cristo ao mundo, o qual Lhe desconhece o terno e compassivo amor." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 115.

Vivendo a vida de fé

A vida, morte e ressurreição de Cristo revelam a justiça de Deus. Mostram como o Seu amor se estende à humanidade e como Ele fez provisões para nossa salvação, embora sejamos indignos. O estudo diário da vida e da morte de Cristo e o recebimento dos benefícios de Sua morte, que Ele oferece a todos, nos capacita a viver pela fé.

Sozinhos, seria impossível viver pela fé. Simplesmente não estamos preparados para isso. Mas a obra de Deus em nossa vida nos capacita a reclamar a fé de Cristo. Quando começamos a viver pela fé, descobrimos que nossa fé cresce. "A justiça de Deus é recebida pela fé, e quando recebida, resulta em fé cada vez maior. Com o exercício da fé, podemos receber mais e mais da justiça de Deus, até que a fé se torna uma atitude permanente para com Ele. ...

"É somente pela fé que a pessoa pode ser justa diante de Deus."SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 477. "Paulo declara [em Gálatas 3:11] que a fé é a condição prévia fundamental para sermos aceitos por Deus."Ibidem, pág. 955.

O conceito de perdão é outra parte essencial à vida de fé. Podemos estar seguros de que a morte de Cristo trouxe perdão aos nossos pecados. Recebemos o perdão de Cristo pela fé. Reconhecemos que Sua morte cobriu nossos pecados. Então podemos voltar as costas ao pecado na segurança de que Ele nos habilitará a permanecer fortes contra a tentação. Uma vida de fé inclui o conhecimento de que "de acordo com o eterno propósito de Deus, todas as coisas contribuem para o bem daqueles que O amam. Até as tribulações e sofrimentos desta vida, longe de dificultarem nossa salvação, podem ajudar a aprofundá-la. A cada passo o cristão pode estar nas mãos de Deus e cumprir o propósito divino. ...

"Nada pode tocar o cristão, a não ser pela permissão de Deus (veja Jó 1:12; 2:6), e todas as coisas que são permitidas cooperam sempre para o bem daqueles que amam a Deus."Ibidem, págs. 573 e 574. Que conforto podemos ter quando sabemos que nosso Deus amoroso tem um propósito por trás dos eventos de nossa vida!

Além do perdão dos pecados, Cristo nos cobre de bênçãos. Essas bênçãos são parte integral de uma vida de fé. Por intermédio do Espírito Santo, Deus "pode conceder [as coisas profundas de Deus] àqueles que estiverem dispostos a serem instruídos.

"O Espírito não deseja apenas revelar novas verdades; Ele também quer lembrar-nos as verdades que escaparam à mente, aquelas coisas que Jesus ensinou, ou que foram reveladas anteriormente nas Escrituras da verdade. Em momentos de crise... o Espírito quer trazer à mente as idéias apropriadas (Mat. 10:19 e 20). ... Cristãos que foram diligentes estudantes da Bíblia podem ter a confiança de que o Espírito Santo lhes lembrará as passagens apropriadas para a ocasião."Ibidem, vol. 5, pág. 1.039.

Uma vida de fé inclui o espírito de serviço. "Deus não vive para Si... Ele está constantemente ministrando em benefício de outros. ... Toda a Sua vida esteve sob a lei do serviço. Serviu a todos, a todos ajudou. Assim viveu Ele a lei de Deus, e por Seu exemplo mostrou como podemos obedecer a ela." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 649. Em todas as coisas, os cristãos devem procurar imitar a vida de Cristo. Como Ele, "devem dar aos outros..., tratar os outros com eqüidade..., fazer o bem aos outros e amar os outros... – sem calcular com antecedência a probabilidade de conseguir o mesmo ou mais em retribuição. Os cristãos devem ajudar até mesmo os casos aparentemente sem remédio. ... O cristão nunca se cansa 'de fazer o bem' ..., nem deve sentir que seu trabalho é 'em vão'.

"A maior motivação de um cristão não é viver uma vida mais elevada a fim de obter certas recompensas, embora estas tenham o seu lugar, mas viver uma vida mais elevada reconhecendo que em si mesma essa é uma vida melhor. Um cristão tem a máxima satisfação em viver em harmonia com os grandes princípios eternos do reino do Céu. ...

"São [filhos de Deus] porque pensam, falam e vivem em harmonia com Seus princípios."SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 749.

A vida de fé gira ao redor de Deus e do que Ele fez por nós. Não procura obter recompensas, nem se considera superior às necessidades dos outros. Manifesta-se em serviço de amor até aos mais desagradáveis. A vida de fé requer que se aproprie pessoalmente do sacrifício de Cristo e que reconheça que, por causa do dom inigualável de Deus, o pecador redimido pode ter uma vida melhor – com um futuro eterno.

Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Isaías 58:6-12; Miquéias 6:6-8; Colossenses 2:6-15; I João 4:7-21.

1. O perdão, assim como o amor, a paz, a misericórdia etc., parece muito abstrato. É difícil de descrever, quanto mais de praticar. Leia João 13:34 e 35. Qual é a importância do amor e do perdão na igreja cristã? E na vida do cristão individual? Mencione alguns exemplos bíblicos em que o amor e o perdão realmente mudaram o curso da vida de alguém. Mencione alguns exemplos de sua própria experiência em que o perdão mudou a vida de alguém que você conhece.

2. Ellen G. White escreveu: "Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor vivificado, e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito."O Desejado de Todas as Nações, pág. 83. Como uma hora passada contemplando a vida de Cristo nos ajuda a ser mais amáveis, mais perdoadores?

3. O exemplo da vida e do ministério de Cristo ilustra amplamente a importância do amor e do perdão para Seu ministério terrestre. Por que às vezes parece que os cristãos são menos perdoadores e mais críticos do que o restante da sociedade? Qual é a solução para esse problema?

4. Alguns cristãos aceitam a noção enganosa de que Deus Se importa mais com o que não fazemos (o que não vestimos, o que não comemos) do que com o que fazemos. Leia Miquéias 6:6-8. Como sua igreja, ou você, individualmente, podem fazer mais para refletir os esforços ativos de Deus para alcançar a humanidade?

Testemunhando

Muitas pessoas vêm para a igreja procurando algum tipo de orientação para seguir, algo que lhes mostre como viver com fé. A Bíblia é essa orientação. E a Bíblia aponta para Cristo. Podemos aconselhar aos corações que buscam que mantenham os olhos em Jesus.

Pedro teve que aprender pelo método difícil o que acontece quando tiramos os olhos de Cristo. Andar sobre a água era um ato de fé. Enquanto continuasse a fixar os olhos no Salvador, ele poderia fazer o impossível. Mas quando começou a olhar para si mesmo e para as águas ao seu redor, ele começou a afundar.

Se mantivermos os olhos no Senhor, podemos viver uma vida de fé. Manter os olhos fixos em Cristo é manter nEle os olhos da mente, contemplando-O, estudando Sua vida. Jesus viveu pela fé. Fé em Seu Pai celestial. Ele disse: "Porque Eu desci do Céu, não para fazer a Minha própria vontade, e sim a vontade dAquele que Me enviou." (João 6:38). E no Jardim do Getsêmani, subjugado pelo fardo do pecado, Ele orou ao Pai: "Não seja como Eu quero, e sim como Tu queres" (Mat. 26:39). Mesmo no próprio fim, Cristo não buscou fazer a própria vontade, mas a vontade de Deus Pai. Confiou e contou com o poder do Pai em cada situação. Podemos mostrar aos outros que também podemos viver pela fé: fé no poder de Deus para perdoar, em Seu poder para nos tornar justos e em Seu poder para salvar.

Aplicações à vida diária

Ponto de partida:

Os membros da igreja do primeiro século eram considerados diferentes por causa de sua fé, seu estilo de vida e sua paciência no nome de Cristo. Mas houve ou haverá um tempo na história terrestre em que uma vida de fé não foi ou não será considerada diferente?

Perguntas para consideração:

1. A fé pode ser comparada a algum aparelho com um interruptor para ligar ou desligar? A fé pode ser ligada depressa assim? Ou será que é mais parecida com um aparelho de rádio, a ser sintonizado?

2. As pessoas podem pôr sua fé no conhecimento, nos músculos, na atração física, ou em conexões familiares. Como você ajuda as pessoas que estão dentro de sua esfera de influência a escolher a Cristo?

3. Como a fé ou falta de fé de um membro da igreja afeta a reputação e influência da família? Da sua igreja local? E de toda a sua denominação?

Perguntas de aplicação:

1. "Devemos estar tão absorvidos pela fé em Deus e pelo envolvimento de Deus conosco que paramos de funcionar normalmente? A personalidade com que Deus nos dotou deve deixar de se manifestar? Não! A personalidade do cristão individual se torna a tela de vídeo em que a vida e a justiça vital de Deus é retratada." – D.A. Delafield, em Lições da Escola Sabatina dos Adultos: Grandes Capítulos da Bíblia, janeiro, fevereiro e março de 1995. Que tipo de programas você está exibindo na tela de sua vida? Como você sabe se seu vídeo está sintonizado e seu áudio é claro?

2. Para muitos, a vida é um quebra-cabeça. O quebra-cabeça para os que têm fé se encaixa de maneira diferente do que o de outras pessoas? É preciso que todas as peças da vida se encaixem? O que a vida de Sadraque, Mesaque, Abede-Nego, Priscila, Maria Madalena e outros personagens da Bíblia acrescentam a esta discussão?

3. Quando a fé se torna fanatismo? O que o estilo de vida de João Batista e de Ana acrescentam à sua compreensão de fé e de fanatismo?