Make your own free website on Tripod.com

Lição 12

14 a 21 de junho


Serviço abnegado

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Jó 38–42

VERSO PARA MEMORIZAR: "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens" (Lucas 12:15, NVI).

O FILÓSOFO ALEMÃO Immanuel Kant resumiu a vida a três grandes questões: O que posso conhecer? O que devo fazer? O que posso esperar?

A lição desta semana procura tratar da segunda questão: O que devo fazer? Embora ela esteja diretamente relacionada com a resposta às outras duas perguntas. Podemos saber que Jesus morreu pelos nossos pecados e podemos confiar na promessa da vida eterna que nos é oferecida por Sua morte. No entanto, devemos fazer o que Deus nos pede que façamos, isto é, viver em serviço abnegado aos outros, como Ele viveu por nós. Como João expressou: "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos" (I João 3:16). Nem sempre é fácil para pessoas acostumadas a viver para o eu, eu, eu. Só por meio de Cristo e pela compreensão do que nos foi dado por Ele poderemos mudar a direção para outros, outros, outros.


Domingo

Ano Bíblico: Sal. 1–9

"De graça."

"Por onde forem, preguem esta mensagem: O Reino dos Céus está próximo. Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; dêem também de graça" (Mat. 10:7 e 8, NVI).

Curar doentes, purificar leprosos, ressuscitar mortos, expulsar demônios, pregar sobre o reino de Deus. O mais importante aqui não são tanto os detalhes do que Cristo ordenou Seus discípulos a fazerem, mas os motivos por trás de suas ações. De certo modo, o que Jesus lhes disse foi: Vejam o que Deus fez por vocês. Agora, usando o poder de Deus, façam o mesmo aos outros.

Naturalmente, o que Cristo fez por nós, redimindo-nos da morte, é algo que não podemos fazer a ninguém. Mas, assim como Jesus serviu aos outros e Se deu por eles, nós também podemos fazer o mesmo. O que Cristo nos deu, deu gratuitamente (embora Lhe tenha custado muito); assim também nós devemos estar dispostos a dar livremente aos outros. Aqui está o coração e a alma do serviço cristão.

1. Escreva o que recebemos de Deus e os textos que revelam o que nos foi dado:

Exemplo: Perdão do pecado (Efés. 1:7).

Quando pensamos em tudo o que Cristo fez por nós; quando percebemos a segurança, a esperança, as promessas, a paz e tudo o que recebemos, pela graça; como não querereríamos dar aos outros? Quando fazemos de Cristo uma realidade em nossa vida; quando experimentamos por nós mesmos Sua graça, misericórdia e perdão; quando conhecemos por nós mesmos a alegria do que significa amar e servir ao Senhor, temos também os motivos corretos para compartilhar nossas bênçãos com os que delas precisam.

Dentre todas as bênçãos que recebemos de Cristo, quais as que podemos dar aos outros? Quais as que não podemos dar mas simplesmente podemos contar?


Segunda

Ano Bíblico: Sal. 10–17

O espírito de serviço

"Quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos" (Mat. 20:26-28, NVI).

Se você quiser ser grande, deve se tornar servo? Se você quiser ser o primeiro, deve se tornar o mais humilde, um escravo, mesmo? Veja como Jesus subverte totalmente os conceitos mundanos de grandeza e superioridade.

O contexto da declaração de Cristo foi o pedido da mãe para que seus dois filhos tivessem as duas posições de honra em Seu reino (veja Mat. 20:20-23). Ela desejava ardentemente o bem-estar e sucesso de seus filhos. Mas eles, Tiago e João, haviam originado o pedido. A mãe não fez o pedido sem o conhecimento deles. A Bíblia diz que eles foram com ela (v. 20). Eles compartilhavam do desejo de receber posição e poder. A reação dos outros dez discípulos revela que eles não estavam imunes ao mesmo desejo. A zanga deles quando ouviram o que aconteceu revela que também aspiravam às posições que os dois colegas desejavam obter.

Pode-se apenas perguntar: Será que todos aqueles anos com Jesus, vendo Sua renúncia própria e abnegação pelo bem dos outros, não tiveram efeito algum sobre essas pessoas?

Leia cuidadosamente o que Jesus disse (nos textos de hoje). Ele usou a Si mesmo como exemplo do que estava dizendo. Como Jesus Se humilhou para servir aos outros? Dê alguns exemplos específicos; Como podemos, em nossa própria esfera, imitar esses exemplos? (Veja, por exemplo, Mar. 6:37-44; Luc. 22:31 e 32; João 13:5.)

Nos textos de hoje, Jesus deixou bem claro que a grandeza não é resultado de ser o primeiro, o mais rico, o mais esperto, o mais consagrado ou religioso, mas do desejo de servir aos outros.

Pense nas palavras de Cristo no contexto do grande conflito. O pecado começou quando Satanás buscou conseguir mais do que já possuía, alcançar uma posição mais elevada, conseguir mais para si mesmo. Esta é a origem do pecado, do mal, da rebelião. Assim, Jesus nos disse que a verdadeira grandeza vem de fazer o contrário, de estar disposto a servir aos outros, ajudá-los, estar disposto a se tornar um "escravo", o degrau mais baixo da escada.

Naturalmente, quem quer ser escravo? Quem quer se rebaixar? Essas não são propensões naturais da natureza humana. Qual é a única maneira como podemos fazer essas coisas que Jesus nos pede que façamos?


Terça

Ano Bíblico: Sal. 18–22

Morrer, viver

"E quem não toma a sua cruz e vem após Mim não é digno de Mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por Minha causa achá-la-á" (Mat. 10:38 e 39).

Como nossa religião seria mais fácil se tivéssemos apenas algumas regras simples e claras a seguir! Não roube, não mate, não cometa adultério, e assim por diante. Mas Jesus trouxe a lei a um nível mais elevado do que a mera submissão externa a algumas ordens. Ele elevou o código escrito a ponto de alcançar o santuário interno de nosso ser, onde esse código ecoa pelas fibras de todo o nosso ser. Ele ampliou muito a lei, destacando nele elementos muito acima das palavras imediatas e que, por nós mesmos, jamais poderíamos seguir. Suas exigências são muito elevadas, seu padrão está além do nosso alcance, pelo menos sem a ajuda divina. Algo muito especial precisa mudar em nós, para que sejamos capazes de obedecer. E essa mudança vem quando, pelo poder de Deus, morremos para o eu e nos tornamos novas criaturas em Cristo.

2. O que Jesus está dizendo nos versos acima? O que significa perder a vida por causa de Cristo? Por que nós devemos, de certo modo, morrer a fim de servir a Cristo? Veja também Luc. 9:23; Rom. 6:1-8; Gál. 2:20.

Nós somos seres caídos e nossa natureza básica é o egoísmo. Somos todos bebês crescidos, porque assim como os bebês só pensam em si mesmos e em suas necessidades imediatas, nós fazemos o mesmo, só que com um pouco mais de sutileza. É por isso que, a fim de sermos o que Cristo quer que sejamos – servos dos outros – precisamos morrer para o eu, e só podemos fazer isso ao pé da cruz, onde tomamos a decisão consciente de render tudo a Jesus, morrer para nós mesmos e nosso egoísmo e viver para Ele.

Quando, pelo poder do Espírito, experimentamos essa morte, podemos viver em Cristo e por meio dEle servir aos outros. Mas esta é uma escolha que temos que fazer, uma escolha que freqüentemente vem acompanhada de uma batalha séria contra a natureza carnal. Só então seremos capazes de servir como fomos servidos. Só quando tivermos em abundância o que nos foi dado poderemos também dar aos outros.


Quarta

Ano Bíblico: Sal. 23–30

Dar em vez de buscar

"Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo" (Lucas 3:10 e 11).

Como as palavras destes versos mostram, João Batista tinha um princípio que se chocava com o espírito de um mundo cujo lema era: "Aproveite da vida tudo o que puder". João respondeu, na realidade: "Esse é o espírito de Satanás, o espírito da natureza humana caída. O espírito de seu Mestre é não aproveitar tudo o que puder, mas dar tudo o que puder dar".

3. Como Paulo ilustra o mesmo princípio divino no plano de salvação? Rom. 8:32

O princípio é muito simples. Veja o que foi feito por nós, seres pecaminosos, impotentes e necessitados. Fazer por nós o que nunca poderíamos fazer por nós mesmos foi a condescendência máxima de Deus. Como resultado, Ele nos pede que façamos aos outros o que, talvez, eles não podem fazer por si mesmos, pelo menos, em seu estado presente.

Como você responderia a alguém que dissesse: "Olha, eu dou muito dinheiro para obras de caridade a cada ano. Isso não é suficiente?"

Muito embora seja bom contribuir para obras de caridade, esta não é a essência da doação cristã. Mesmo os ateus fazem caridade. De certo modo, isso é fácil. Basta preencher um cheque, e sua consciência estará coberta.

A Bíblia revela que o espírito de dar não consiste só em dar dinheiro. Envolve dar de nós mesmos – tempo, talentos, compaixão e amor. Significa ter interesse, e ter interesse significa investir tempo e energia em favor de outra pessoa. Significa sofrer com os que sofrem, chorar com os que choram, e chorar e sofrer requer de você mais do que abrir o bolso.

Na história do Bom Samaritano (Lucas 10:30-37), o homem ferido precisava de mais do que condolências. Ele precisava do tempo de alguém, do cuidado de alguém, do dinheiro de alguém. O sacerdote e o levita eram egoístas demais para dar tempo e atenção. Talvez eles estivessem com pressa para cumprir alguma atividade religiosa. Talvez estivessem apressados para chegar em casa a tempo para o sábado!

Como a doação aos outros nos ajuda a entender em nossa própria vida o que Deus nos deu? Como o serviço desinteressado aos outros fortalece a nossa fé?


Quinta

Ano Bíblico: Sal. 31–35

Cristianismo apostólico

Leia para hoje Atos 2:44 e 45; 4:34 e 35.

Por mais difícil que seja aplicar esse tipo de acordo em nossos dias, uma coisa é certa: os membros da primeira igreja tinham as prioridades certas. Para eles, as coisas do Espírito eram muito mais importantes do que as coisas da carne. As considerações temporais eram consideradas secundárias em relação às eternas. Os interesses do grupo substituíam os dos indivíduos. A Igreja e sua missão eram sua preocupação número um. É difícil de imaginar o que aconteceria se a Igreja de hoje retomasse, mesmo que parcialmente, a perspectiva apostólica.

Leia cuidadosamente os textos de hoje. O que especificamente o povo estava fazendo? O que poderíamos extrair e aplicar à nossa própria experiência hoje? Como podemos estender o princípio além da doação física? De que outra forma podemos dar como aquele povo dava?

O mais importante a lembrar não é só o bem que o dinheiro fez aos que o receberam, mas o que fez por aqueles que deram. Vender os bens e dar aos outros é um ato de fé, e cada ato de fé só pode fortalecer a fé. Não havia mérito salvador naqueles que deram; a doação nunca poderia salvá-los (ninguém jamais possuiu o suficiente para isso). A doação simplesmente mostrou que entenderam o que já haviam recebido, e esses atos eram expressões de gratidão – expressões de pessoas tão próximas ao Senhor que confiavam nEle para todas as coisas, mesmo a ponto de vender suas propriedades em favor de outros. Isso é fé! Aquele era um povo que havia experimentado a morte para o eu!

4. Como a devolução fiel do dízimo expressa esse mesmo princípio?

O espírito manifesto por aqueles primeiros cristãos existe ainda hoje. Quantas pessoas, dando ouvidos aos apelos do Espírito Santo, abriram mão de todos os confortos terrestres para passar anos de sua vida como missionários, a fim de estar em alguma selva distante ou em alguma selva de concreto? De fato, o ato de abrir mão de nossos confortos materiais pode ser até um dos menores sacrifícios que fazemos em serviço aos outros.

Sem dúvida, abrir mão das propriedades materiais no serviço aos outros envolve sacrifício. Mas que outras coisas – mesmo mais preciosas do que as materiais – as pessoas sacrificaram ao serviço abnegado? Explique por que essas coisas representam um sacrifício até maior do que os bens materiais?


Sexta

Ano Bíblico: Sal. 36–39

Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, págs. 190 e 191; O Maior Discurso de Cristo, págs. 93-101.

"O espírito de abnegado amor pelos outros proporciona ao caráter profundeza, estabilidade e formosura cristã, e traz paz e felicidade ao seu possuidor. As aspirações são enobrecidas. Não haverá lugar para a preguiça ou egoísmo. Os que desse modo exercitarem as graças cristãs hão de crescer e tornar-se fortes para o trabalho de Deus. Terão claras percepções espirituais, fé constante, e crescente, e maior poder na oração. O Espírito de Deus, operando em seu espírito, despertará as sagradas harmonias da alma, em resposta ao contato divino. Os que assim dedicarem esforços abnegados ao bem de outros estão, certissimamente, operando sua própria salvação." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 80.

No banquete de Páscoa, "Cristo queria que Seus discípulos entendessem que, se bem que Ele lhes houvesse lavado os pés, isto em nada Lhe diminuía a dignidade. ... E, sendo tão infinitamente superior, Ele comunicou graça e significação a esse serviço. Ninguém tão exaltado como Cristo, e todavia abaixou-Se até ao mais humilde dever. Para que Seu povo não fosse extraviado pelo egoísmo que habita no coração natural, e se fortaleça com o servir ao próprio eu, Cristo mesmo estabeleceu o exemplo da humildade. Não deixaria esse grande assunto a cargo do homem. De tanta conseqüência o considerava, que Ele próprio, igual a Deus, fez o papel de servo para com Seus discípulos. Enquanto eles contendiam pela mais alta posição, Aquele diante de quem todo joelho se dobrará, a quem os anjos da glória reputam uma honra servir, curvou-Se para lavar os pés daqueles que Lhe chamavam Senhor. Lavou os pés de Seu traidor." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 649.

Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: I Pedro 4:1, 2 e 8

Objetivos:

1. Destacar que assim como Cristo nos deu tudo livremente, Ele espera que façamos o mesmo aos outros.

2. Mostrar que ser o primeiro realmente significa morrer para o eu.

3. Mostrar que a fim de dar como Cristo deu, precisamos conhecê-Lo confiar implicitamente nEle.

Esboço:

I. Serviço Abnegado (Mat. 10:8).

A. O que Cristo fez por nós é nossa motivação para o serviço.

B. Cristo presente em nossa vida nos faz desejar compartilhar as bênçãos com os outros.

C. A verdadeira grandeza significa ser servo.

II. Morra para o eu e torne-se um novo ser em Cristo (Gál. 2:20).

A. A natureza humana é basicamente egoísta.

B. Para ser servos, como Cristo foi, morrer para o eu.

C. O poder para morrer para o eu vem do Espírito.

D. A decisão de morrer para o eu traz como resultado uma batalha com o eu.

III. Dando de coração (Filip. 2:5-8).

A. João Batista sabia que o espírito de Cristo é de dar-se inteiramente.

B. Cristo fez por nós o que não podemos fazer por nós mesmos.

C. Cristo nos pede que façamos aos outros o que não podem fazer por si mesmos.

D. Dando de nós mesmos é a máxima doação.

E. Os membros da igreja primitiva deram de boa-vontade e abnegadamente tudo o que tinham.

Resumo:

"O espírito de liberalidade é o espírito do Céu. Este espírito encontra sua mais alta manifestação no sacrifício de Cristo sobre a cruz. ... O princípio aí ilustrado é dar, dar." – Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, pág. 339.

Serviço abnegado

Deus nos amou tanto que deu o Seu único Filho como expiação pelos nossos pecados. Nossa gratidão por esse ato desinteressado nos leva a desejar Sua presença em nossa vida. Sua presença traz consigo o desejo de servir aos outros assim como Deus nos serve. Recebemos tanto dEle que não podemos evitar de devolver o que estiver ao nosso alcance; e onde melhor podemos servir a Deus é servindo aos outros.

Quando viveu na Terra, Cristo treinou os discípulos para seu papel no plano de salvação. Cada dia Ele buscava lhes dar alguma verdade, para que estivessem preparados a ajudar aos outros assim como Ele próprio fez.

Ellen G. White assinala que "fazer, e não meramente dizer, eis o que se espera dos filhos de Deus. ...

"Os cristãos têm de representar a Cristo. A menos que haja sacrifício prático pelo bem de outros, no círculo da família, na vizinhança, na igreja e onde quer que estejamos, não seremos cristãos...

"Se somos cristãos, não passaremos de largo, mantendo-nos o mais distante possível daqueles que mais necessidade têm de nosso auxílio". – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 504.

Não somos cristãos se não nos sacrificamos de maneira prática. Que princípio poderoso e desafiador para o pensamento para os que desejam seguir a Deus. Os cristãos verdadeiros, com suas atitudes e comportamento semelhantes a Cristo, estão envolvidos em serviço aos outros. "Entre os cidadãos do Reino celestial, poder, posição, talento e educação devem ser dedicados exclusivamente ao serviço aos outros. ...

"Aquele que for o maior servirá aos outros com abnegação."SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 466.

Com a natureza caída, porém, é impossível vivermos por nós mesmos desinteressadamente, em verdadeiro serviço. Felizmente, Deus fez uma provisão para nossas necessidades. "Cada mandamento de Deus inclui o poder necessário para cumprir o mandamento. ... Deus trabalha por meio de homens para atender às necessidades físicas e espirituais de seus semelhantes. Este princípio é fundamental para a comissão evangélica."Ibidem, pág. 617.

Deus sabe que somos egoístas por natureza. Então, Ele nos provê a vontade para crescer até atingir o padrão que Ele estabelece. "Só podemos transmitir aquilo que recebemos de Cristo; e só o podemos receber à medida que o comunicamos aos outros. ...

"O trabalho bem-sucedido para Cristo, não depende tanto de números ou de talentos, como da pureza de desígnio, da genuína simplicidade, da fervorosa e confiante fé."O Desejado de Todas as Nações, pág. 370.

Os cristãos que desejam ganhar as pessoas para a causa de Cristo devem primeiro morrer para o eu. "Precisam de uma mudança de coração e de mente que os leve a buscar ‘primeiro o reino de Deus, e Sua justiça’, em plena confiança de que as coisas necessárias à vida serão ‘acrescentadas’. ... Deus chama todos os que estejam dispostos a O amar e servir para que considerem as coisas materiais da vida em sua perspectiva verdadeira e subordinem essas coisas às de valor eterno. ... A felicidade depende não de ‘coisas’, mas do estado de mente e coração." – SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 796.

Deus tem a habilidade de aumentar qualquer pequena quantia que você dê. "O pouco que é sábia e economicamente empregado no serviço do Senhor do Céu, aumentará no próprio ato de ser comunicado."O Desejado de Todas as Nações, pág. 371.

Quando uma pessoa é batizada na família de Deus, assume a responsabilidade de trabalhar para Ele. "No batismo somos oferecidos ao Senhor como um vaso a ser usado. O batismo é a mais solene renúncia do mundo. O eu é considerado morto para a vida de pecado." – Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.074. Os que foram batizados "devem usar para Ele todas as capacidades que lhes foram confiadas. ... Devem render a Deus tudo o que têm e são, empregando todos os seus dons para a glória do Seu nome". – Ibidem, pág. 1.075. "Somente quando o eu for sepultado na cova das necessidades do mundo o homem descobrirá o verdadeiro propósito de sua existência."Ibidem, vol. 5, pág. 380.

A igreja de Corinto é um exemplo de serviço genuíno aos outros. "Uma nova ordem cristã foi instalada. ... Os novos conversos estavam mais prontos a compartilhar suas posses materiais por causa do recém-encontrado amor a Cristo e de uns para com os outros, e suas ardentes expectativas da breve volta do Senhor. ...[Não] era obrigatório [compartilhar]. ...[Era] um ato muito natural para a sociedade fundada... na lei da simpatia e da abnegação. O Espírito de Deus estava mostrando Seu poder, não só nos dons específicos, mas também na forma de amor. ...

"A ajuda dependia do grau da necessidade."Ibidem, vol. 6, págs. 149 e 150. "Existia" uma íntima relação "entre a liberalidade dos cristãos e a graça que desfrutavam."Ibidem, pág. 173. Eles eram beneficiários da graça de Deus e estavam dispostos a passar aquela graça a outros.

Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Mateus 10:38; 20:20-28; Lucas 3:7-14; 15:11-32; João 13:1-17

1. A história do Antigo Testamento sobre José (Gên. 37, 39–45), é a história de um filhinho de papai mimado e estragado, forçado por circunstâncias além de seu controle a passar pelo menos duas décadas como escravo e prisioneiro. Esse caminho improvável por fim o conduziu a uma posição de autoridade sobre todo o Egito. O que uma vida de serviço ensinou a José, não podia ter sido aprendido nas tendas de seu pai. O serviço é sempre um pré-requisito para maiores responsabilidades? Como nosso serviço se relaciona com a avaliação que fazemos da graça de Deus?

2. O fruto do verdadeiro arrependimento é visto na maneira como nos relacionamos com nossos concidadãos. Se já experimentamos a maravilha de Sua graça, dificilmente poderemos conservá-la para nós mesmos. Leia Romanos 8:31-39. Como podemos aplicar esse tipo de amor a situações específicas? Por exemplo: Perdoar um cônjuge infiel. Perdoar um filho desonesto. Perdoar a pessoa que, por descuido, causa um acidente de automóvel que provoca morte ou danos permanentes. Perdoar um pai que comete abusos.

3. O outro lado do perdão é o perigo de permitir que as pessoas continuem em seu comportamento destrutivo. Leia Lucas 15:11-32. O que mantinha o filho pródigo fiel e obediente ao seu pai depois que voltou? Você pode dar algum exemplo do ministério de Jesus em que a misericórdia e o perdão não alcançaram o propósito desejado?

4. Jesus lavou os pés dos discípulos para lhes ensinar a humildade (João 13:1-17). Quem se beneficiou mais desse ato? Quem praticou? Quem recebeu? Quais foram os benefícios para cada um?

Testemunhando

As abelhas que produzem mel vivem em colônias compostas de uma rainha, cerca de cem zangões e milhares de operárias. As operárias passam a vida inteira "trabalhando" para a sobrevivência das outras abelhas na colônia. Elas limpam a colmeia, alimentam as abelhas em crescimento (larvas) e as outras abelhas, produzem cera para construir os favos, montam guarda na entrada da colmeia e buscam alimento (néctar). As testemunhas de Deus são como essas abelhas operárias, trazidas a este mundo para trabalhar para o Senhor em serviço aos outros.

"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus" (Filip. 2:5, NVI). Jesus tomou sobre Si a forma de servo. O trabalho da Sua vida era servir aos outros. Ele atraía todos a Si mesmo por meio do serviço. Conforme os ensinava sobre o dom da salvação, Ele curava, confortava, alimentava e comia com eles. E enquanto fazia isso, Ele ensinava os discípulos a fazerem da mesma forma.

As últimas palavras do Salvador aos discípulos foram: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que Eu lhes ordenei. E Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" (Mat. 28:19 e 20, NVI).

Hoje, nós somos discípulos de Cristo. Cabe-nos continuar a obra iniciada pelo próprio Senhor e continuada por Pedro, Tiago, João e os demais. Ele quer que alimentemos os famintos, confortemos os enlutados e curemos os doentes. Quer que sirvamos, considerando os outros superiores a nós mesmos.

Aplicações à vida diária

Ponto de partida:

Leia o Salmo 86:12 e 13: "Dar-Te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o Teu nome. Pois grande é a Tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do mais profundo poder da morte." Com que atos de serviço você vai glorificar a Deus hoje e até que Ele volte?

Perguntas para consideração:

1. Procure encontrar no livro de João algumas indicações de que Cristo morreu para o eu. Quão cedo no serviço à humanidade você pode encontrar evidências de que Jesus morreu para o eu? E no final da vida? Como podemos entregar o controle, mas reter o poder de decisão?

2. "Uma mulher de meia-idade que perdeu o marido e três filhos pequenos no acidente de um pequeno avião encontra coragem e força em Cristo para continuar e viver ajudando os outros e ser uma bênção para os necessitados. Ela diz a si mesma: ‘Sempre vou sentir falta da minha família, mas não quero prolongar a dor e a tristeza além dos limites da vontade de Deus. É vontade dEle que eu seja feliz sendo útil – e eu sou!" – William Backus e Marie Chapian, pág. 33. O que essa atitude revela?

3. Que pessoas, na História da atualidade, são conhecidas pelo serviço abnegado? Quem em sua família ou comunidade tem essa reputação? O serviço abnegado significa que a pessoa deve renunciar a todas as posses mundanas, toda criatividade, toda beleza e todos os confortos?

Perguntas de aplicação:

1. Além de Jesus, que outros homens e mulheres da Bíblia são seus modelos pessoais sobre perdão?

2. A escrava israelita que propiciou a cura do leproso Naamã, Davi e Miriã ilustram que as crianças e os jovens podem escolher o serviço abnegado. Que outros exemplos da Bíblia você pode apresentar aos seus filhos? Que exemplos modernos você pode citar, de acordo com os interesses e habilidades das crianças? Como sua igreja está cuidando desses grupos de diferentes idades, orientando-os ao serviço abnegado? Você pode servir como modelo nesse particular?