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Estudo nº 7 – Perdoados pelo amor de DEUS

Semana de 10 a 17 de maio

Comentário auxiliar elaborado pelo prof. Sikberto R. Marks

www.designioglobal.com.br

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

 

Perdoados pelo amor de DEUS

 

              Este comentário tem por objetivo auxiliar na compreensão dos estudos diários relacionados a série de treze lições especiais semanais que abrangem de abril a junho. O tema geral desses estudos é “perdoados”. Trata-se de uma abordagem urgente, vital e necessária para os nossos dias em que cada vez mais impera a vingança em lugar da concórdia. Nosso sincero desejo é que todos tenham bom proveito por esses estudos, e que os comentários, de alguma forma, lhes sejam benéficos. Bem logo nos conheceremos!

 

1.       1.       Introdução – sábado

“Portanto, assim como vocês receberam CRISTO JESUS, o Senhor, continuem a viver n’Ele” (Col. 2:6, NVI).

 

O que é uma tragédia? Geralmente imaginamos uma tragédia quando ocorre, por exemplo, um acidente, e morre uma família inteira, ou apenas resta um membro da família, ou algo parecido, em que haja morte ‘trágica’. Sem dúvida, isso deve ser classificado como tragédia, mas quase nunca nos damos conta que todos os dias ocorrem tragédias piores que coisas assim. Tragédia tem a ver com morte, isso é certo.

O que é uma tragédia do ponto de vista do Céu? Vejamos os elementos dessa ótica. Como a lição coloca muito bem o assunto, é a perda da capacidade de amar, de ser amado, e de se amar a si mesmo. Ocorrendo isso, a pessoa torna-se incapaz de viver. Passa a viver mal sentindo-se culpada, ou então, endurecida pelo vício do pecado, sofre fugindo sem sentir culpa, mas a essas alturas, foge nem sabe do que. A sua fuga vai por diferentes caminhos, o tradicional do álcool e das drogas ou também o da acumulação de bens e mais bens, onde procura alguma segurança para o seu futuro. Pensa levar uma vida boa, mas no íntimo reprime algum tipo de angústia. Isso, que nós seres humanos praticamente nem percebemos, que é segundo a Bíblia em seu amplo contexto, uma verdadeira tragédia.a pessoa torna-se incapaz de viver em harmonia com seus semelhantes, e perde o direito à vida eterna.

A tragédia se expande. Há os filhos de pessoas que perderam a capacidade de amar, que já nascem nessa condição, e jamais aprendem o que é o verdadeiro amor. Essas pobres criaturas, essas sim, estão numa situação lamentável, elas nem tem consciência para distinguir com segurança o correto do errado, o verdadeiro amor do amor comum, o amor do ódio. Elas nascem e se desenvolvem no limite da vida, e muitas delas crescem, vivem uma vida espiritualmente trágica, e morrem dessa maneira.

Quando ocorre a tragédia espiritual, tais pessoas, do ponto de vista espiritual apenas vegetam, e não tem consciência da sua situação. Possivelmente a maioria das pessoas no mundo deve estar nessa situação, mesmo que pertençam a alguma igreja. Decorre disso, que o casamento não mais se mantêm, que as relações entre as pessoas deteriora, que a sociedade torna-se cada vez mais violenta, que o respeito aos menores desaparece, que o respeito à vida deixa de existir dando lugar às drogas, ao terrorismo, à violência na família, aos que se matam para matar por ódio, à corrupção, e assim por diante. A incapacidade de amar leva à incapacidade de viver e de ser feliz. Leva à incapacidade de fazer os outros felizes, da pessoa construir um verdadeiro círculo de amizade saudável. A sua vida torna-se emocionalmente dirigida pelas sensações dos conflitos, dos desentendimentos, dos confrontos, das intrigas, do sexo livre, e muito mais.

O verdadeiro prazer da vida lhes é desconhecido. Chegam a um ponto em que, nem mesmo querem ouvir sobre assuntos relacionados à salvação. A sua alienação com o que é verdadeiramente agradável se distanciou tanto que rejeitam a pureza do amor original. Isso que é uma tragédia. A pessoa está atolada na cova da morte, e no entanto, pensa ser este o melhor modo de se viver. Ela está no caminho da morte eterna: que tragédia!

 

 

2.       2.       Primeiro amor – domingo

 

Nós amamos porque Ele nos amou primeiro”(I João 4:19).

              A vida está no amor, vem do amor e se perpetua através do amor. Além disso, pelo amor a vida se torna bela, emocionante, agradável, boa de ser vivida. Mas o amor vem de onde?

              DEUS amou primeiro, é d’Ele que vem o amor, Ele é amor. Ele nos amou primeiro, isto é, ele nos transmitiu amor para que pudéssemos ter amor para nos amarmos uns aos outros, e acima de tudo, amar a DEUS. A única origem do amor é DEUS, e a única forma de termos amor é sermos amados e transmitirmos amor. Só ser amados não é suficiente, e só transmitir amor é impossível. Para transmitir amor devemos recebe-lo de quem ele se origina, mas para termos amor, é preciso amar. Então, somos alvo do amor e, ao mesmo tempo, reprodutores de amor. É então que sentiremos o amor, que teremos as emoções de sua influência benéfica em nossa vida.

              DEUS nos amou primeiro, por isso, somos também capazes de amar. Amar como DEUS ama é viver para o outro. No lar, o marido vive para a sua esposa e para seus filhos e filhas. A esposa vive para seu marido e seus filhos e filhas. Cada filho ou filha vive para os outros membros da família. Um quase sinônimo de amor é servir, isto é, existir para beneficiar o outro. Em especial, para fazer o outro feliz. Essa é a prática do amor, é como ele se manifesta na realidade do dia-a-dia. Quem ama torna-se feliz por que faz outros felizes, e recebe como recompensa, o amor daqueles que faz feliz. Isso foi que DEUS fez e faz conosco, Ele nos quer fazer muito felizes. Você não é capaz de imaginar o que Ele fará por nós quando estivermos juntos com Ele no Céu. Lá não vão existir as restrições de relacionamento criadas pelo pecado, e nós poderemos ver e estar com DEUS, e Ele poderá fazer todo o bem que seu infinito amor é capaz. Então é que se cumprirá I Cor. 2:9, algo incrível, hoje impossível de imaginar. O amor não encontra limites para providenciar pela felicidade da vida dos outros. Isso vem de DEUS, não poderia haver outra fonte.

              Como diz a lição, o homem natural não compreende essas coisas e as classifica como sendo loucura. O homem natural é o que está afundado no pecado, e que se enredou tanto na condição de pecador que já não consegue mais ver que a vida pode ter uma alternativa radicalmente diferente que essa sofrida passagem aqui na Terra. Por exemplo, o evolucionismo é uma tentativa de explicação da origem e do seguimento da vida. Os evolucionistas tem explicações para tudo. São explicações se chamam propostas teóricas, ou seja, idéias de como algo poderia ter sido. Essas idéias podem ou não corresponder com a realidade, e verificar isso é tarefa da pesquisa científica. Pois bem, enquanto a pesquisa não encontra as provas das propostas de teorias, elas são utilizadas como explicações oficiais para todas as coisas. Ora, o homem natural prefere aceitar uma simples proposta de teoria que aceitar a verdade da vida relatada pelo próprio Criador, em Sua Palavra. O homem natural aceita o que tem o rótulo “científico”, e geralmente não questiona se isso pode ser ou não ser verdadeiro. Mas muito do que hoje está sob o rótulo “científico” não passa de uma seqüência de mentiras atreladas àquela que satanás pronunciou no Éden, e que resultou na queda do mundo: “é certo que não morrereis”.

              Para o amor, por exemplo, o evolucionismo poderia dar a seguinte explicação. Como é o mais apto que sobrevive, esse mais apto une-se em grupos, e para melhor defesa de cada grupo, passam a amar-se entre si, uns aos outros. Isso lhes daria vantagens para atacar outros grupos. Enfim, cada um pode inventar sua versão do que seja amor.

              No entanto, o amor pela vida com felicidade, vida eterna com felicidade completa, esse não evoluiu, sempre existiu, vem da eternidade, e se estenderá para a eternidade. Esse amor só pode vir do Criador que é amor. Amor de verdade só existe um, aquele que não luta com os outros para ser mais que eles, mas que luta pelos outros para que estes sejam o que ele é. No limite, em vez de tirar a vida dos outros para sobrepuja-los, o verdadeiro amor dá a sua vida pelos outros para que eles vivam. Algo que não tenha essas características, isso não é amor, deve ter outro nome.

 

 

3.       3.       DEUS enviou Seu Filho - segunda

 

O amor que só se limita a palavras bonitas é vazio. Não tem valor prático. Amor de verdade coloca-se no lugar do outro, e, esquecendo-se a si mesmo, de tal maneira se disponibiliza pelo outro que transpõe qualquer limite pelo outro, para o ajudar. Há, no entanto, um limite máximo, além do qual, nem o amor pode ir: é dar a sua vida pelo outro, assumindo o mal que o outro fez, para que este esteja livre da condenação. Isso é amor não só de palavras, mas de ação.

Sempre que queremos demonstrar nosso amor pelos outros, devemos sim, expressa-lo em palavras, e sempre que necessário, ou que houver oportunidade, ratifica-lo em atos. Assim é que a comunidade dos que se amam crescerá em dignidade uns pelos outros, no tratamento entre esses irmãos. Ou seja, quando tudo corre normal, então é fácil dizer que nos queremos bem, e que nada temos uns contra os outros. Mas, quantos não são os casos em que por uma pequena fagulha de problema gera-se uma crise de relacionamento entre os irmãos. Quando é assim, saiba-se, nessa irmandade não existe amor, mas sim, fingimento de amar. É nas ocasiões em que ocorrem problemas que se sabe se nos amamos uns aos outros, não na normalidade. Foi na cruz que JESUS provou que nos ama de verdade. Portanto, os problemas são, na realidade, ocasiões ímpares para provarmos uns aos outros que estamos sendo transformados por DEUS, isto é, que estamos deixando que Seu Espírito atue em nós.

Vamos a dois exemplos. Tempos atrás, numa reunião de vigília pala unidade na igreja, se faziam presentes muitas pessoas. Todas estavam bem dispostas para reconciliarem-se entre si, para melhor se relacionarem entre si. Mas duas delas resolveram apontar naquela hora erros de outro irmão. E se exaltaram, e a perplexidade tomou conta numa disparada de acusações. Nesses dois não havia o espírito de perdão, mas de acusação. Não é necessário dizer que a vigília fracassou: dois conseguiram destemperara toda a massa, e o mal estar perdurou até o final, embora os esforços inteligentes de quem dirigia.

Noutra ocasião, um pequeno grupo de irmãos estava conversando sobre a sociabilidade na igreja. Estavam trocando idéias sobre como melhorar esse aspecto. Nisso entrou alguém no assunto, e se exaltou, dizendo que ele já faz tudo o que ali estava sendo buscado. Houve um mal estar entre os demais. Isso demonstra falta de amor.

Pois bem, o que de prático podemos aprender na lição de hoje? Que os momentos da vida prática são as oportunidade de crescermos no amor fraternal. Não é só na hora da pregação, mas no dia-a-dia. Amar requer fazer algo, não só falar algo. Requer fazer algo de bom, carregado pelo espírito perdoador justamente nos momentos em que dá vontade de fazer o contrário, isto é, de dizer “poucas e boas”. Esse é o momento de prova, é nesses momentos que se distingue quem ama e quem odeia, quem está apto e quem não está apto a amar. Por exemplo, quando irmãos praticam esportes, (o competitivo nem deveria ser praticado por quem deseja amar de fato, e ser levado para o Céu, onde não há competição...) nesses momentos é que se pode distinguir quem ama, e quem é governado pelo ódio. Quantos “bons” líderes nesses momentos revelam seus verdadeiros caráteres?!!!

Mas como se ama? Isso está revelado na Bíblia, em essência, nos Dez Mandamentos. Ora, se o governo de DEUS segue o princípio do amor, então DEUS deve ter revelado algo sobre esse princípio em Sua palavra. E de fato o fez. O amor liga uns aos outros, e liga todos a DEUS. Nos ligamos a DEUS pelo mandamento da santificação do sétimo dia da semana da criação, e nos ligamos uns aos outros se tratarmos dignamente nossos pais, aos quais devemos a vida, e tratarmos dignamente a todos os demais, conforme os restantes cinco mandamentos. Ali está escrita a essência de como devemos nos amar uns aos outros. Em resumo, devemos amar a DEUS com tudo o que somos e o que podemos, e amar nosso próximo como amamos a nós mesmos. Esse critério é tão lógico que por ele podemos entender toda a Lei, e entender nele a confirmação de todos os escritos dos profetas do Antigo Testamento, que se projeta no Novo Testamento. Portanto, de fato, e na prática, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de DEUS, e que ama, conhece a DEUS. Assim diz a Bíblia (I João 4:7).

 

 

4.       4.       Amar a DEUS – terça

 

“Porque este é o amor de DEUS: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (I João 5:3).

 

O amor, a rigor, não necessita de regras, nem mandamentos. O amor age pelo princípio da sua própria natureza, que é fazer o bem aos outros. Os Dez Mandamentos foram dados ao ser humano porque, após o pecado, sua natureza se havia mudado para outra, que não é capaz de amar, mas de odiar, de vingar-se, de fazer mal, de buscar vantagem. Nessas condições se fizeram necessários os Dez Mandamentos, mas JESUS mesmo disse, e a Bíblia o ratifica em diferentes lugares, que esses mandamentos devem ser transformados em princípios de vida no coração das pessoas, ou seja, no centro da racionalidade, o cérebro e a mente, no centro emocional do ser humano, isto é, em seu sistema límbico. Esses mandamentos, de Lei que são, devem tornar-se em nós dez princípios de vida, como fazendo parte de nosso ser. Então eles serão inteiramente eficazes, e nós saberemos, de fato, como amar.

Portanto, amar requer duas coisas, para que de fato seja amar: (1) permitir que o Espírito Santo escreva os Dez Mandamentos em nossas mentes (racionalidade dos princípios) em nossos corações (nosso centro emocional e dos sentimentos). (2) Então, devemos viver todos os dias esse amor, amando a DEUS e amando ao próximo como amamos a nós mesmos. Isso foi o que JESUS revelou na cruz, ao nos amar incondicionalmente, mesmo que nós nos houvéssemos revoltado contra Ele, condenando-O à morte. Esse é o princípio de vida que foi dado aos nossos primeiros pais. Todo o Universo funciona assim, por isso eles tem a vida eterna, e podem ser felizes. É bem simples e fácil ser feliz e ter vida agradável.

O assunto de hoje é o nosso amor a DEUS. Ele naturalmente está no contexto dos Dez Mandamentos, pois eles existem, em primeiro lugar, para nos ensinar a viver de bem com DEUS e de bem com nossos semelhantes. Por essa razão foram escritos os dois parágrafos acima.

Agora, quais seriam, dentre um infinidade, os principais motivos para amarmos a DEUS? Segue uma lista abaixo.

ð           ð            Por que Ele nos criou, e existimos por essa razão. O fato de existir é o principal motivo para se amar a DEUS. A existência é de extrema importância, pois somos algo por essa existência, nossa felicidade, nossas esperanças, enfim, tudo, depende de existirmos. Nossa existência é algo tão importante, para nós e para DEUS, que Ele estabeleceu um relacionamento exclusivo para esse reconhecimento, a santificação do dia de sábado. Ou seja, nós devemos adorar (isto é um tipo especial de amor, exclusivo ao Criador) porque existimos (ver. Apoc. 4:11). Portanto, nossa existência é o maior motivo para amarmos (igual adorarmos) a DEUS.

ð           ð            Em seguida, outro motivo para amarmos a DEUS, é por Ele ter decidido nos resgatar do pecado, e nos devolver, por Seu amor, a vida eterna que nós havíamos desperdiçado. Isso foi feito por intermédio de JESUS. Interessante, nós fomos criados por intermédio de JESUS, e fomos salvos do pecado pelo mesmo membro das trindade.

ð           ð            Mais um excelente motivo, enquanto estávamos afundando no ódio, Ele, DEUS, nunca deixou de nos amar. Isso é assim a ponto de a Bíblia dizer que Ele nos amou primeiro. Na realidade, a tradução desse pensamento, de nos ter amado primeiro, é mais profundo que superficialmente parece. Na realidade Ele nunca deixou de nos amar, o Seu amor por nós nunca foi interrompido. Até mesmo antes de ter-se manifestado o pecado, DEUS já o sabia, e por Seu amor havia providenciado o plano da salvação. Ele nos amava antes mesmo de nos ter criado, aliás, por nos amar que nos projetou e nos criou.

ð           ð            As providências de um reino de amor para nós, um lugar perfeito, eternamente, só felicidade, sem mais nenhuma preocupação com nada, isso também é um bom motivo para amarmos a DEUS.

ð           ð            A Sua Lei, ou seja, como fica melhor, os seus princípios de vida, para nós fracos pecadores, desdobrados por Ele em Dez Mandamentos, para que por eles tivéssemos os princípios de como amar, é outro excelente motivo para amarmos a DEUS.

ð           ð            O ter Ele nos dado a Sua Palavra, a Bíblia, também é um motivo para O amarmos. Que tal se não existisse a Bíblia? Como nos guiaríamos para achar o amor de DEUS?

ð           ð            O fato de, ao nos convertermos verdadeiramente para o amor de DEUS, e assim nos sentirmos muito melhor, antes mesmo de termos sido transformados quando JESUS vier outra vez, sentindo nós o prazer de uma nova vida já aqui na Terra, é outro bom motivo para O amarmos.

ð           ð            O termos uma família onde cultivar o amor, e sentirmo-nos amados, também é motivo para amarmos a DEUS.

ð           ð            O fato de JESUS ter fundado a Sua Igreja aqui, para nos abrigar, nos proteger, nos ensinar, etc. é um grande motivo para amarmos a DEUS.

ð           ð            A bela natureza, embora a depreciação por causa do pecado, é mais um motivo.

ð           ð            As muitas orações atendidas, os amigos, os escritos do Espírito de Profecia, os problemas que nos levam mais perto de DEUS, a solução desses problemas, e muito, muito mais, são motivos para amarmos a DEUS.

ð           ð            Adicione a essa lista, por exemplo, pelo menos mais uns 50 motivos. Será fácil, pois deve haver milhares de motivos para se amar a DEUS. Esse será um dos assuntos para nos entretermos durante a eternidade. Imagine só!

Ora, resumindo tudo, “DEUS é amor” e se O amarmos, saberemos como nos amar uns aos outros. Que assim seja na prática, e de imediato, viveremos melhor!

 

 

5.       5.       Andando em amor - quarta

 

“Se Me obedecerem fielmente e guardarem a Minha aliança, vocês serão o Meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja Minha, vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êxodo 19:5 e 6, NVI).

 

Não há possibilidade de vida sem leis. Não há possibilidade de convivência sem leis. Tudo o que existe necessita de leis, inclusive a natureza inanimada, quanto mais os seres inteligentes. A natureza tem suas leis específicas, que também nos afetam, mas nós, seres inteligentes, temos leis específicas dadas por DEUS. São as leis morais, sem elas, seria o caos.

Um exemplo do que acontece a uma sociedade sem leis foi a queda do regime de Saddam Hussein. Era um ditador, disso não temos dúvida. Mas, enquanto esse regime se sustentava, pela força do terror, ali havia leis, e deviam ser obedecidas. No intervalo de tempo entre a derrubada do regime e as providências para uma nova ordem no país, não havia nem leis nem governo, e cada um fazia o que melhor lhe aprouvesse. Assim foi no tempo dos juízes, em que a autoridade decaiu em Israel. Em Juízes 21:25 retrata a situação: “Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto.” Ou seja, cada um seguia a sua própria lei, e a confusão se instalou. No Iraque temos um retrato de uma terra sem lei logo após a derrubada do governo de Saddam: saques, mortes, assaltos, etc. Já pensou se esse estado fosse estendido ao Universo? Leis são necessárias, imprescindíveis, principalmente as leis morais, que governam a sabedoria dos seres humanos.

Leis morais, assunto do estudo deste dia, não existem, como já afirmamos, para serem obedecidas como leis propriamente dito, mas como princípios. Os princípios são referenciais pelos quais se elaboram as leis, portanto, estão acima das leis. Lei é o texto que registra o princípio do qual se originou, e o estudo desse texto deve resultar novamente no princípio, agora na mente e no coração das pessoas. Lei é um estágio intermediário entre a origem do princípio e a sua aplicação. Isso é vital. Ora, se seguirmos princípios, estaremos na verdade libertos de leis, como as que temos aqui na Terra, pois já obedecemos as fontes das quais saem as leis. Isso é tão importante que DEUS trata seus princípios, os Dez Mandamentos, como devendo fazer parte de nosso ser, não como um código externo para servir de poder sobre nós. Ele, como consta nos textos de Jer. 31:33; Ezeq. 36:26 e 27; Heb. 10:16, quer, por métodos de ensino da Lei, colocar esses princípios em nossas mentes e corações. O fazer isso resulta em transformação do ser, uma nova pessoa, diferente das anterior, do velho ser (velho homem). Assim a pessoa obedece não por obrigação, mas ao natural, por ser assim, ou seja, ela ama os demais porque de seu interior brota amor.

Perceba o seguinte: há dois princípios morais. Um princípio moral é o que orienta nosso comportamento de maneira construtiva com relação a DEUS e ao próximo, esse é o amor, e o outro cria um sistema de relacionamento negativo com DEUS e com o próximo, esse é o ódio. Há, portanto, o princípio moral do amor e o do ódio. O primeiro afeto ao governo de DEUS, o outro afeto ao governo de satanás. E não há como alguém posicionar-se num terceiro posto, pois ele não existe. Só há dois senhores com seus respectivos princípios para escolher. Não existe lugar no Universo onde não haja alguma lei, elaborada a partir de princípios, bons ou maus (os maus, só no planeta Terra), mesmo que seja a condição da lei do mais forte, da barbárie. Por esse caminho, a civilização vai mais rápido para o caos e para o fim.

Princípios, sem dúvida, precisam ser postos em prática. O amor necessita de intimidade para se manifestar. O amor une exatamente para se expressar. Não há como amar uma pessoa sem nunca falar com ela, se estar junto a ela. Seguindo esse pensamento, aqui propomos para aquelas igrejas que ainda não o esteja fazendo, momentos especiais de sociabilidade. Talvez seja melhor no sábado à noite. Esse deve ser um momento em que se coloca em prática o que aprendemos nos estudos da Bíblia. Devemos ali testar nossos conhecimentos sobre o amor. Esse não deve ser um momento para ‘fofocas’, para ‘acusações’, ou coisas que desunem. Aliás, isso jamais deveria ser feito. Esse deve ser um momento em que nos sentimos felizes por podermos estar juntos, receber bem os amigos e os visitantes. É um momento, talvez mais missionário que as séries de conferências. É a convivência informal da comunidade daqueles que esperam logo estar num novo reino. Eles se reúnem para, de diversas formas, manifestarem seu amor uns pelos outros. Reúnem-se para conversar, para brincar, principalmente os jovens, para cantar, para rir, tomar um suco ou um chá, ou para alguma coisa de comer, enfim, para muitas coisas, desde que diferente do mundo, num espírito guiado pela atmosfera do Céu. Devem ser convidados os anjos bem como o Rei do Universo.

Os encontros devem ser tão agradáveis, tão amistosos, tão cheios de amor e de ternura, que a igreja sinta falta deles durante a semana. Esse convívio certamente atrairá pessoas que de outra forma não viriam. Não são momentos para pregações, nem para estudos formais, embora, se a conversa ‘rolar’ para algum assunto religioso, por ser informal, deixe acontecer. Vale o espírito informal de espontaneidade, onde as pessoas se sentem muito felizes, por que todos se amam. Até os cultos formais assim se tornarão muito melhores, tudo irá melhorar. Teremos ali uma atmosfera celeste. Cuidado com os jogos competitivos, que são expedientes de satanás para criar intrigas e brigas, (de preferência entre líderes...). Isso não deveria existir em nosso meio, mas há os que disso não se conseguem libertar!!! É o famoso “ensaio do couro”, uma piada muito sem graça, que ainda transita entre as mais altas esferas. Se esse for o espírito, por favor, nem se pense, por enquanto, na tal sociabilidade. Não se fazem as coisas tentando unir os princípios do governo de DEUS com os do governo de satanás.

Vamos nos preparar para o Céu, amando-nos uns aos outros, em amor, andando em amor, com o amor, como fez Enoque.

 

 

6.       6.       O cumprimento da Lei - quinta

 

“Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei. Pois estes mandamentos: ‘Não adulterarás’, ‘Não furtarás’, ‘Não cobiçarás’, e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei” (Rom. 13:8-10, NVI).

 

O relacionamento da Lei com o amor é evidente na Bíblia. Há bom número de passagens que o atestam. Em I João 2:4 a 6 diz que é pela guarda dos Dez Mandamentos que nos aperfeiçoamos no amor de DEUS. Diz até que pela obediência a esses mandamentos sabemos que estamos com DEUS. Em I João 3:24 diz que “quem guarda os mandamentos permanece em DEUS, e DEUS nele.” Isso é intimidade, ou seja, a expressão do amor na prática. É para isto que existem os mandamentos. Na mesma epístola, cap. 5:3 diz que “o amor de DEUS é que guardemos os seus mandamentos”, mais uma ratificação de que eles são a fórmula do amor. Uma passagem muito significativa nesse sentido vem do evangelho segundo João:15:10: “Se guardardes os Meus mandamentos permanecereis no Meu amor, assim como também tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço.”

Nesse estudo cabe algo sobre se os Dez Mandamentos ainda são ou não são válidos. Segundo muitos cristãos, eles foram cravados na cruz, agora só devemos obedecer o amor, não mais os Dez Mandamentos.

Ora, o que os versos de Rom. 13:8 a 10  dizem é justamente o contrário, que para se ter amor, devemos sim, guardar esses mandamentos. As citações adicionais que agregamos em nosso comentário também dizem isso. A pergunta inteligente é a seguinte: como poderia existir amor sem lei? Não se viu o que aconteceu no Iraque? Roubos, mortes, saques, mentiras, abusos... é assim que se manifesta o amor, sem lei? O amor não é viável sem os preceitos morais que o compõe, e é isso que diz a Bíblia. Quem defende o contrário, ou está mal informado, ou mal intencionado, faz parte de outro reino, não o do amor, mas aprecia o caos, como em babilônia, o reino da confusão.

Porque, como no verso do dia de hoje, só foram mencionados mandamentos que dizem respeito ao próximo? Simples, por que esses dizem respeito a como amar nossos semelhantes, ou seja, em resumo, ao segundo grande mandamento. O primeiro grande mandamento diz respeito a como amar a DEUS, nos Dez Mandamentos enunciado em seus primeiros quatro. Nisso a Bíblia está muito clara.

Mas queremos ainda nos referir a um aspecto importante. Em João 15:10 diz que se amamos a JESUS, guardaremos os mandamentos e permaneceremos no Seu amor, assim como JESUS guardou os mesmos mandamentos e permanece no amor de DEUS, Seu Pai celeste. Pois bem, mais uma pergunta inteligente: agora, em que amor JESUS permanece, se Ele não mais guarda os mandamentos? Ou seja, será que Ele, como muitos aqui pregam, também mudou os mandamentos que guardava enquanto esteve entre nós? Não estão muitos correndo o risco, e isso é muito sério e grave, de estarem guardando uma lei que JESUS não obedece? Então, sendo assim, com quem essas pessoas permanecem, com JESUS e com DEUS? Ou com outro senhor inferior? Ou, outra pergunta para pensar muito: se JESUS guardou os mandamentos para permanecer em Seu Pai, ou seja, para com Ele estar ligado pelo amor a DEUS, essa fórmula teria agora mudado por causa da ressurreição? Tem isso alguma lógica? A ressurreição tem, de fato, algo a ver com mudança da Lei do amor? Não seria justamente o contrário, a sua confirmação? Veja, se JESUS em vida amava Seu Pai, depois morto, e novamente de volta à vida, porque agora a Lei seria outra, para continuarem ligados entre si pelo amor? Há algum lugar na Bíblia onde podemos fundamentar o raciocínio da mudança da Lei?

Amigos, e quem estiver lendo esse comentário, isso é muito sério. O amor não existe sem Lei e nem tão pouco o amor, que é perfeito em si, precisa ser aperfeiçoado pela mudança da Lei. Pelo contrário, DEUS é amor, e DEUS não muda, nem a Sua Lei. Se Ele mudasse algum dia, desse dia em diante DEUS seria outro ser, não amor. Esse assunto é de extrema importância para a nossa vida eterna. Não podemos trata-lo com superficialidade.

 

 

7.       7.       Aplicações do estudo dessa semana - sexta

 

Ao sermos perdoados por DEUS, algo deve acontecer em nosso relacionamento com Ele e para com as demais pessoas. Quando nos sentimos perdoados, e cremos no perdão de DEUS, nos sentimos tão bem que nasce o desejo de ver outros tendo o mesmo sentimento e experimentando a mesma libertação do pecado. Isso acontecendo, a pessoa se expande para os seus amigos. Ela passa a um relacionamento mais diplomático para com os familiares e para com os amigos. Se tal melhoria não for visível, não houve arrependimento, apenas houve atos exteriores, mas não mudanças de caráter.

O amor produz mudanças profundas na vida do ser humano. A cada dia sente-se mais feliz e essa felicidade cria relacionamentos benéficos e construtivos. O seu trabalho rende mais. A sua saúde melhora. A qualidade de vida torna-se superior. Tudo muda, há como que um ensaio diário para viver nas mansões celestiais. O rosto da pessoa expressa essa mudança tornando-se mais radiante. As preocupações terrestres já não estão mais a prioridade. Ela quer que JESUS venha logo, e quer que todos aproveitem para serem salvos. As mudanças não terminam, pois iniciou-se uma vida de santificação.

Ao contrário do que muito se prega, a pessoa sente prazer na obediência aos Dez Mandamentos. Ela vê na Lei que ali estão os princípios para se estar de bem com DEUS e com o próximo. A Lei não mais é vista como um fator de condenação, mas um conjunto de princípios que dão segurança quanto a como viver para ser feliz. A Lei torna-se em matéria para estudo e busca de maior compreensão de seu significado. Quanto mais aprende sobre ela, mais a deseja, e melhor vive, mais feliz se torna. A pessoa descobre que é na Lei que se encontra a fórmula do amor, pois ela reflete o caráter do Criador.

A igreja, com pessoas assim torna-se num ambiente agradável. Ali não ocorrem críticas por causa dos defeitos que todos temos, mas, por causa do amor, os defeitos gradativamente vão desaparecendo. Alguma admoestação que se tornar necessária, será providenciada com diplomacia, com delicadeza, com discrição, para não ofender, mas para, com atmosfera de reconciliação, solucionar sem deixar ou abrir feridas. A igreja torna-se o lugar mais desejado para se estar, as pessoas desejam estar juntas, pois elas se amam, e se amam cada vez mais. Nela, as reuniões jamais correm o risco de degenerar em confrontos. As posições diferentes, que deve haver, servem para crescimento, para enriquecimento, para a construção de novas experiências exitosas. Quando a maioria ama de verdade, qualquer problema será resolvido pelos critérios do amor, não da vingança. E os problemas resolvidos não renascem a cada nova situação problemática. A vida na igreja torna-se bela, DEUS e Seus anjos estarão sempre presentes.

 

escrito entre: 11/04/2003 a 10/04/2003

revisado em 30/04/2003