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Lição 1

29 de março a 5 de abril


Deus e o perdão

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: I Sam. 20–23

VERSO PARA MEMORIZAR: "Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8).

ELE FOI UM DOS ASSASSINOS MAIS TERRÍVEIS da história americana. Jeffrey Dahmer abusou sexualmente e depois assassinou (e canibalizou) 17 rapazes, muitos no início da adolescência. Os crimes chocaram a América e o mundo. Como alguma coisa que andava sobre duas pernas e tinha os polegares opostos pôde afundar tanto? Dahmer, ao seu próprio modo macabro, personificou as palavras do poeta russo Joseph Brodsky, que escreveu: "O homem é mais assustador do que o seu esqueleto".

Mas Jeffrey Dahmer, nos últimos meses de vida (ele foi assassinado por outros presos), tinha-se arrependido; ele foi batizado na prisão e professava abertamente crer em Jesus Cristo, Aquele que, enquanto éramos ainda pecadores, morreu por nós – uma morte que também incluía Jeffrey Dahmer. Não havia qualquer possibilidade de Dahmer sair da cadeia. Assim, a profissão de fé não veio maculada por motivos duvidosos: não sairia da cadeia pelo resto da vida, não importava o que ele cresse.

Embora só Deus conhecesse o coração de Dahmer, e só Deus possa julgá-lo, a história de Jeffrey Dahmer traz à luz uma das mais surpreendentes verdades da Bíblia: a disposição de Deus para perdoar até o pior dos pecadores.


Domingo

Ano Bíblico: I Sam. 24–27

Um amor eterno

A salvação da humanidade não resulta de uma reflexão divina tardia; nossa redenção não surgiu de algum tipo de improvisação celestial, necessária por causa do surgimento inesperado do pecado. O amor de Deus pelos pecadores existia mesmo antes de existirem pecadores, antes mesmo da fundação deste mundo. Somos salvos por um Deus cujo amor por nós está arraigado na eternidade. Esse conceito é difícil de entendermos por numerosas razões, e uma delas é que seres finitos não podem nem começar a entender o conceito de eternidade. Ainda assim, o pensamento é confortador: somos amados por um amor eterno.

1. Examine estes versos e escreva com suas próprias palavras o que eles estão dizendo:

a) I Cor. 2:7

b) Efés. 1:3 e 4

c) Apoc. 13:8

Talvez o ponto mais importante a lembrar a respeito desta noção de que Deus nos ama desde a eternidade, antes mesmo de existirmos, seja que a morte de Jesus na cruz não mudou o modo como Deus nos vê. Ele não nos ama porque Jesus morreu; Jesus morreu por nós porque Deus já nos amava.

O que a morte de Cristo fez, ao contrário, foi prover uma maneira para que Deus – mediante Seu amor preexistente pelos pecadores – pudesse salvar-nos dos resultados inevitáveis do pecado de uma forma que não viole a ordem moral do Universo. Parece ter havido uma limitação que Deus impôs a Si mesmo; isto é, Ele tinha que perdoar os pecadores de um modo que estivesse em harmonia com Seu próprio caráter como Deus justo e misericordioso. Se tudo o que Ele tivesse que fazer fosse "perdoar", não haveria necessidade da Cruz. A Cruz resolveu o problema de como Deus poderia ser tanto justo como misericordioso ao mesmo tempo (veja Rom. 3:26).

Imagine viver em um Universo com uma destas opções: (1) Não existe Deus nem força qualquer transcendental; (2) Existe algum tipo de deidade que não se importa conosco; (3) Existe um Deus, e Ele nos odeia e gosta de nos ver sofrer (para citar Shakespeare: "Como as moscas são para meninos que brincam, somos nós para os deuses,/ Eles nos matam por esporte"); (4) Existe um Deus que nos ama além da imaginação. Tome tempo para pensar em cada opção. Como cada opção muda sua perspectiva sobre o significado da vida? Por que nossa compreensão da atitude de Deus para conosco é tão importante?


Segunda

Ano Bíblico: I Sam. 28–31

Confissão

"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I João 1:9).

Se a atitude de Deus para conosco é de aceitação e perdão, por que devemos confessar os pecados? A confissão nos justifica diante de Deus? A confissão diz a Deus alguma coisa que Ele já não conhece sobre nós?

2. Se a sua resposta às duas perguntas acima não foi "Não", escreva nas linhas abaixo os motivos para crer que precisamos confessar os pecados a Deus. Então compare com o que está escrito adiante:

A confissão muda quem confessa, e não a Deus. Confessamos porque Deus anunciou que, no que se refere a Ele, não somos mais Seus inimigos. A confissão é um meio pelo qual entendemos melhor quão repulsivo é o pecado para Deus. Ela nos ajuda a entender quais são os assuntos e as conseqüências do pecado e quanto custou nos redimir dessas conseqüências. A confissão é o reconhecimento de nossa pecaminosidade e da necessidade de um Salvador. A confissão é um meio de fortalecer em nossa própria vida a fé pessoal em Cristo. A confissão do pecado diante de Deus é simplesmente um aspecto do que Paulo falou em Filipenses 2:12 e 13; é parte do processo da santificação.

Então, a confissão não tem a finalidade de persuadir Deus a nos perdoar; mas é um meio apontado pelo Céu para nos ajudar a compreender quão doloroso é o pecado para Deus e para nós. Ela também é um meio de nos ajudar a obter a cura espiritual dos efeitos do pecado. Esse princípio de cura pode ser visto mesmo em nível puramente mundano: Quem já não experimentou como a confissão dos erros pode ser boa quando confessamos a uma pessoa que cometemos algum erro, ou mesmo quando simplesmente contamos aos outros o erro que cometemos? Quanto mais quando confessamos a Deus?

Pense nisto: Por que seria tolo falar de ser perdoados do pecado se não fosse exigido que reconhecêssemos que o pecado precisa ser perdoado?


Terça

Ano Bíblico: II Sam. 1–4

"Os seus pecados estão perdoados"

"Vieram alguns homens trazendo um paralítico numa maca e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus. Não conseguindo fazer isso, por causa da multidão, subiram ao terraço e o baixaram em sua maca, através de uma abertura, até o meio da multidão, bem em frente de Jesus. Vendo a fé que tinham, Jesus disse: ‘Homem, os seus pecados estão perdoados’" (Lucas 5:18-20, NVI).

O aralítico experimentou algo que nenhum de nós jamais experimentou: ele ouviu Jesus dizer: "Amigo, os seus pecados estão perdoados".

Quantos de nós gostaríamos de estar perto de Jesus, de ouvi-Lo primeiramente nos chamar de "amigo", e depois nos dizer que nossos pecados estão perdoados?

Isso é que é garantia de salvação!

Mas, seja ouvindo a promessa diretamente da boca de Cristo, seja aceitando-a por intermédio de Sua Palavra, o resultado final é o mesmo. O paralítico recebeu o perdão que qualquer outra pessoa perdoada recebe; não há diferença entre o que aconteceu a ele (no sentido de ser justificado pela fé) e o que acontece a qualquer um de nós que, pela fé, pede o perdão que Jesus oferece.

3. Examine estes versos: eles não estão dizendo basicamente o mesmo que Jesus disse ao paralítico? Rom. 4:7; Efés. 4:32; I João 1:9; 2:12; Col. 1:14; 2:13. Por que devemos ter menor certeza do perdão do que o paralítico?

Muitos aceitam intelectualmente a idéia de que Deus ama e perdoa; mas, por um motivo ou outro, a realidade do seu significado não tem influência sobre sua experiência. Vivem com medo da condenação eterna, estão sobrecarregados de culpa e sofrem de solidão espiritual e depressão sentimental. Embora a mente lhes diga que Ele está próximo, para eles Deus parece estar longe. A experiência religiosa deles é caracterizada por uma profunda insegurança.

Alguns deles poderiam responder que realmente não podem "crer" se não puderem sentir; outros diriam que têm bloqueios sentimentais que remontam à infância e que os impedem de experimentar o perdão de Deus. Mas se permitirmos que Jesus nos atraia como fez com o paralítico, nada pode nos impedir de sermos perdoados.

O que impede as pessoas de crerem que foram perdoadas apesar de a Bíblia dizer assim? Mencione três possibilidades. Como você responderia a cada uma delas?


Quarta

Ano Bíblico: II Sam. 5–7

Perdão maior do que o pecado

"Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rom. 5:20).

Assim como o amor de Deus é um dom, algo que não podemos obter por nós próprios, o mesmo se dá com o perdão. De fato, o perdão é uma das maiores manifestações tangíveis desse amor. Ser totalmente perdoado até do mais odioso pecado (como o de Jeffrey Dahmer) exige um amor que nós, humanos, mal podemos começar a entender (só podemos, como os mendigos, tomar com humildade e apreciação o que nos é oferecido graciosamente).

Os escritores do Novo Testamento consideram a graça de Deus infinitamente maior do que o pecado. Não importa quão terrível seja o pecado – e podemos ver quão terrível é ele simplesmente abrindo os olhos e olhando ao mundo ao redor – o Novo Testamento ensina que o poder do amor e perdão de Deus é infinitamente maior do que todo mal e todo pecado. O amor de Deus por nós e Sua vontade de perdoar nosso pecado (graças à Cruz) ultrapassa todo o mal de um mundo em que o mal se encontra no ar que respiramos.

Em Romanos 5 o apóstolo Paulo usa expressões como "abundância" e "muito mais" quando compara a graça de Deus com o pecado. O capítulo inteiro faz uma série de contrastes entre a graça e o pecado.

4. Para entender melhor a ênfase de Paulo em Romanos 5, mencione todos os versos em que são usadas as palavras "muito mais" neste capítulo. Com o que essas palavras estão relacionadas?

Resuma em algumas linhas a essência do que Paulo disse em Romanos 5. Dê atenção especialmente aos primeiros cinco versos. Qual é a mensagem aqui, e como você pode usar o que ele diz para ajudar alguém que esteja tendo algum desânimo espiritual, lutando com a fé, inseguro sobre a salvação ou desencorajado por causa do pecado em sua vida? Escreva uma pequena nota para ajudar essa pessoa, com base neste capítulo.


Quinta

Ano Bíblico: II Sam. 8–10

Ilustrado o perdão de Deus

"Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Jesus respondeu: ‘Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete’" (Mat. 18:21 e 22, NVI).

6. Existe alguma possibilidade de o perdão de Deus se esgotar? Escreva por que sim ou por que não. Que exemplos bíblicos você teria para sustentar sua posição?

Os rabinos ensinavam que a lei exigia que o povo de Deus perdoasse até três vezes. Pedro, sentindo que Jesus normalmente ia "além" da lei mosaica, sugeriu dobrar o requisito da lei e somar um para garantir. Além disso, o número sete simbolizava a perfeição na cultura judaica (Veja Ellen G. White, Parábolas de Jesus, pág. 243).

A resposta de Jesus a Pedro deve ter surpreendido o discípulo e o restante de Seus ouvintes. Ela desafiava a suposição de Pedro sobre o perdão como uma ação que podia ser contada, como dinheiro no banco. Cada vez que concede o perdão, a pessoa faz um registro, até que o limite seja alcançado; então, essa pessoa pode dar o troco. Isso é que é viver pela "letra da lei" (este pensamento é meio parecido com uma das convenções de guerra: os soldados não deveriam atirar em pára-quedistas enquanto estão descendo no ar; depois que pisam no solo, os soldados podem atirar contra eles).

Jesus realmente queria que as pessoas contassem até esse número e então parassem de perdoar? Ou esta história representa que Deus nunca vai deixar de nos perdoar, enquanto buscarmos o perdão? Outra vez, pense nas conseqüências se, de fato, esta fosse a mensagem que Jesus quisesse dar ao responder a Pedro. Levando em conta as palavras de Paulo, de que "de Deus não se zomba" (Gál. 6:7), que conclusões erradas alguém poderia tirar desta verdade maravilhosa?


Sexta

 

Ano Bíblico: II Sam. 11 e 12

Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, "O Cuidado de Deus", págs. 9-15; Parábolas de Jesus, "Como é Alcançado o Perdão", págs. 243-251.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. "Vocês ouviram o que foi dito: Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo. Mas Eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem" (Mat. 5:43 e 44, NVI). Se Deus me pede que ame os meus inimigos, Ele não faz o mesmo? Se Deus ama Seus inimigos, ele ama Seu maior inimigo, Satanás? Ele não estaria disposto a perdoar até mesmo o diabo, se ele se arrependesse genuinamente? Se é verdade, então a tragédia da destruição do mal é que todos eles são pecadores que poderiam ter sido perdoados mas recusaram aceitar o perdão que Deus ofereceu. Você concorda com esta linha de raciocínio? Dê suas razões para concordar ou discordar.

2. Por que algumas pessoas sentem que é necessário "comprar" um perdão que é dado gratuitamente?

3. Por que o conhecimento de que não existe maneira de eu destruir o amor ou a disposição de Deus para perdoar faz com que seja possível eu ser mais honesto para com Deus do que mesmo para com meu próprio cônjuge, meus pais ou irmãos?

4. O que você diria se alguém lhe dissesse: "Se eu confesso e sou perdoado, por que não me sinto perdoado? Por que ainda sinto o fardo de culpa pesando sobre mim?" Ou o que você diria para a pessoa que dissesse: "Olha, eu confessei meus pecados, Deus perdoou, e agora não quero mais ouvir deles, nem dos problemas que eles podem ter provocado. Estou perdoado; isto é tudo que importa"?


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: Romanos 5:8

1. Demonstrar que Deus está sempre pronto a perdoar o pecador arrependido.

2. Mostrar que mesmo o pecado mais horroroso pode ser perdoado, se for confessado.

3. Ilustrar que Jesus quer nos dar a certeza do perdão.

Esboço:

I. O perdão de Deus se baseia no Seu amor eterno por nós (Jer. 31:3).

A. Deus planejou a salvação da humanidade antes da fundação do mundo.

B. Jesus Se dispôs a salvar a humanidade da penalidade do pecado.

II. A confissão é para nosso benefício e não de Deus (Lev. 26:40-42).

A. A confissão nos leva a reconhecer nossa pecaminosidade.

B. A confissão é necessária para a santificação.

C. A confissão traz cura e restauração ao pecador.

III. O poder do amor e do perdão de Deus é infinitamente maior do que a terribilidade do pecado.

A. O pecado cobra um preço terrível da humanidade e da natureza.

B. Apesar de nosso pecado, Jesus "pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus" (Heb. 7:25).

Resumo:

Embora o perdão seja a chave que abre as algemas do pecado sobre o pecador, antes deve haver sincera tristeza e confissão. O perdão é um ato divino. A confissão é um reconhecimento do pecado da pessoa. O perdão é a resposta divina à confissão sincera da humanidade.

Deus e o perdão

Existe um intrigante círculo vicioso no perdão que o torna difícil de compreender: como seres humanos pecaminosos, é impossível perdoarmos. Nossa inclinação é buscar vingança. Podemos perdoar uns aos outros porque Ele nos perdoou, mas a Bíblia nos diz que não podemos ser perdoados até que perdoemos (Lucas 6:37). Então, onde começa o processo? Começa com o amor de Deus.

Em nosso estado pecaminoso, é impossível guardar a lei de Deus. Mas a lei de Deus não pode "ser mudada para atender às necessidades humanas, pois no planejamento divino ela jamais iria perder a sua força nem dispensar a mínima parte de seus reclamos.. ...

"A lei de Jeová, o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra, era tão sagrada como Ele próprio" – Ellen G. White, História da Redenção, págs. 46 e 48.A única esperança que temos é a permissão da lei para Cristo "fazer pelo homem uma expiação aceitável a Deus, dando Sua vida em sacrifício e enfrentando a ira de Seu Pai como sacrifício e sofrendo a ira de Seu Pai." – Ibidem, pág. 48. Assim, o plano de salvação é uma clara demonstração do supremo amor de Deus por nós.

"Toda a iniciativa da salvação está com Deus. ... Foi Deus que enviou Seu Filho, e O enviou porque amava a humanidade. Por trás de tudo está o amor de Deus." – William Barclay, O Evangelho de João, vol. 1, pág. 137.

O perdão do pecado requeria um sacrifício, uma expiação. A morte de Cristo proveu essa expiação, até mesmo para pecados ainda não cometidos. "Ele pagou a dívida antes mesmo que pedíssemos perdão!... Pagou o preço do perdão antes que o crime fosse cometido." – T.D. Jakes, I Choose to Forgive [Eu Decido Perdoar], pág. 21. Por causa desse sacrifício, "temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça" (Efés. 1:7). A Bíblia deixa claro que a morte de Jesus expia os nossos pecados (Atos 13:38; Rom. 4:7), e João 3:16 explica que nosso perdão é um dom.

Mas até aceitarmos esse presente, permanece a propriedade do Doador. O perdão estipula um papel para os que se beneficiarão dele. Aceitar o dom da salvação implica que devemos estar cientes de nossa condição. E é aí que a confissão entra em cena.

Antes de podermos aceitar o perdão, devemos reconhecer que precisamos ser perdoados. "Quando confessamos nossos pecados ao Pai celestial, estamos... concordando com a atitude dEle sobre o pecado. ...

"A confissão implica que estamos assumindo a responsabilidade por nossas ações." – Charles Stanley, The Gift of Forgiveness [O Dom do Perdão], pág. 94. Quando isso acontece, podemos ser restaurados "ao nível anterior de comunhão e intimidade com Ele – de nossa perspectiva".Ibidem, pág. 98. "Nossa capacidade de desfrutar o perdão... baseia-se em nossa disposição de reconhecer e confessar aquele pecado."Ibidem, pág. 136.

"À medida que se aproximar [de Deus], em arrependimento e confissão, Ele Se aproximará de você, com misericórdia e perdão." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 55. Não podemos lidar com o pecado se recusarmos reconhecê-lo. Neste caso, Satanás nos controlará. "Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, e permitem que eles permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados ou perdoados, serão vencidos por Satanás." – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, pág. 202.

Uma vez que reconhecemos o pecado e aceitamos o perdão provido pela Cruz, podemos cooperar com Deus para erradicar o pecado de nossa vida. "Quem quer que, sob a reprovação de Deus, humilhe a alma com confissão e arrependimento, como fez Davi, pode estar certo de que há esperança para ele. Quem quer que com fé aceite as promessas de Deus, encontrará perdão."Ibidem, pág. 726. Além disso, temos a garantia de que quando perdoa nosso pecado, Deus o apaga completamente. "Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei." (Jer. 31:34). "O elemento essencial para que possamos receber e comunicar o amor perdoador de Deus é conhecer e crer o amor que Ele nos tem." – Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, pág. 115. Podemos ter a certeza de que fomos perdoados (Sal. 32:1; 85:2; 103:3; Col. 3:13; Efés. 1:7; 4:32). "É privilégio de todos os que cumprem as condições, saber por si mesmos que o perdão é oferecido amplamente para todo pecado."Caminho a Cristo, pág. 52. "Aquele... que ouviu os clamores de Seus servos na antigüidade, ouvirá a oração da fé, e perdoará as nossas transgressões."Patriarcas e Profetas, pág. 203.

Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Mateus 18:21-35; Lucas 5:17-26; Romanos 5:6-8.

1. O perdão de Deus é notável pelo mesmo motivo que o amor de Deus: Somos totalmente indignos deles. Tanto Paulo (Rom. 5:8) como João (I João 4:19) reconheciam que o perdão, como o amor, vem a nós como dom de um Deus que é perito nessas duas qualidades. O perdão que concedemos uns aos outros é motivado pelo perdão de Deus aos nossos pecados? Ou é um reflexo do perdão de Deus? Isso faz diferença?

2. Quando Pedro perguntou a Jesus sobre os limites do perdão, Jesus contou aos discípulos a história do servo iníquo (Mat. 18:21-35). A história de Jesus tem personagens que demonstram tanto a misericórdia como a justiça. O que a história revela sobre os limites do perdão? E quem decide se e quando essas barreiras foram cruzadas?

3. Na história do paralítico (Lucas 5:17-26), o homem que foi levado pelos amigos a Jesus tinha necessidades físicas evidentes. Mas as primeiras palavras de Jesus ao homem foram: "Meu amigo, os seus pecados estão perdoados" (v. 20, BLH). O que este incidente revela sobre nossa necessidade de perdão? Por que a cura física do homem era parte necessária da restauração espiritual?

4. Na realidade, freqüentemente o perdão não é a solução final. Infelizmente, muitas vezes temos que pedir a Deus para nos perdoar repetidamente por fazermos as mesmas coisas que Ele já havia perdoado no passado; da mesma forma, é requerido de nós que perdoemos aqueles que continuam a errar contra nós. O risco de frustração e dor emocional é parte inevitável do perdão? Que benefícios práticos o perdão nos traz quando parece que somos incapazes de nos livrar de alguma tentação persistente?

Testemunhando

Quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, o Senhor passou diante dele proclamado: "Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!" (Êxo. 34:6 e 7). Note as palavras que Deus usou para descrever a Si mesmo: compassivo, clemente e longânimo, perdoador. Ele também usa as palavrasbondade’ e ‘verdade’. Deus não é só perdoador, mas também é um Deus honesto. Então, podemos crer que "Ele é fiel e justo para nos perdoar" (I João 1:9) como prometeu.

Jesus disse: "Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso" (Lucas 6:36, NVI). Como representantes de Deus na Terra, devemos mostrar a um mundo perdido no pecado o que é realmente o verdadeiro perdão. Não é suficiente dizer. Precisamos mostrar. Deve ser parte de nossa vida diária. Mas o perdão não é algo que já possuímos. Seres humanos pecaminosos não são capazes de perdoar, assim como não somos capazes de amar sem o poder de Deus. O perdão é um dom de Deus.

Só quando experimentamos o perdão de Deus em nossa própria vida podemos entender verdadeiramente o que significa perdoar. Quando perdoa, Deus diz que "dos seus pecados jamais Me lembrarei" (Jer. 31:34). O verdadeiro perdão é não guardar rancor nem ressentimento. O verdadeiro perdão sabe que "Minha é a vingança... diz o Senhor" (Rom. 12:19, NVI). O verdadeiro perdão é não se lembrar mais. Como cristãos, devemos ser como Deus. Deus é misericordioso. Deus é bondoso. Deus é longânimo. Deus é perdoador.

Aplicações à vida diária

Ponto de partida:

Quando confrontado por Natã e forçado a reconhecer seu pecado, Davi imediatamente fugiu para Deus, o Juiz, em busca de perdão, em lugar de confiar em algum membro da família ou amigo (II Samuel 12; Sal. 51). O que este fato nos diz sobre o propósito e processo do perdão? Onde se pode encontrar realmente o perdão?

Perguntas para consideração:

1. De acordo com I João 1:9, o perdão é uma parceria. É possível ser sócio de outra pessoa para restabelecer uma relação quebrada com Deus? Por quê?

2. A ofensa que cria uma crise é pessoal, profunda e injusta. Mas esses são os tipos mais importantes de ferimentos que devemos perdoar. Por quê?

Perguntas de aplicação:

1. Imagine o Doador do perdão observando algumas pessoas desembrulhando o presente do perdão. Eles deixam de lado o papel de presente (graça) e pisam na caixa (a Cruz). Existem níveis diferentes de perdão, de acordo com a atitude das pessoas (por exemplo, pai-filho, marido-mulher, professor-estudante, juiz-réu?

2. Qual seria uma resposta cristã a pessoas que o tratassem com desprezo por perdoar injustiças cometidas contra você?

3. O primeiro passo nos programas de recuperação como os Alcoólicos Anônimos exige que a vítima reconheça a dependência. Da mesma forma, o perdão começa quando os pecadores admitem sua culpa. Que outros passos você incluiria em um programa de perdão? Que passo(s) são mais difíceis para você? Como você supera as dificuldades para obter o sucesso?

4. As empresas de vendas por catálogo conquistam clientes oferecendo determinados brindes quando os compradores adquirem certo volume de mercadorias. O perdão foi preparado antes da fundação do mundo, mas os céticos depreciam esse dom. Como você encaminharia essas pessoas para uma avaliação honesta?